Arquivo de Vacinação - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/vacinacao/ Tue, 04 Aug 2026 14:36:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de Vacinação - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/vacinacao/ 32 32 Início da Campanha Nacional de Vacinação: Crianças e Adolescentes São o Foco a Partir de Hoje https://campinashoje.com/inicio-da-campanha-nacional-de-vacinacao-criancas-e-adolescentes-sao-o-foco-a-partir-de-hoje/2026/15013/ Tue, 04 Aug 2026 14:36:03 +0000 https://campinashoje.com/inicio-da-campanha-nacional-de-vacinacao-criancas-e-adolescentes-sao-o-foco-a-partir-de-hoje/2026/15013/ Durante a campanha, as equipes de saúde deverão conferir individualmente as cadernetas e verificar quais vacinas estão previstas para cada criança ou adolescente

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Inicia-se nesta segunda-feira (3/8) uma nova ação nacional voltada à atualização da vacinação de crianças e adolescentes com menos de 15 anos. A Campanha Nacional de Multivacinação ocorrerá em todo o território brasileiro até o dia 1º de setembro, com o objetivo de identificar aqueles que estão com doses faltantes e completar os esquemas vacinais adequados para cada faixa etária.

O Ministério da Saúde marcou para o dia 22 de agosto o Dia D, que será um esforço concentrado para aumentar a adesão aos postos de saúde e facilitar o acesso das famílias à vacinação.

Confira as imagens

VacinaçãoTânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
Vacina contra herpes-zóster: comissão abre consulta pública sobre inclusão no SUSPexels
Vacina contra herpes-zóster: comissão abre consulta pública sobre inclusão no SUSPexels
Vacina contra herpes-zóster: comissão abre consulta pública sobre inclusão no SUSPexels
Vacinação está em baixa no PaísPexels
VacinaRicardo Nunes/MS
Dia D de vacinação contra gripe em SPFoto/Pexels
Dia D de vacinação contra gripe em SPFoto/Pexels

Durante essa campanha, as equipes responsáveis pela saúde irão revisar individualmente as cadernetas de vacinação, verificando quais imunizações estão previstas para cada criança ou adolescente. Caso haja doses pendentes, estas deverão ser aplicadas durante o atendimento, respeitando as orientações sobre idade e histórico vacinal.

Essa mobilização inclui diversos imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação, abrangendo mais do que uma única doença. Entre as vacinas disponíveis estão aquelas que protegem contra:

  • Poliomielite;
  • Sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral);
  • Difteria, tétano e coqueluche;
  • Hepatites A e B;
  • Rotavírus;
  • Meningites;
  • Febre amarela;
  • HPV;
  • Dengue, nas cidades onde a vacina é parte do calendário;
  • Influenza;
  • Covid-19.

As aplicações, entretanto, não serão padronizadas para todos; a definição das doses dependerá da idade e do histórico registrado na caderneta do paciente.

Segundo informações do Ministério da Saúde, essa campanha é parte das estratégias implementadas para recuperar os índices de vacinação que caíram nos últimos anos. Apesar dos sinais de recuperação desde o ano passado, ainda há discrepâncias significativas entre diferentes estados e municípios.

Na prática, essa desigualdade na cobertura vacinal mantém uma fração da população infantil e juvenil exposta a doenças preveníveis por meio da vacinação.

Para ampliar o alcance da mobilização, as gestões estaduais e municipais têm a possibilidade de diversificar suas abordagens. Isso pode incluir ações de imunização nas escolas, uso de unidades móveis, horários alternativos nas salas de vacina e busca ativa por crianças e adolescentes que ainda não completaram seu esquema vacinal.

A ampliação da vacinação contra sarampo em São Paulo

Em paralelo à campanha nacional, três cidades do estado de São Paulo adotarão uma estratégia específica voltada ao combate ao sarampo. O Ministério da Saúde solicitou que São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo disponibilizem a vacina para indivíduos entre seis meses e cinquenta nove anos durante este período de multivacinação.

Essa recomendação surge após a identificação de uma cadeia de transmissão relacionada à introdução do vírus nessas localidades.

Até agora, em janeiro de 2026, foram confirmados dezessete casos de sarampo no Brasil. Destes, quatorze estão sob monitoramento no estado paulista; onze na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

Além disso, mais de sete milhões e duzentas mil doses da tríplice viral foram enviadas aos estados e municípios durante este ano. Desse número total, cerca de duas milhões e novecentas mil já foram administradas.

