Arquivo de São José do Rio Preto - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/sao-jose-do-rio-preto/ Fri, 11 Sep 2026 18:08:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de São José do Rio Preto - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/sao-jose-do-rio-preto/ 32 32 MPSP pede investigação sobre suposta fraude de R$ 4,2 milhões envolvendo ValeCard e Grupo Monte Carlo https://campinashoje.com/mpsp-pede-investigacao-sobre-suposta-fraude-de-r-42-milhoes-envolvendo-valecard-e-grupo-monte-carlo/2026/15371/ Fri, 11 Sep 2026 18:08:51 +0000 https://campinashoje.com/mpsp-pede-investigacao-sobre-suposta-fraude-de-r-42-milhoes-envolvendo-valecard-e-grupo-monte-carlo/2026/15371/ Denúncia aponta possíveis irregularidades em abastecimentos e operações financeiras; grupo empresarial nega acusações e afirma que alegações já foram afastadas judicialmente O Ministério Público de São Paulo (MPSP) entrou na briga entre a ValeCard, empresa especializada em gestão de frotas e de benefícios como vale-alimentação e vale-refeição, contra o Grupo Monte Carlo, dono de uma […]

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Denúncia aponta possíveis irregularidades em abastecimentos e operações financeiras; grupo empresarial nega acusações e afirma que alegações já foram afastadas judicialmente

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) entrou na briga entre a ValeCard, empresa especializada em gestão de frotas e de benefícios como vale-alimentação e vale-refeição, contra o Grupo Monte Carlo, dono de uma transportadora e cerca de 70 postos de combustíveis em oito estados brasileiros.

O MP pediu que a Polícia Civil instaure um inquérito para apurar denúncias feitas pela ValeCard contra o Monte Carlo. A investigação, solicitada pelo promotor Evandro Ornelas Leal, de São José do Rio Preto (SP), apura a ocorrência de uma suposta fraude, cujo valor atingiria R$ 4,2 milhões.

De acordo com o MP, o caso foi distribuído ao Núcleo do 3º e 7º Distritos Policiais de São José do Rio Preto. A notícia-crime havia sido apresentada em 1º de julho pela Trivale Instituição de Pagamento, empresa responsável pela marca ValeCard. O Grupo Monte Carlo, porém, refuta as acusações (leia abaixo).

Segundo a denúncia feita pela ValeCard, os veículos da transportadora eram abastecidos nos postos da mesma empresa. Esse tipo de negócio é normal em companhias que possuem operações complementares.

Suposta fraude

Nesse caso, como resultado dos abastecimentos, a rede de postos ficava com um crédito a receber da transportadora. Segundo as acusações, esses créditos eram descontados com a ValeCard. Essa transação também é corriqueira. O problema é que, de acordo com a denúncia, ao menos parte dos abastecimentos não acontecia.

A Valecard aponta que uma auditoria realizada pela empresa constatou que um caminhão foi abastecido em São José do Rio Preto (SP), às 12h04. No mesmo dia, às 17h41 — ou seja, pouco menos de seis horas depois —, o mesmo veículo colocou combustível em Nova Mutum, no Mato Grosso, a pouco mais de 1,2 mil quilômetros de distância. O trajeto entre as duas cidades demoraria cerca de 20 horas.

Além disso, foram levantadas dúvidas sobre o volume de alguns abastecimentos. Uma picape com tanque com capacidade para 53 litros, por exemplo, teria recebido mais de 200 litros de combustível em poucos minutos.

Auditoria

De acordo com a ValeCard, a auditoria realizada pela empresa conferiu mais de 14 mil transações realizadas pelos caminhões. Isso no período entre 27 de abril de 2015 e 21 de outubro de 2016, num período de um ano e meio, portanto.

Desse total, diz a gestora de cartões, 4,6 mil operações ocorreram dentro da Rede Monte Carlo. Elas representaram cerca de um terço de todas as operações e mais de R$ 4,2 milhões movimentados em postos pertencentes ao mesmo grupo econômico. A análise identificou cerca de R$ 3 milhões em operações de antecipação financeira.

Na prática, portanto, a ValeCard acusa o Monte Carlo de, supostamente, usar operações de abastecimento dentro da própria rede para transformar créditos em “recebíveis financeiros”. Isso antes de a transportadora do grupo entrar em recuperação judicial, em 2016.

Negativa

A Monte Carlo, por sua vez, nega as acusações. A empresa acrescentou, em resposta a um pedido do Metrópoles, que “não foi citada, notificada, intimada ou sequer oficialmente comunicada sobre a existência de qualquer procedimento investigativo, seja na esfera criminal, civil ou administrativa, que tenha por objeto as supostas irregularidades mencionadas” em e-mail enviado pela reportagem.

“No que diz respeito às acusações da ValeCard, reafirmamos que todas as alegações de fraude, simulação de operações e existência de grupo econômico são absolutamente infundadas e já foram judicialmente rejeitadas”, diz o comunicado. “Conforme se extrai de decisões judiciais transitadas em julgado, a tese de suposto conluio entre a transportadora e a Rede Monte Carlo foi amplamente debatida e categoricamente afastada por ausência de comprovação.”

