Arquivo de Ozempic - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/ozempic/ Tue, 18 Aug 2026 14:37:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de Ozempic - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/ozempic/ 32 32 Anvisa autoriza produção da pioneira caneta genérica de semaglutida no Brasil https://campinashoje.com/anvisa-autoriza-producao-da-pioneira-caneta-generica-de-semaglutida-no-brasil/2026/15083/ Tue, 18 Aug 2026 14:37:01 +0000 https://campinashoje.com/anvisa-autoriza-producao-da-pioneira-caneta-generica-de-semaglutida-no-brasil/2026/15083/ Registro da EMS foi publicado nesta segunda-feira (17) e abre caminho para uma versão mais barata da semaglutida; produto ainda não chegou às farmácias

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu luz verde, nesta segunda-feira (17), ao registro da primeira caneta genérica de semaglutida no Brasil, fabricada pela empresa EMS. A decisão foi oficializada na quinta-feira (13) e divulgada no Diário Oficial da União, marcando um novo capítulo no segmento das chamadas “canetas emagrecedoras”. Contudo, o medicamento ainda não está disponível nas farmácias e precisará passar por outras etapas regulatórias antes de ser comercializado.

Esse novo produto é fundamentado na semaglutida, um princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy. Classificada como um agonista do GLP-1, a substância desempenha um papel importante nos mecanismos que regulam a glicemia, o apetite e a sensação de saciedade. Embora frequentemente associada à perda de peso, a Anvisa aprovou essa nova caneta para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 que não está adequadamente controlado, devendo ser utilizada em conjunto com uma dieta balanceada e atividade física.

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Canetas emagrecedoraCrédito: Pexels
Canetas emagrecedorasReprodução
Ozivy, a primeira caneta de semaglutida feita no Brasil, chega às farmácias no dia 15Reprodução / EMS
Caneta Monjauro foi aprovado pela Anvisa em setembro de 2023Divulgação

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Implicações da chegada do genérico

A autorização concedida representa um avanço significativo, uma vez que até agora os produtos com semaglutida disponíveis na nação eram classificados sob outras denominações. Em maio, a Anvisa havia liberado o Ozivy como o primeiro medicamento sintético análogo à semaglutida biológica. Na ocasião, a agência destacou que o Ozivy não era considerado um genérico, mas sim um novo fármaco.

A recente aprovação agora categoriza a semaglutida sintética da EMS como um medicamento genérico. Segundo as normas brasileiras, esse tipo de produto deve possuir o mesmo princípio ativo e dosagem do medicamento referência e demonstrar equivalência. Ao contrário dos produtos com nome comercial próprio, os genéricos recebem apenas a denominação do princípio ativo nas embalagens.

A nova caneta será disponibilizada em quatro apresentações distintas: soluções de semaglutida com concentrações de 1,34 mg/mL nos dispositivos de 1,5 mL e 3 mL, com diversas quantidades de canetas e agulhas incluídas. A administração é semanal e é necessário conservar o produto sob refrigeração entre 2 °C e 8 °C antes e após o início do tratamento.

Atração pelo preço competitivo

A chegada do genérico deve provocar um aumento na competição no mercado. Conforme a legislação vigente no Brasil, os medicamentos genéricos devem ser comercializados com valores que sejam pelo menos 35% inferiores aos dos medicamentos referência. Entretanto, o preço final para a nova caneta ainda não foi estipulado.

Para efeito comparativo, o Ozivy – primeiro fármaco sintético baseado na semaglutida aprovado pela Anvisa – chegou ao varejo com preços que variaram entre R$ 452 e R$ 498 por unidade. Com base na aplicação do desconto mínimo previsto para os genéricos, estimativas indicam que o novo produto possa custar entre R$ 293 e R$ 323. Vale ressaltar que essa é apenas uma previsão; o preço oficial ainda está pendente de definição.

No momento, o genérico também não está à venda. Mesmo após a aprovação da Anvisa, é necessário aguardar a determinação do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Após essa fase conclusiva, caberá à empresa decidir quando iniciará as vendas.

E quanto ao Ozempic?

A exclusividade da produção da semaglutida no Brasil expirou em 20 de março passado, permitindo assim que outros fabricantes começassem a produzir medicamentos baseados nesse princípio ativo. O Ozivy foi o primeiro produto desse tipo liberado pela Anvisa após essa data. Em julho seguinte, a agência incluiu esse medicamento na Lista de Medicamentos de Referência, habilitando-o a servir como base para novos desenvolvimentos relacionados à semaglutida sintética.

No entanto, isso não implica que todos os produtos contendo semaglutida possam ser usados indistintamente. A intercambialidade entre eles depende das classificações regulatórias específicas junto à Anvisa. Genéricos podem ser trocados por seus medicamentos referência se cumprirem todas as exigências necessárias; já os similares dependem da avaliação específica da agência.

