Arquivo de Ypê - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/ype/ Tue, 02 Jun 2026 14:36:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de Ypê - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/ype/ 32 32 Anvisa libera retomada da produção da Ypê após quase um mês de paralisação https://campinashoje.com/anvisa-libera-retomada-da-producao-da-ype-apos-quase-um-mes-de-paralisacao/2026/14573/ Tue, 02 Jun 2026 14:36:08 +0000 https://campinashoje.com/anvisa-libera-retomada-da-producao-da-ype-apos-quase-um-mes-de-paralisacao/2026/14573/ Além da retomada da produção, a Anvisa também autorizou novamente a comercialização, distribuição e uso dos detergentes líquidos para roupas, detergentes líquidos para louças e desinfetantes identificados pelo final de lote 1 produzidos a partir de 1º de abril de 2026

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a retomada das atividades das linhas de produção da Ypê em Amparo, no interior de São Paulo, encerrando uma suspensão parcial que estava em vigor desde o início de maio. Com a decisão, a empresa informou que pretende voltar a fabricar detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes a partir desta segunda-feira (1º/6).

Segundo a fabricante, as duas unidades que permaneciam paralisadas passam por um processo de limpeza e sanitização entre sábado (30/5) e domingo (31/5), etapa considerada necessária antes do reinício completo das operações.

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Foto: Reprodução/EPTV
Produtos Ypê recolhidos de supermercadoFoto: Reprodução/EPTV
Foto: Reprodução
Fotos mostram processo de produção na fábrica da Ypê.Foto: Reprodução
Visita do presidente e diretores da Anvisa na fábrica da YpêFoto: Divulgação
Reprodução/Divulgação
Reprodução/Divulgação
Imagens do relatório mostram a inspeção sanitária realizada no fim de abril na fábrica da YpêFoto: Reprodução
Imagens do relatório mostram a inspeção sanitária realizada no fim de abril na fábrica da YpêFoto: Reprodução
Imagens do relatório mostram a inspeção sanitária realizada no fim de abril na fábrica da YpêFoto: Reprodução

Apesar da autorização para voltar a produzir, a companhia ressaltou que os novos itens não serão imediatamente colocados à venda. Todos os produtos fabricados após a retomada passarão por análises laboratoriais e procedimentos internos de controle de qualidade.

“A liberação dos produtos para o mercado só acontece depois que todas as análises físico-químicas e microbiológicas estiverem dentro das especificações”, apontou.

Além da retomada da produção, a Anvisa também autorizou novamente a comercialização, distribuição e uso dos detergentes líquidos para roupas, detergentes líquidos para louças e desinfetantes identificados pelo final de lote 1 produzidos a partir de 1º de abril de 2026.

Já os produtos com final de lote 1 fabricados até 31 de março de 2026 continuam proibidos para venda, distribuição e utilização.

Troca e ressarcimento seguem mantidos

Mesmo após a liberação das atividades industriais, a Ypê informou que continuará realizando a troca ou o ressarcimento dos produtos pertencentes aos lotes que permanecem sob restrição.

A orientação da Anvisa para os consumidores também não mudou.

“Esses produtos devem permanecer armazenados em local seguro e não serem descartados. Sua liberação ocorrerá à medida em que a empresa apresentar laudos de laboratórios autorizados pela Anvisa”, afirmou o órgão.

Fábrica passou quase um mês sob restrições

A paralisação parcial das atividades foi determinada em 7 de maio, após uma avaliação técnica apontar risco de contaminação microbiológica em produtos fabricados na unidade da Química Amparo.

Cerca de três semanas depois, a agência decidiu liberar novamente a produção após uma nova inspeção realizada em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, o Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e a Vigilância Sanitária de Amparo. As vistorias ocorreram entre quinta-feira (28/5) e sexta-feira (295).

O complexo industrial de Amparo é o maior da Ypê e reúne oito unidades fabris. Das oito, duas estavam paradas desde a determinação da Anvisa: uma dedicada à fabricação de detergentes e outra responsável pela produção de lava-roupas líquidos e desinfetantes. As demais continuaram funcionando normalmente durante todo o período.

De acordo com a empresa, entre 450 e 500 funcionários foram diretamente afetados pela interrupção das operações nas duas unidades. Outros cerca de 3 mil trabalhadores ligados a atividades como transporte, logística e distribuição sofreram impactos indiretos.

Segundo a Anvisa, os fiscais verificaram que as principais medidas corretivas adotadas pela companhia estavam adequadas. A fabricante também apresentou um plano para atender às 76 exigências sanitárias apontadas durante a inspeção realizada em abril.

“Verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário para a população brasileira”, afirmou Leandro Safatle, presidente da Anvisa em visita às instalações.

Ainda conforme a agência, a empresa promoveu melhorias nos processos produtivos e reforçou os mecanismos de controle e monitoramento de qualidade.

Histórico de contaminação motivou fiscalização

A inspeção que resultou na suspensão das atividades teve relação com um “histórico de contaminação microbiológica” registrado pela fabricante em novembro de 2025.

Naquele período, a própria empresa realizou um recolhimento preventivo de lotes específicos após detectar a bactéria Pseudomonas aeruginosa exclusivamente em produtos lava-roupas líquidos.

A fiscalização que motivou as medidas adotadas neste ano ocorreu entre os dias 27 e 30 de abril de 2026. Durante a vistoria, os técnicos concentraram a análise principalmente nas linhas de produtos líquidos produzidos na unidade, incluindo lava-roupas, lava-louças e desinfetantes.

