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O lado oculto da violência: realidades que as estatísticas não mostram

Data de publicação: 02/07/2026 às 9h54

Por Aline Teixeira

Ao abordar o tema da violência contra as mulheres, frequentemente nos deparamos com os casos que ganham destaque na mídia ou que são contabilizados em estatísticas. Contudo, existe uma realidade muito mais abrangente, que passa despercebida e é complexa de quantificar: a violência que permanece sem denúncia.

Diariamente, inúmeras mulheres enfrentam situações de assédio, perseguições, importunações sexuais, violência psicológica e ameaças sem buscar auxílio. O receio, a vergonha, a dependência financeira e a desconfiança em relação ao acolhimento fazem com que muitas optem por não registrar boletins de ocorrência. Essa dinâmica resulta em um panorama distorcido da violência no Brasil. Por trás de cada dado estatístico, existem histórias multiplicadas que permanecem ocultas.

Para lidar com essa problemática, é necessário ir além da punição aos agressores. O fortalecimento da prevenção e das redes de apoio é crucial. Medidas como aumentar o funcionamento das Delegacias da Mulher para 24 horas, assegurar atendimento especializado em municípios onde ainda não há essas unidades, acelerar a concessão de medidas protetivas e investir em abrigos para mulheres e seus filhos são ações essenciais para romper com o ciclo da violência.

Além disso, é fundamental que a prevenção inicie antes do ato violento ocorrer. Investir em educação, realizar campanhas contínuas de conscientização e capacitar profissionais das áreas de saúde, educação e segurança pública para identificar sinais de abuso são políticas que podem salvar vidas.

Lutar contra a violência dirigida às mulheres implica em criar um ambiente onde elas se sintam seguras para se manifestar e tenham a certeza de receber proteção, acolhimento e justiça. Nenhuma vítima deve trilhar esse caminho sozinha.

Sou Aline Teixeira e defendo que uma sociedade verdadeiramente segura é aquela que age proativamente para evitar a violência. Proteger as mulheres deve começar com iniciativas voltadas à prevenção, acolhimento e políticas públicas eficazes que atuem continuamente, não apenas diante de tragédias. Se você compartilha dessa visão, junte-se a mim nas redes sociais @alineteixeira.oficial.

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