Novo similar aprovado também

No mesmo dia em que autorizou o primeiro genérico, a Anvisa também registrou um medicamento similar à base de semaglutida produzido pela Germed – empresa associada à EMS –, que será comercializado sob o nome Semaclique. Assim como o genérico recém-aprovado, este produto também será disponibilizado em forma de caneta para aplicação semanal.

A simultânea aprovação tanto do genérico quanto do similar amplia as opções disponíveis para os consumidores brasileiros no mercado da semaglutida e pode intensificar a competição entre os fabricantes. Contudo, apenas quando esses produtos chegarem efetivamente às farmácias é que se poderá confirmar se haverá versões mais acessíveis disponíveis ao público.

É crucial destacar também que essa nova autorização não implica liberdade para uso indiscriminado; assim como outros medicamentos agonistas do GLP-1, a utilização da semaglutida sintética requer prescrição médica com duas vias.

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SUS inicia pesquisa com canetas para auxiliar na perda de peso em pessoas com obesidade severa https://campinashoje.com/sus-inicia-pesquisa-com-canetas-para-auxiliar-na-perda-de-peso-em-pessoas-com-obesidade-severa/2026/14787/ Tue, 30 Jun 2026 14:33:04 +0000 https://campinashoje.com/sus-inicia-pesquisa-com-canetas-para-auxiliar-na-perda-de-peso-em-pessoas-com-obesidade-severa/2026/14787/ Ao longo dos próximos dois anos, os pesquisadores irão monitorar diversos indicadores relacionados ao tratamento, como redução de peso, qualidade de vida e resultados de exames

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Na sexta-feira, 26 de junho, teve início uma pesquisa inovadora promovida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) visando avaliar a eficácia de medicamentos injetáveis para o tratamento da obesidade. O estudo piloto está sendo realizado no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), localizado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e irá acompanhar 250 pacientes com obesidade severa que já recebem atendimento na unidade. A coordenação da iniciativa é do Ministério da Saúde e tem como objetivo coletar dados sobre a segurança, eficácia e impacto do uso da semaglutida dentro do sistema público de saúde.

O primeiro indivíduo a receber a medicação foi Guilherme Henrique Streppel Panichi, um motorista de aplicativo de 39 anos, que participou da aplicação inaugural durante o evento de lançamento do estudo. A substância utilizada é produzida pela farmacêutica Novo Nordisk.

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Ministro Alexandre Padilha durante anúncio do estudo em Porto Alegre nesta sexta-feira com aplicação em Guilherme Henrique Streppel Panichi, de 39 anosFoto: Rafael Nasciment/Ministério da Saúde
Canetas emagrecedoraCrédito: Pexels
Canetas emagrecedorasFoto: Gecko Studio/Shuttertsock
Canetas emagrecedoraCrédito: Freepik
Aplicação de caneta emagrecedoraReprodução: Freepik

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Nos próximos dois anos, os pesquisadores acompanharão uma série de indicadores relacionados à abordagem terapêutica, incluindo perda de peso, qualidade de vida dos pacientes, resultados laboratoriais, segurança do tratamento, evolução clínica e custos para o sistema público. O objetivo é determinar se as canetas podem reduzir a necessidade de cirurgias bariátricas e minimizar complicações decorrentes da obesidade.

A pesquisa será realizada através da colaboração entre o Ministério da Saúde e a equipe técnica do Grupo Hospitalar Conceição. O protocolo abrange indivíduos com obesidade grave ou aqueles que apresentam essa condição combinada a outras doenças como problemas cardiovasculares e que são candidatos à cirurgia bariátrica.

Para participar do estudo, os indivíduos devem comprovar um diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano. Além disso, eles precisam demonstrar que tratamentos convencionais — como dietas estruturadas e exercícios físicos regulares — não resultaram nos efeitos desejados após um período mínimo de dois meses. É necessário também que os participantes tenham capacidade para aplicar a medicação por conta própria ou contar com um cuidador responsável pelo procedimento.

O financiamento deste projeto será realizado pela Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), que recebeu recursos da farmacêutica Novo Nordisk. Até o momento, não há previsão para que esses medicamentos sejam definitivamente integrados ao SUS; tal decisão dependerá dos resultados obtidos na pesquisa.

Além de avaliar os benefícios clínicos e financeiros desse tratamento, esta iniciativa visa gerar informações nacionais que possam orientar futuras políticas públicas sobre a luta contra a obesidade grave.

“Estamos interessados em entender como esses medicamentos podem ser utilizados no sistema público. Esperamos que isso possa trazer impactos econômicos positivos, como diminuir as filas para cirurgias bariátricas e reduzir complicações cardíacas associadas à obesidade e ao diabetes. Não consideramos as canetas como soluções milagrosas ou únicas para o problema da obesidade”, afirmou Padilha em entrevista recente.

Os agonistas do receptor GLP-1, popularizados por medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, atuam em diversos órgãos do corpo humano. No pâncreas, eles incentivam a liberação de insulina — razão pela qual também são utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 — enquanto retardam o esvaziamento gástrico no sistema digestivo e aumentam a sensação de saciedade no cérebro, contribuindo assim para a perda de peso.