Embora os episódios estejam relacionados do ponto de vista regulatório, a Anvisa esclareceu que a decisão tomada em maio foi baseada nos resultados encontrados durante a inspeção realizada em abril. O caso de novembro de 2025 integrou apenas o histórico utilizado na avaliação de risco da empresa.

O que é a bactéria identificada

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria amplamente presente no meio ambiente, sendo encontrada na água, no solo, no ar e até mesmo na pele de pessoas saudáveis.

Classificada como um microrganismo oportunista, ela raramente causa problemas em indivíduos sem comprometimento da imunidade. Entretanto, pode provocar infecções ou agravar quadros clínicos em pessoas imunossuprimidas ou com condições de saúde que reduzam as defesas do organismo.

Esse potencial risco explica por que os alertas emitidos pela fabricante durante o recolhimento preventivo tiveram foco especial em pacientes imunocomprometidos, cuidadores e profissionais da área da saúde.

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Problemas de qualidade e irregularidades: Anvisa revela condições alarmantes na fábrica da Ypê; Confira as imagens! https://campinashoje.com/problemas-de-qualidade-e-irregularidades-anvisa-revela-condicoes-alarmantes-na-fabrica-da-ype-confira-as-imagens/2026/14412/ Tue, 12 May 2026 14:30:07 +0000 https://campinashoje.com/problemas-de-qualidade-e-irregularidades-anvisa-revela-condicoes-alarmantes-na-fabrica-da-ype-confira-as-imagens/2026/14412/ Segundo a Anvisa, 80 lotes de produtos da Ypê finalizados apresentaram resultados fora do padrão microbiológico esperado, incluindo detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa

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Uma recente inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) de São Paulo, revelou diversas irregularidades na fábrica da Ypê situada em Amparo, São Paulo. As falhas detectadas foram consideradas como possuindo alto risco sanitário pelos órgãos competentes.

A análise da Anvisa destacou “descumprimentos significativos nas etapas críticas do processo produtivo”, que incluem questões relacionadas aos sistemas de controle de qualidade, produção e monitoramento dos produtos. Segundo a agência, as não conformidades identificadas colocam em risco as normas de boas práticas industriais e podem facilitar a contaminação microbiológica dos produtos fabricados. Como resposta a essa situação, foi determinada a retirada de diversos itens da marca do mercado.

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Imagens do relatório mostram a inspeção sanitária realizada no fim de abril na fábrica da YpêFoto: Reprodução
Imagens do relatório mostram a inspeção sanitária realizada no fim de abril na fábrica da YpêFoto: Reprodução
Imagens do relatório mostram a inspeção sanitária realizada no fim de abril na fábrica da YpêFoto: Reprodução

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Na próxima quarta-feira, dia 13 de maio, a diretoria colegiada da Anvisa irá se reunir para avaliar a situação e decidir se a suspensão dos lotes fabricados pela empresa permanecerá em vigor.

A inspeção também registrou equipamentos utilizados na produção de detergentes e lava-roupas líquidos apresentando sinais evidentes de corrosão.

Além disso, foram observados problemas estruturais em um tanque utilizado para manuseio de lava-louças. O relatório indica que resíduos de produtos devolvidos foram encontrados nas linhas usadas para envase.

Outro ponto crítico abordado no relatório diz respeito aos resultados laboratoriais coletados entre dezembro de 2025 e abril de 2026, onde 80 lotes finais mostraram resultados fora dos padrões microbiológicos aceitáveis, incluindo a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa. Os fiscais afirmaram que esses itens não haviam sido rejeitados pelo setor responsável pelo controle de qualidade e estavam armazenados à espera de uma “definição financeira”.

A conclusão da vistoria pelos órgãos sanitários ressaltou que as irregularidades configuram uma situação “crítica”, caracterizada por um elevado risco à saúde pública, enfatizando a urgência na implementação de medidas corretivas e preventivas por parte da fabricante, sob pena de comprometer a saúde dos consumidores e agravar as sanções sanitárias aplicáveis.

A Anvisa informou que apenas os lotes com numeração finalizada em 1 estão afetados, abrangendo produtos das categorias lava-louças, detergente líquido e desinfetante.

A orientação emitida pelo órgão é clara: consumidores devem interromper imediatamente o uso desses produtos e contatar o serviço ao consumidor da fabricante para receber informações sobre o processo de retorno.

A agência também advertiu que produtos contaminados com bactérias podem causar infecções cutâneas, irritações oculares e problemas respiratórios, especialmente entre grupos vulneráveis como idosos e pessoas imunocomprometidas.

A medida cautelar que suspendeu a produção e comercialização dos lotes foi oficializada pela Anvisa na última quinta-feira (7). No dia seguinte, a Ypê apresentou um recurso administrativo que suspendeu temporariamente os efeitos dessa decisão até nova deliberação pela diretoria colegiada.

A análise final do caso está programada para ocorrer na próxima quarta-feira.

Em nota enviada ao programa Fantástico, a Ypê afirmou que não foram encontradas contaminações nos seus produtos durante a fiscalização. A empresa também mencionou ter mecanismos internos eficazes para identificação e descarte de itens que não atendem aos padrões exigidos.

A fabricante ainda acrescentou que as áreas mostradas nas imagens coletadas durante a fiscalização não têm contato direto com os produtos e fazem parte de um “plano robusto de melhorias”, desenvolvido em colaboração com a Anvisa desde o ano anterior.

Por fim, foi informado que as operações na unidade fabril estão suspensas desde quinta-feira passada, uma ação adotada para acelerar as adequações requisitadas pela agência reguladora.

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