A pasta também recomenda a aplicação da chamada “dose zero” em bebês entre seis e onze meses que residem em áreas onde há circulação do vírus.

As autoridades incentivam pais e responsáveis a utilizarem essa campanha como uma oportunidade para verificar a situação vacinal dos filhos. A atualização das cadernetas é considerada uma medida crucial pelo Ministério da Saúde para evitar novos casos de sarampo e minimizar o risco do retorno da doença ao país.

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Butantan tranquiliza: quem tomou a vacina contra a dengue há mais de 21 dias já está protegido https://campinashoje.com/butantan-tranquiliza-quem-tomou-a-vacina-contra-a-dengue-ha-mais-de-21-dias-ja-esta-protegido/2026/14646/ Tue, 09 Jun 2026 14:37:38 +0000 https://campinashoje.com/butantan-tranquiliza-quem-tomou-a-vacina-contra-a-dengue-ha-mais-de-21-dias-ja-esta-protegido/2026/14646/ A vacinação contra dengue foi suspensa pelo Ministério da Saúde na segunda-feira (8/6), após o sistema de monitoramento de segurança identificar 42 ocorrências consideradas severas e potencialmente associadas ao imunizante

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Pessoas que receberam a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan podem manter a tranquilidade em relação à proteção oferecida pelo imunizante. A garantia foi dada nesta terça-feira (9/6) pelo diretor do instituto, Esper Kallás, ao comentar a decisão do Ministério da Saúde de interromper temporariamente a aplicação da vacina enquanto são investigados relatos de possíveis reações adversas graves.

Durante entrevista à GloboNews, Kallás reforçou que aqueles que já completaram mais de 21 dias desde a vacinação continuam amparados pelos índices de eficácia observados nos estudos clínicos.

“Quem já tomou a vacina pode ficar absolutamente descansado. […] Todos aqueles que já receberam a vacina podem contar com a proteção que ela promete, de 65% de não pegar a doença cinco anos após a aplicação e 80% para não desenvolver dengue grave”, afirmou.

Veja as fotos

Vacina da dengue foi suspensaCrédito: Reprodução Pexels
Mosquito da dengueCrédito: Reprodução bvsms.saude.gov.br
Mosquito da dengueCrédito: Raquel Portugal e Rodrigo Méxas – Fiocruz Imagens
Anvisa aprovou dose única de vacina contra dengue desenvolvida pelo ButantanCrédito: Divulgação Butantan

A suspensão preventiva foi anunciada após o sistema de monitoramento de segurança identificar 42 ocorrências consideradas severas e potencialmente associadas ao imunizante. Entre os registros, estão dois óbitos que seguem sob análise das autoridades. Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 500 mil doses foram aplicadas até o dia 30 de maio, sendo a maior parte destinada a profissionais da saúde.

O acompanhamento desses casos ocorre por meio da farmacovigilância, mecanismo responsável por monitorar continuamente medicamentos e vacinas após sua liberação para uso. O objetivo é detectar eventos raros que podem não ter sido identificados durante os testes clínicos e, se necessário, orientar medidas para garantir a segurança da população.

Kallás destacou ainda que pessoas vacinadas há menos de 21 dias devem observar possíveis sintomas e comunicar qualquer reação às autoridades de saúde. O alerta segue a mesma orientação apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva realizada na segunda-feira (8).

“Passados os 21 dias da vacinação, a pessoa só usufrui do benefício da proteção que a vacina demonstrou nos estudos de fase 3”, explicou o diretor.

Ao comentar a decisão de interromper temporariamente a vacinação, o especialista ressaltou que a ocorrência de efeitos colaterais faz parte do processo de acompanhamento de qualquer produto de saúde e lembrou que outras vacinas já passaram por reavaliações semelhantes ao longo da história.

Ele também defendeu a importância da imunização para o controle de doenças infecciosas e para o aumento da expectativa de vida da população, reforçando que os benefícios das vacinas seguem amplamente reconhecidos pela comunidade científica.

Embora tenha demonstrado confiança no potencial do imunizante, Kallás afirmou que as investigações epidemiológicas sobre os casos graves e os óbitos precisam ser concluídas com rapidez e rigor técnico. Ainda assim, evitou estabelecer um prazo para a finalização das análises.

“Baseado nas informações que nós temos até agora, nas avaliações de benefício risco, a gente está convencido que a vacina tem o seu lugar, deve ser usada e é a ferramenta mais poderosa para poder controlar a dengue no Brasil”, declarou.