Estudos adicionais estão explorando os potenciais benefícios desses medicamentos em outras áreas da saúde. Um trabalho recente publicado na revista científica Annals of Oncology indicou que pacientes com obesidade tratados com essas canetas apresentaram uma redução de 41% no risco de desenvolver cânceres associados ao excesso de peso. Esta foi a primeira pesquisa a observar esse efeito em indivíduos sem diagnóstico prévio de diabetes.

A investigação foi conduzida por pesquisadores do Houston Methodist Hospital nos Estados Unidos, que analisaram dados referentes a 229.467 pacientes com obesidade registrados na plataforma TriNetX, que compila prontuários eletrônicos de aproximadamente 113 milhões de americanos.

Em paralelo, o mercado brasileiro está passando por novidades significativas. Há pouco mais de dez dias foi lançado no Brasil o Ozivy, medicamento desenvolvido pela empresa EMS. Este produto representa o primeiro uso aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da semaglutida sintética especificamente para tratamento do diabetes tipo 2. Além disso, outros 17 pedidos para registro estão atualmente sob análise pela agência reguladora.

Por meio do programa Vida + Leve, a EMS disponibiliza um kit contendo duas canetas multidose com dosagem inicial de 1 mg cada uma — quantidade suficiente para três meses — ao preço total aproximado R$863,23 ou cerca R$287 mensais.

A farmacêutica anunciou que o primeiro lote destinado ao mercado brasileiro incluirá cerca de 500 mil canetas e planeja aumentar sua produção anual para até 40 milhões unidades por meio investimentos superiores R$1,2 bilhão.

Segundo Alexandre Padilha, ministro da Saúde, parte da estratégia governamental envolve estimular concorrência neste setor. Assim sendo,a Anvisa continuará avaliando novos registros para medicamentos à base semaglutida que poderão aumentar oferta e ajudar na diminuição dos preços.

“Queremos nos apropriar dessa tecnologia assim como o Brasil fez com produção vacinas. Nossa intenção é fazer parte seleto grupo países capazes produzir peptídeos”, declarou Padilha.

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]]> Novo tratamento à vista: Anvisa dá luz verde ao primeiro concorrente brasileiro do Ozempic https://campinashoje.com/novo-tratamento-a-vista-anvisa-da-luz-verde-ao-primeiro-concorrente-brasileiro-do-ozempic/2026/14485/ Tue, 26 May 2026 14:30:14 +0000 https://campinashoje.com/novo-tratamento-a-vista-anvisa-da-luz-verde-ao-primeiro-concorrente-brasileiro-do-ozempic/2026/14485/ A agência reguladora deu o aval para a nova caneta injetável de aplicação subcutânea. Chegada de novos laboratórios pode baratear o tratamento a longo prazo

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Um marco significativo foi alcançado no Brasil com a liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que a farmacêutica EMS inicie a produção e venda do Ozivy. Esta aprovação representa o primeiro medicamento nacional à base de semaglutida, surgindo após a expiração da patente da dinamarquesa Novo Nordisk no país.

A semaglutida se tornou amplamente reconhecida globalmente, gerando receitas bilionárias, especialmente por ser o componente principal de populares “canetas emagrecedoras”, como os medicamentos Ozempic, destinado ao tratamento da diabetes tipo 2, e Wegovy, voltado para a obesidade.

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Canetas emagrecedoraCrédito: Pexels
Canetas de Ozempic e MounjaroReprodução: Novo Nordisk/Eli Lilly
Medicamentos para tratamento contra a obesidade, conhecidos popularmente como "canetas emagrecedoras"Reprodução

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Para obter seu registro, o Ozivy foi incluído em uma categoria regulatória denominada “desenvolvimento abreviado”. Este enfoque é direcionado a produtos que utilizam substâncias cujos efeitos são bem compreendidos pela comunidade científica, mas que ainda necessitam da comprovação rigorosa de segurança, eficácia e qualidade elevada pelo novo fabricante.

Desde que a patente perdeu sua exclusividade em março deste ano, diversas empresas farmacêuticas têm mostrado interesse na exploração desse mercado lucrativo. Contudo, as exigências regulatórias são rigorosas: em abril passado, alguns pedidos de registro foram rejeitados devido a problemas documentais e técnicos.

Informações indicam que a versão brasileira do medicamento será disponibilizada aos pacientes na forma de solução injetável subcutânea. O produto virá em diferentes dosagens e será acompanhado por agulhas e as conhecidas canetas aplicadoras.

Especialistas acreditam que a introdução do Ozivy e de futuros concorrentes promoverá uma competição saudável no setor farmacêutico, resultando na redução dos custos dos tratamentos para os pacientes nos próximos anos. Apesar da autorização concedida pela Anvisa, ainda não há uma data definida para que o novo medicamento seja disponibilizado nas farmácias.

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