O post Maio Laranja e a urgência de enxergar o que o silêncio esconde apareceu primeiro em Campinas Hoje.
]]>Coluna de Marcia Bortolanza
Existem dores que não sabem pedir ajuda.
A dor de uma criança, muitas vezes, é silenciosa.
O Maio Laranja surge como um movimento de conscientização sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, mas também como um alerta para algo que precisa ser discutido durante o ano inteiro: a necessidade de construirmos uma infância verdadeiramente protegida.
Nem toda violência deixa marcas visíveis. Algumas se escondem atrás de mudanças de comportamento, crises emocionais, medo excessivo, dificuldade de socialização, ansiedade, queda no rendimento escolar ou um silêncio repentino que ninguém consegue compreender.
A criança nem sempre consegue explicar o que sente. Muitas vezes, ela sequer entende o que está acontecendo. Por isso, o papel dos adultos é fundamental. Escutar, observar, acolher e acreditar são atitudes que podem interromper ciclos profundos de sofrimento.
Vivemos em uma sociedade cada vez mais conectada digitalmente, mas emocionalmente distraída. E isso também exige atenção. Crianças expostas precocemente à internet, redes sociais e ambientes virtuais sem supervisão tornam-se mais vulneráveis a diferentes formas de violência emocional e exploração.
A proteção infantil começa dentro de casa, nos vínculos de confiança, na presença afetiva e no diálogo constante. Uma criança emocionalmente acolhida desenvolve mais segurança para falar sobre desconfortos, medos e situações que a fazem sofrer.
Do ponto de vista psicológico, a violência na infância pode impactar toda a construção emocional do indivíduo. Muitas inseguranças, medos, dificuldades afetivas e sofrimentos na vida adulta têm origem em feridas emocionais não cuidadas durante os primeiros anos de vida.
Precisamos romper com a cultura do silêncio. Criança não inventa dor. Criança manifesta dor.
O Maio Laranja não deve provocar apenas comoção momentânea, mas consciência permanente. Proteger a infância é uma responsabilidade coletiva. É dever da família, da escola, das instituições e de toda a sociedade.
Porque toda criança merece crescer em um ambiente onde o medo não faça parte da rotina e onde o amor seja sempre maior que qualquer forma de violência.
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]]>O post Mãe: entre o amor que acolhe e as marcas que permanecem apareceu primeiro em Campinas Hoje.
]]>Falar de mãe é entrar em um espaço sagrado da experiência humana. Um lugar onde nascem vínculos, mas também onde, muitas vezes, se instalam silêncios difíceis de nomear. Porque mãe não é apenas quem cuida é quem, de alguma forma, inaugura em nós a forma de sentir o mundo.
É no olhar materno que aprendemos, ainda sem palavras, se somos vistos, amados e aceitos. É no colo ou na ausência dele que o corpo registra as primeiras impressões de segurança ou de falta. A mãe, portanto, não marca apenas a infância. Ela atravessa a vida inteira, habitando memórias, escolhas e afetos.
Na prática clínica, é possível perceber o quanto esse vínculo inicial ecoa na vida adulta. A forma como alguém ama, se entrega, se protege ou se afasta, muitas vezes carrega traços desse primeiro encontro com o cuidado. E aqui não se trata de buscar culpados, mas de compreender origens. Compreender para libertar, não para aprisionar.
Existe uma beleza possível na imperfeição. A mãe real distante da idealização é aquela que acerta e erra, que ama e também se cansa, que tenta, mesmo quando não sabe como. E é nessa humanidade que mora uma das maiores lições: o amor não é ausência de falhas, mas presença de verdade.
Também é preciso olhar com delicadeza para as mães. Por trás do papel, existe uma mulher que sente, que enfrenta seus próprios conflitos, que carrega histórias que começaram muito antes dos filhos. Muitas vezes, ela ofereceu o que tinha ainda que não tenha sido tudo o que o outro precisava.
Talvez amadurecer seja justamente isso: reconhecer o que nos foi dado, elaborar o que faltou e escolher, de forma consciente, o que faremos com essa herança emocional. Porque, ainda que a mãe seja o início, ela não precisa ser o limite.
Neste tempo em que tanto se fala sobre maternidade, fica um convite mais profundo: Olhar para essa relação com verdade, compaixão e responsabilidade emocional. Honrar quando houve amor. Ressignificar quando houve dor. E, sobretudo, permitir que o cuidado consigo e com o outro continue sendo reconstruído.
Porque, no fim, a mãe permanece.
