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UFRGS apresenta mostra que estimula os sentidos do público

A artista Elaine Stankiwich inaugura sua primeira exposição individual, intitulada “Um campo vibrátil”, que apresenta uma série de objetos e instalações interativas confeccionadas com papéis, tecidos e linhas. Esta mostra propõe uma vivência artística que vai além da simples observação, permitindo que os visitantes experimentem uma conexão sensorial onde corpo, espaço e percepção se inter-relacionam.

A abertura da exposição está marcada para o dia 21 de julho, uma terça-feira, às 18h30, no Centro Cultural da UFRGS. A mostra é dividida em quatro seções: tátil, sonoro, visual e gestual (sinestésico), explorando variadas maneiras de percepção através de obras que incentivam a interação do público.

Dentre as obras em destaque, “Medusa” se destaca ao convidar o público a experimentar o toque háptico, um tipo de tato exploratório que é frequentemente utilizado por pessoas com deficiência visual para sentir formas, texturas, densidade e contornos. Outra instalação notável é “Água viva”, que é suspensa e estabelece um diálogo com a sonoridade do ambiente expositivo.

A abertura contará com uma performance ao vivo de Elaine Stankiwich, que traduz a poética da exposição para seu próprio corpo. Além disso, durante o período de visitação — em data ainda a ser confirmada — será exibido o filme experimental “Partituras para um gesto”, dirigido por Gabriel Celestino, que ilustra a poética gestual da artista.

A exposição inclui um texto crítico elaborado por Gabriela Motta e faz parte das iniciativas contempladas pelo Edital de Ocupação 2026 do Centro Cultural da UFRGS. “Um campo vibrátil” ficará disponível na Sala Laranjeira até o dia 9 de setembro, aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, com entrada gratuita.

Sobre Elaine Stankiwich

Elaine Stankiwich é artista e pesquisadora, possui mestrado em Artes Visuais e atualmente cursa doutorado em Poéticas Visuais na UFRGS. Seu trabalho explora as interações entre materialidade e corpo. Ela participou da “Fibra – II Bienal de Arte Têxtil Contemporânea” (2025-2026) em Porto Alegre e na mostra itinerante “2ª Bienal Caixa de Novos Artistas” (2017-2018).

No ano de 2025, apresentou sua exposição individual “A poética do corpo no espaço” na Galeria de Artes do Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho, em Caxias do Sul. Nesse mesmo ano, foi agraciada com um prêmio no Prêmio Sesc-RS de Artes Visuais.

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