Apesar da avaliação positiva, ele ressaltou que a continuidade da estratégia de vacinação dependerá das conclusões obtidas a partir das investigações e das evidências científicas que forem produzidas nos próximos meses.

Entenda a suspensão

A paralisação temporária da campanha foi anunciada pelo Ministério da Saúde na segunda-feira (8). Durante a coletiva, o ministro Alexandre Padilha informou que os casos graves identificados ainda não possuem comprovação de relação direta com a vacina.

“Nós tivemos três casos graves, desses dois óbitos, sem, até esse momento, nas investigações já feitas pelos sistemas municipais, de vigilância estadual, escutando os especialistas, ter dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência”, afirmou.

De acordo com o governo federal, foram registradas 3.703 notificações de eventos adversos entre os cerca de 500 mil vacinados, o equivalente a 0,7% do total. Desses registros, apenas 42 apresentaram sinais de alerta e foram classificados como graves, representando 0,008% das aplicações.

A vacina do Butantan marcou a história da saúde pública brasileira ao se tornar o primeiro imunizante contra a dengue de dose única produzido integralmente no país. Sua aplicação teve início neste ano, inicialmente voltada aos profissionais de saúde.

Com a suspensão temporária, estados e municípios deverão interromper a vacinação até a conclusão das investigações. Paralelamente, o Ministério da Saúde pretende intensificar a busca ativa por possíveis reações adversas em todo o país.

Entre os sintomas que exigem atenção em pessoas vacinadas recentemente estão febre, dores abdominais intensas, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação e piora do estado geral.

As autoridades sanitárias reforçam que a medida tem caráter preventivo e não representa uma conclusão sobre a segurança ou a eficácia da vacina.

“Queria reforçar aqui que o Ministério da Saúde tem toda a confiança na capacidade institucional, científica do Instituto Butantan, de fazer essa investigação, de aprofundar esses estudos. Isso foi apresentado no Comitê de Farmacovigilância Nacional, que foi feito hoje de manhã cedo, e o comitê recomendou de forma consensual essa estratégia de descontinuidade”, declarou Padilha.

Casos sob investigação

Segundo o Ministério da Saúde, os 42 eventos classificados como graves envolveram sintomas como dores abdominais, vômitos persistentes e sangramentos. Três desses episódios foram considerados de maior gravidade.

Um dos casos envolve uma mulher de 39 anos que apresentou sintomas poucos dias após a vacinação, evoluindo para um quadro grave da doença, mas conseguindo se recuperar após internação.

Os dois óbitos investigados referem-se a uma mulher de 48 anos, que desenvolveu complicações neurológicas associadas à dengue grave 19 dias após receber a vacina, e a um homem de 58 anos que apresentou febre poucos dias depois da imunização e evoluiu rapidamente para um quadro grave da doença.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que notificou o Instituto Butantan e deverá reunir especialistas para aprofundar a investigação. O trabalho será realizado em conjunto com o Ministério da Saúde e o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Monitoramento seguirá em todo o país

Como parte da estratégia adotada após a suspensão, o Ministério da Saúde orientará estados e municípios a reforçarem a vigilância de possíveis eventos adversos relacionados à vacinação.

As secretarias locais também deverão acompanhar pessoas imunizadas há menos de 21 dias e incentivar a notificação de qualquer sintoma suspeito.

Para especialistas e autoridades sanitárias, a interrupção temporária não invalida os resultados já obtidos pela vacina.

“Essa decisão não invalida a eficácia, mas ela busca a gente ganhar tempo para fazer estudos adicionais e avaliar a vacina em diferentes cenários epidemiológicos e grupos populacionais para encontrar eventuais fatores de riscos ou cenários em que o benefício da vacinação superaria os riscos. Então, a população vacinada, ela continua protegida, então quem tomou a vacina está protegido contra os quatro tipos da dengue”, afirmou o diretor do PNI, Eder Gatti.

Em nota oficial, o Instituto Butantan informou que seguirá as orientações da Anvisa e do Ministério da Saúde durante o período de reavaliação da estratégia vacinal.

“Nosso compromisso é com o máximo rigor científico possível e a gente vai trabalhar nesse sentido com a esperança de que nós vamos conseguir dados suficientes, evidências suficientes para mostrar que a vacina tem benefício para a saúde pública brasileira e pode ser retomada essa vacinação”, concluiu Esper Kallás.

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