Não apenas como lembrança, mas como parte viva de quem nos tornamos.
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]]>O post Nova NR-1 coloca saúde mental no centro da gestão das instituições de ensino superior apareceu primeiro em Campinas Hoje.
]]>Coluna Janguiê Diniz
A entrada em vigor da nova redação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) representa um dos movimentos mais relevantes das últimas décadas no campo da segurança e saúde no trabalho no Brasil, com impactos diretos e profundos sobre as instituições de educação superior (IES). Mais do que uma atualização normativa, trata-se de uma mudança de paradigma que desloca o foco tradicional, historicamente concentrado em riscos físicos, químicos e biológicos, para uma abordagem mais ampla, incorporando, de forma explícita e obrigatória, os riscos psicossociais no ambiente de trabalho.
Prevista para entrar em vigor no dia 26 de maio, a nova regulamentação impõe às instituições educacionais não apenas ajustes técnicos, mas uma revisão estrutural de seus modelos de gestão, cultura organizacional e práticas de relacionamento com seus colaboradores.
O primeiro passo consiste no abandono de uma postura reativa e na adoção de uma lógica preventiva e sistêmica. Isso porque a NR-1 estabelece o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) como um processo contínuo, estruturado e documentado, exigindo a identificação, avaliação, controle e monitoramento de todos os riscos que possam afetar a saúde dos trabalhadores, inclusive aqueles decorrentes da organização do trabalho, como sobrecarga, assédio, falta de autonomia e falhas de comunicação.
No contexto das instituições de educação superior, esse desafio ganha contornos ainda mais complexos. Trata-se de organizações marcadas por atividades simultâneas, pressões acadêmicas e regulatórias, demandas administrativas e relações interpessoais densas. Professores, coordenadores e técnicos frequentemente lidam com acúmulo de funções e exigências cognitivas elevadas. Não por acaso, o setor educacional figura entre os mais impactados por afastamentos relacionados à saúde mental, com índices expressivos de estresse, ansiedade e síndrome de burnout.
Por isso, a principal implicação da NR-1 para as IES está justamente na exigência de que esses fatores deixem de ser tratados como questões periféricas ou individuais e passem a integrar o sistema de gestão de riscos. Isso significa que a saúde mental deve ser incorporada ao inventário de riscos ocupacionais e ao plano de ação institucional, com o mesmo rigor aplicado a outros tipos de risco.
A fiscalização não se limitará à existência de documentos. Ela exigirá coerência entre diagnóstico, medidas adotadas e resultados efetivos, com base em evidências concretas e participação dos trabalhadores. Em outras palavras, não será suficiente declarar boas intenções; será necessário demonstrar práticas consistentes e verificáveis.
Nesse sentido, a preparação das instituições deve começar por um diagnóstico aprofundado e setorizado dos riscos psicossociais. Não se trata de uma análise genérica, mas de um mapeamento que considere as especificidades de cada área e função. Essa abordagem evidencia um ponto central: a gestão de riscos psicossociais exige integração entre diferentes áreas da instituição, incluindo gestão de pessoas, segurança do trabalho, coordenações acadêmicas e alta administração.
Outro aspecto crucial é a mudança de foco das ações. A NR-1 é clara ao estabelecer que medidas exclusivamente individuais ou clínicas são insuficientes. O enfrentamento dos riscos psicossociais deve ocorrer prioritariamente no nível organizacional, por meio da revisão de processos, redistribuição de cargas de trabalho, melhoria dos fluxos de comunicação e fortalecimento das práticas de liderança. Essa diretriz desloca a responsabilidade do indivíduo para a estrutura institucional, exigindo das IES um compromisso real com a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis, equilibrados e sustentáveis.
Além disso, a norma reforça a necessidade de participação ativa dos trabalhadores no processo de gestão de riscos. A escuta qualificada, por meio de pesquisas, entrevistas, grupos focais e canais de denúncia, deixa de ser uma prática recomendada e passa a ser uma exigência. Essa participação não apenas qualifica o diagnóstico, como também fortalece a cultura organizacional e amplia o engajamento dos colaboradores. Ao mesmo tempo, impõe às instituições o desafio de criar mecanismos seguros, confiáveis e efetivos de acolhimento e tratamento das demandas apresentadas.
Do ponto de vista jurídico e financeiro, os impactos da não conformidade são significativos. A ausência de gestão adequada dos riscos psicossociais pode resultar em autuações, multas e aumento de passivos trabalhistas, além de custos indiretos relacionados à queda de produtividade, aumento da rotatividade e perda de talentos.