A Monte Carlo observa que a “mera coincidência na razão social das empresas não é suficiente para caracterizar fraude, abuso da personalidade jurídica ou grupo econômico, tal como já reconhecido pelo Poder Judiciário em diversas oportunidades”.

Demandas anteriores

De acordo com o grupo, a “ValeCard já foi judicialmente condenada em demandas anteriores, nas quais a Rede Monte Carlo obteve decisões favoráveis”. “Atualmente, tais processos encontram-se em fase de execução, justamente porque a ValeCard não cumpriu com as obrigações que lhe foram impostas, incluindo o repasse de valores devidos à Rede Monte Carlo”, acrescenta a nota.

Para a Monte Carlo, as “acusações da ValeCard não resistem ao mínimo crivo de veracidade e consistem em tentativa desesperada de transferir a terceiras responsabilidades que lhe são próprias, desconsiderando decisões judiciais desfavoráveis já consolidadas”.

O que acontece agora

A partir de agora, a Polícia Civil pode instaurar um inquérito e, uma vez concluída a investigação, o Ministério Público deve tomar uma entre três providências possíveis: 1) oferecer uma eventual denúncia à Justiça, iniciando um processo penal; 2) pedir novas diligências à polícia; 3) ou, caso as denúncias não sejam comprovadas, solicitar o arquivamento do caso.

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Sobrevivendo à Dor: Mulher Atacada Pelo Ex-Companheiro Relata o Impacto Devastador da Violência https://campinashoje.com/sobrevivendo-a-dor-mulher-atacada-pelo-ex-companheiro-relata-o-impacto-devastador-da-violencia/2024/12561/ Tue, 26 Mar 2024 10:16:04 +0000 https://campinashoje.com/sobrevivendo-a-dor-mulher-atacada-pelo-ex-companheiro-relata-o-impacto-devastador-da-violencia/2024/12561/ Mulher vítima de agressão dormia em sua residência em General Salgado (SP) quando foi brutalmente atacada por seu ex-companheiro, infringindo a medida protetiva de urgência que ela possuía contra o agressor. A vítima, uma mulher de 28 anos que teve metade de seu lábio inferior arrancado durante o ataque, compartilhou sua angústia e trauma, afirmando […]

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Mulher vítima de agressão dormia em sua residência em General Salgado (SP) quando foi brutalmente atacada por seu ex-companheiro, infringindo a medida protetiva de urgência que ela possuía contra o agressor.

A vítima, uma mulher de 28 anos que teve metade de seu lábio inferior arrancado durante o ataque, compartilhou sua angústia e trauma, afirmando que não consegue encarar seu reflexo no espelho desde o incidente. O terrível episódio ocorreu em 4 de março, na cidade do interior paulista, e a vítima já possuía uma medida protetiva contra o suspeito.

Devido ao medo de retornar a General Salgado, onde residem sua família e sua filha de seis anos, a mulher optou por se refugiar em São José do Rio Preto (SP), onde está atualmente hospedada com uma amiga. Ela expressou sua dor e sensação de impotência por ter sido forçada a deixar sua cidade, enquanto o agressor continua livre, aparentemente sem consequências.

Contrastando com a postura reclusa da vítima, o suspeito, com quem ela teve um relacionamento de um ano, permanece em liberdade. A vítima revelou que esta não foi a primeira vez que sofreu agressões por parte dele, e admitiu ter perdoado o agressor em ocasiões anteriores, um fato que agora lamenta profundamente.

O episódio fatídico ocorreu enquanto a mulher dormia, sendo abruptamente interrompida pelo invasor, que a agrediu violentamente. Ela relatou que o agressor a socou no rosto, a mordeu no braço, a estrangulou e, por fim, arrancou parte de seu lábio inferior com os dentes, antes de fugir do local.

Em seu relato, a vítima explicou que as agressões teriam sido motivadas pelo fato de ela ter ido a uma festa com uma prima e não ter atendido às ligações do agressor.

Após o ataque, a mulher buscou ajuda médica, sendo inicialmente atendida na Santa Casa da cidade e posteriormente transferida para o Hospital de Base (HB) de Rio Preto, onde precisou passar por cirurgia para reconstrução do lábio.

Enquanto a vítima luta para se recuperar física e emocionalmente, ela clama por justiça, demandando que seu agressor seja responsabilizado pelos atos cometidos. Apesar de possuir medida protetiva contra o homem desde novembro do ano anterior, quando ele a agrediu anteriormente, o agressor permanece em liberdade.

O delegado encarregado do caso, Filipe Carneiro de Albuquerque Santana, confirmou que um boletim de ocorrência foi registrado e aguarda o depoimento da vítima para dar continuidade às investigações. Até o momento, nenhuma prisão foi efetuada.

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