Em síntese, a nova NR-1 apresenta às instituições duas possibilidades: encarar a norma como uma obrigação burocrática ou como uma oportunidade estratégica de modernização. Aquelas que optarem pelo segundo caminho estarão mais bem posicionadas para enfrentar os desafios contemporâneos, fortalecer sua reputação, atrair e reter talentos e cumprir, com maior qualidade, sua função social. Afinal, cuidar da saúde mental de quem ensina e administra as instituições não é apenas uma exigência legal, mas condição essencial para a excelência acadêmica e para o futuro da educação superior no país.
*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador e controlador do grupo Ser Educacional, e presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo.
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]]>O post João Campos tem gestão mal avaliada e Recife cai no maior ranking de serviços públicos do Brasil apareceu primeiro em Campinas Hoje.
]]>O Recife vive um momento de forte desgaste na avaliação da gestão municipal. Dados do Instituto Veritá, responsável pelo maior levantamento independente sobre serviços públicos do Brasil, mostram que a capital pernambucana ficou fora do top 10 das capitais com melhor desempenho. A pesquisa foi realizada em dezembro de 2025, com dados preliminares divulgados na segunda semana de janeiro de 2026, e revela que o município não atingiu a nota mínima de 4,9 necessária para integrar o grupo de excelência.
A maioria dos recifenses avalia de forma negativa a prestação de serviços essenciais e aponta falhas graves na transparência, no apoio social e no atendimento direto ao cidadão, indicando que a gestão do prefeito João Campos enfrenta uma crise de credibilidade.
A nota 3,2 em Transparência (informações e gastos públicos) coloca o Recife em posição delicada no Nordeste. A capital empata com Teresina e supera apenas Natal (3,1), ficando muito atrás de São Luís (4,7) e Maceió (4,2). Para a maioria da população, o acesso a dados sobre o uso dos recursos públicos é insuficiente, o que dificulta o controle social e amplia a desconfiança na gestão.
Um dos piores desempenhos individuais do Recife está no apoio ao tratamento de dependência química, com nota 3,1 — abaixo da média nacional de 3,5. O dado evidencia uma lacuna severa na rede de proteção social e de saúde mental, em uma área de extrema sensibilidade.
O atendimento ao cidadão também aparece entre os piores indicadores, com nota 3,6. O resultado reflete a dificuldade da população em ter suas demandas resolvidas nos canais oficiais da prefeitura, reforçando a percepção de lentidão e ineficiência da máquina pública municipal.
Mesmo nos serviços considerados “melhores”, o Recife segue distante do padrão de excelência das capitais líderes. A limpeza urbana, melhor área avaliada na cidade, recebeu nota 5,3, enquanto Boa Vista alcançou 7,8. O contraste mostra que, mesmo onde a gestão local se destaca, ainda há grande distância em relação às referências nacionais.
Áreas como coleta de lixo (6,4) e educação (5,1) aparecem acima da média geral da cidade, mas não são suficientes para elevar o desempenho do Recife. No cenário regional, capitais como São Luís (5,7) e Maceió (5,4) se consolidam como exemplos, enquanto a capital pernambucana permanece marcada por opacidade administrativa e fragilidade social.
Os dados do Instituto Veritá apontam que a crise vai além de números: trata-se de uma ruptura na confiança entre a população e a gestão municipal. Enquanto outras capitais avançam, o Recife segue distante do padrão de excelência, com uma sociedade que cobra mais transparência, eficiência e políticas públicas que saiam do papel e cheguem a quem mais precisa.
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]]>O post “Você Pode Amar e Ser Feliz” de Dr. Rodolfo Furlan Damiano: Um guia para a verdadeira Felicidade apareceu primeiro em Campinas Hoje.
]]>Recentemente, o psiquiatra e doutor Dr. Rodolfo Furlan Damiano lançou o aguardado livro “Você Pode Amar e Ser Feliz”, com o selo da DISRUPTalks, da publisher Carol Diaz. A obra, já disponível nas principais livrarias do Brasil, propõe uma jornada transformadora rumo à verdadeira felicidade, muito além das promessas vazias do sucesso fácil.
Neste livro, Dr. Rodolfo Furlan Damiano desmistifica os atalhos temporários para a felicidade e convida os leitores a adotar a prática das virtudes como caminho para a realização plena. Ele revela como a coragem, resiliência e comprometimento com o bem comum podem ser fundamentais para uma vida equilibrada e cheia de significado, seja nas relações interpessoais, no cuidado com o meio ambiente ou no autoconhecimento.
A felicidade, segundo o autor, não é uma conquista rápida, mas sim a vivência profunda do amor – um amor que se cultiva diariamente através de ações conscientes e do exercício de virtudes como compaixão, altruísmo e gratidão.
Com sua expertise como psiquiatra pela Universidade de São Paulo e doutor pelo Programa Tripartite das Universidades de São Paulo, Universidade Federal de São Paulo e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Dr. Rodolfo Furlan Damiano, também editor associado do Brazilian Journal of Psychiatry, traz um olhar científico e sensível sobre o tema da saúde mental e a espiritualidade, áreas em que tem se destacado como pesquisador.
Se você está pronto para abandonar as ilusões de felicidade superficial e buscar um caminho mais profundo e significativo, “Você Pode Amar e Ser Feliz” é a leitura essencial para quem busca uma vida com mais propósito e conexão.
Sobre Carol Diaz
Carol Diaz, conhecida como “publisher das celebridades” pelo selo DISRUPTalks, é uma empresária com mais de 20 anos de experiência no mercado editorial. Com grande habilidade em criar best-sellers, ela se destaca no cenário brasileiro como uma empreendedora de sucesso. Formada em Design de Produto e Mestre em Artes, com foco em Empreendedorismo Feminino, Carol fundou sua primeira empresa aos 20 anos e, em 2021, criou o selo DISRUPTalks, especializado em biografias de celebridades, como Sonia Abrão, Rodriguinho e Samara Felippo.
Além disso, Carol está expandindo para o audiovisual em 2025 e está lançando um novo selo editorial, o Shark Talks. Com mais de 1.200 obras publicadas, ela continua investindo na transformação do setor.
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Contatos Imprensa:
Carol Freitas Assessoria
Ana Carolina de Freitas
11 98110-6493
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]]>O post Alienação Parental e Suas Consequências para as Crianças ao Longo da Vida apareceu primeiro em Campinas Hoje.
]]>Esse comportamento pode ocorrer durante e após processos de separação e divórcio, criando uma dinâmica prejudicial para o desenvolvimento emocional e psicológico da criança e pode ter consequências devastadoras para a saúde emocional e mental da criança, impactando seu desenvolvimento ao longo da vida.
O conceito de alienação parental foi introduzido pelo psiquiatra Richard Gardner em 1985. Ele descreveu a alienação parental como um conjunto de comportamentos de um genitor que desmoraliza e impede a criança de ter um relacionamento saudável com o outro genitor.
Esses comportamentos podem incluir:
De acordo com Gardner, esses comportamentos resultam em uma “síndrome de alienação parental” (SAP), onde a criança desenvolve uma rejeição injustificada e intensa pelo genitor alienado.
Adriana Ramalho, advogada, especialista em alienação parental, quando vereadora, foi a autora da lei municipal n° 17.016/18, que incluiu a Semana de Conscientização e Prevenção à Alienação Parental no calendário de eventos da capital paulista.
A lei proposta por Adriana visa enfatizar sobre a importância de promover o diálogo aberto com a sociedade.
“O nosso intuito é informar sobre a alienação parental, o que ela é, o que significa, quais são as suas consequências. E também conscientizar para que não pratiquem a alienação parental, e que as crianças não sejam vítimas, porque quem sofre com as consequências, são elas”, afirma a ex-vereadora.
Adriana enfatiza que sua luta contra a alienação parental é uma defesa intransigente do bem-estar da criança, que é a principal vítima desse conflito. É a criança quem sofre as consequências mais profundas, muitas vezes desenvolvendo problemas emocionais e de saúde mental que podem perdurar por toda a vida. Por isso, é fundamental que a prioridade seja sempre proteger a criança e garantir que ela mantenha vínculos saudáveis e equilibrados com ambos os pais.
“Reconhecer os sinais de alienação parental e buscar ajuda profissional é crucial para proteger o bem-estar das crianças e promover um desenvolvimento saudável e equilibrado”, acrescenta Adriana.
Consequências na saúde emocional e mental que impactam as crianças ao longo da vida.
Impactos Psicológicos
Os impactos psicológicos da alienação parental são profundos e duradouros. Pesquisas indicam que a alienação parental pode causar distúrbios emocionais significativos nas crianças. De acordo com um estudo publicado no Journal of Family Therapy, crianças vítimas de alienação parental têm maior probabilidade de desenvolver ansiedade, depressão e baixa autoestima. Esses distúrbios podem persistir e até se intensificar na vida adulta.
Desempenho Escolar
Crianças que experimentam alienação parental frequentemente apresentam problemas de concentração, queda no rendimento escolar e dificuldades em manter relacionamentos saudáveis com colegas e professores. A instabilidade emocional gerada pela alienação pode interferir na capacidade de aprendizado e no desempenho acadêmico das crianças.
Relações Interpessoais
A alienação parental pode prejudicar seriamente a capacidade das crianças de formar e manter relações interpessoais saudáveis. De acordo com um artigo do Journal of Divorce & Remarriage, adultos que foram vítimas de alienação parental na infância muitas vezes lutam com a confiança, intimidade e comunicação em suas relações, podendo levar a uma série de dificuldades em estabelecer e manter relacionamentos amorosos e de amizade ao longo da vida.
No Brasil, a Lei n.º 12.318/2010 dispõe sobre a alienação parental e as medidas que podem ser tomadas para proteger a criança e restaurar o contato com o genitor alienado.
A lei prevê várias medidas para combater a alienação, incluindo a mediação familiar, a alteração da guarda e, em casos extremos, a suspensão da autoridade parental do genitor alienador. Essas medidas visam minimizar os danos à criança e restaurar o relacionamento com o genitor alienado.
As implicações legais servem como uma tentativa de mitigar os danos causados, mas a prevenção e a intervenção precoce são essenciais para reduzir os efeitos negativos a longo prazo.
Segundo o autor do texto, Régis de Oliveira, então deputado federal pelo PSC e hoje professor da Universidade de São Paulo (USP), o objetivo é proteger crianças de serem usadas por qualquer um dos pais como instrumento de vingança.
Adriana Ramalho defende que, em casos de denúncias de abuso sexual, as alegações sejam investigadas de forma imediata e rigorosa, garantindo que o abusador, se confirmado, seja devidamente punido conforme a lei. No entanto, é igualmente importante que, em situações onde se comprova que a denúncia foi falsa, o denunciante seja responsabilizado pelos danos causados, tanto ao acusado injustamente quanto à criança envolvida. Este equilíbrio é essencial para proteger a integridade e o bem-estar da criança, bem como para assegurar a justiça e a verdade no processo.
Três projetos de lei foram protocolados nos últimos anos para revogar a Lei da Alienação Parental (lei 12.318/2010), única do tipo no mundo, segundo o Ministério Público Federal. Elas alegam que a concessão de medidas liminares sem a devida comprovação da alienação parental transforma o abusador em vítima e a vítima em algoz, prejudicando quem a lei deveria proteger: a criança e o adolescente.
Seu uso deturpado em favor de genitores acusados de abusos é apontado como a principal falha da lei. A revogação da norma é defendida pelo governo federal, por integrantes da oposição e por organismos internacionais.
Na avaliação de Adriana Ramalho eventuais deficiências e má aplicação da lei devem ser identificadas e corrigidas, mas revogá-la significaria enfraquecer a rede de proteção infantil, ela acredita que a revogação deixaria muitas lacunas. Para ela, a Lei de Alienação Parental tem se mostrado absolutamente necessária para efetivar direitos e proteger crianças em situação de vulnerabilidade em seu contexto familiar.
Referências
1. Gardner, R. A. (1985). Recent trends in divorce and custody litigation. Academy Forum, 29(2), 3-7.
2. Bernet, W. (2008). Parental alienation disorder and DSM-V. American Journal of Family Therapy, 36(5), 349-366.
3. Baker, A. J. L. (2007). Adult children of parental alienation syndrome: Breaking the ties that bind. Journal of Divorce & Remarriage, 47(1-2), 9-23.
4. Brasil. (2010). Lei n.º 12.318, de 26 de agosto de 2010. Dispõe sobre a alienação parental e altera o Art. 236 da Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990.
Por ANA LOPES | AL9 COMUNICAÇÃO
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]]>O post A Importância do Setembro Amarelo e de Programas de Apoio Psicológico na Construção Civil apareceu primeiro em Campinas Hoje.
]]>Estudos recentes têm demonstrado que os trabalhadores da construção civil estão entre as categorias profissionais mais afetadas por problemas de saúde mental, incluindo depressão e ansiedade, fatores que podem levar ao suicídio. Segundo um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizado em 2022, trabalhadores da construção civil estão entre os mais vulneráveis ao suicídio, sendo este o segundo maior índice de mortalidade por causa não natural entre esses profissionais.
Globalmente, o setor de construção tem um dos piores recordes de saúde mental e suicídios dos colaboradores. As taxas globais de suicídio na construção civil foram descritas como alarmantes na publicação da conferência de 2017, Suicide in the Construction Industry: It’s Time to Talk. A publicação detalhava que, em muitos países, as taxas de suicídio para aqueles que trabalhavam no setor de construção eram mais altas do que na população geral.
“As razões para isso são múltiplas: a pressão por produtividade, o ambiente muitas vezes hostil e perigoso, as jornadas extenuantes, e a falta de reconhecimento e de apoio psicológico são fatores que contribuem significativamente para esse quadro alarmante. O estigma em torno da saúde mental também impede que muitos trabalhadores busquem a ajuda de que necessitam, perpetuando um ciclo de sofrimento e isolamento” relata Ramalho da Construção, líder sindical na área da construção civil que representou os trabalhadores da área por mais de 25 anos a frente do Sintracon – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Civil.
O presidente licenciado da Sintracon fala sobre a importância de campanhas de conscientização como o Setembro Amarelo destacando a importância de falar sobre o tema e de promover a saúde mental. “No contexto da construção civil, essa campanha se torna ainda mais crucial, visto que os índices de suicídio nessa área são preocupantes” declara ele.
Ramalho quando esteve à frente do sindicato criou parcerias para a realização do projeto “SOS da Construção – Salvando Vidas” com o objetivo de promover a saúde mental e prevenir suicídios entre os trabalhadores da construção, mediante atendimento prévio, via telemedicina, atendimento presencial, palestras nas obras, rodas de conversas e painéis com profissionais de saúde mental.
O projeto inclui a divulgação, nas obras, dos recursos para tratamento da saúde mental do Seconci-SP, além de lives, plataforma de conteúdo, treinamentos online, oficinas de terapia ocupacional, programas especiais de prevenção personalizados, e técnicas alternativas como yoga e meditação.
O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio que ganha mais relevância a cada ano.
Durante o mês de setembro, empresas e organizações são incentivadas a promover ações que não apenas conscientizem sobre a importância de cuidar da saúde mental, mas que também ofereçam suporte real e prático aos seus colaboradores. Isso pode incluir desde palestras e workshops sobre o tema, até a disponibilização de canais de apoio psicológico e linhas de assistência que permitam que os trabalhadores busquem ajuda de forma anônima e sem medo de represálias.
Ramalho reitera que para além das campanhas de conscientização, é fundamental que a construção civil implemente programas permanentes de apoio psicológico aos seus trabalhadores. “Muitas empresas já começaram a adotar práticas como a contratação de psicólogos organizacionais, a criação de grupos de apoio e a oferta de consultas terapêuticas. Esses programas têm se mostrado eficazes não apenas na redução dos índices de suicídio, mas também na melhoria geral da qualidade de vida dos trabalhadores, que se sentem mais valorizados e cuidados. Além disso, um ambiente de trabalho mais saudável e seguro, onde a saúde mental é levada a sério, também resulta em maior produtividade e menor índice de absenteísmo, beneficiando tanto o trabalhador quanto a empresa” finaliza ele que tem uma vida de luta dedicada aos direitos dos trabalhadores.
A construção civil é um setor vital para a economia, mas também precisa ser um espaço onde a saúde mental dos trabalhadores seja prioridade. O Setembro Amarelo é uma oportunidade importante para começar ou intensificar essa conversa, mas é fundamental que as ações de apoio psicológico não se limitem apenas a esse mês. Programas permanentes de suporte psicológico podem salvar vidas e transformar o ambiente de trabalho em canteiros de obras, promovendo um setor mais seguro, humano e produtivo.
É vital, também, a elaboração de políticas públicas que garantam a Saúde Mental nos espaços organizacionais e também no SUS, a promoção e a formação de gestores públicos e privados com foco na saúde do trabalhador, o fortalecimento dos coletivos e das entidades de representação trabalhistas, a criação de espaços de acolhimento (denúncia) e o aprimoramento da rede de saúde mental, para que de fato ela esteja preparada para receber esses pacientes.
É importante a desestigmatização dos problemas de saúde mental e para descobrir benefícios complementares que poderiam evitar futuras mortes, enquanto também reduzem as considerações legais, financeiras e reputacionais que procedem inevitavelmente dessas tragédias.
As empresas de construção que adotam uma abordagem progressiva diante da saúde mental do operário estão se colocando na dianteira, tanto legal quanto moralmente.
Fonte: Ana Lopes
AL9 Comunicação
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