Arquivo de prevenção - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/prevencao/ Thu, 01 Oct 2026 08:12:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de prevenção - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/prevencao/ 32 32 Projeto propõe apoio a homens com perfil violento antes de condenação por violência doméstica https://campinashoje.com/projeto-propoe-apoio-a-homens-com-perfil-violento-antes-de-condenacao-por-violencia-domestica/2026/15373/ Thu, 01 Oct 2026 08:12:12 +0000 https://campinashoje.com/projeto-propoe-apoio-a-homens-com-perfil-violento-antes-de-condenacao-por-violencia-domestica/2026/15373/ Proposta de Rosana Valle altera a Lei Maria da Penha e prevê atendimento voluntário para homens identificados com indicativos de comportamento violento Um projeto de lei apresentado pela deputada federal Rosana Valle propõe ampliar as ações de prevenção à violência doméstica por meio do atendimento a homens que apresentem perfil violento ou indicativos de comportamento […]

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Proposta de Rosana Valle altera a Lei Maria da Penha e prevê atendimento voluntário para homens identificados com indicativos de comportamento violento

Um projeto de lei apresentado pela deputada federal Rosana Valle propõe ampliar as ações de prevenção à violência doméstica por meio do atendimento a homens que apresentem perfil violento ou indicativos de comportamento que possam levar à prática de violência contra a mulher, mesmo antes de eventual condenação pela Justiça.

A proposta altera a Lei Maria da Penha, que atualmente prevê a criação de centros de educação e de reabilitação para agressores, mas não estabelece mecanismos específicos para atender homens identificados preventivamente como potenciais autores de violência.

De acordo com Rosana Valle, muitos casos de violência doméstica não chegam ao conhecimento das autoridades e, em determinadas situações, mulheres buscam alternativas antes que a situação resulte em uma denúncia ou em uma punição judicial. Nesse contexto, a parlamentar defende que ações de diálogo e conscientização também sejam utilizadas como instrumentos de prevenção.

“A mulher quer apoio também para o seu parceiro, que não é um criminoso, mas um indivíduo que reproduz uma cultura por ele vivida e absorvida, necessitando de uma ressignificação que ocorrerá por meio de reflexão”, afirma a deputada.

Pelo texto, a participação no serviço será voluntária. A identificação e análise do perfil comportamental poderão ser realizadas por profissionais das delegacias especializadas no atendimento à mulher. As unidades também poderão estabelecer parcerias com profissionais especializados em processos de conscientização e prevenção da violência.

A proposta busca atuar antes da ocorrência de novos episódios de violência, criando uma possibilidade de intervenção preventiva e de reflexão sobre comportamentos relacionados à violência doméstica e familiar.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado nas comissões, poderá seguir para as próximas etapas de tramitação na Câmara dos Deputados, conforme as regras do processo legislativo.

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Agosto Lilás: há dores que ninguém vê, mas toda violência precisa ser reconhecida https://campinashoje.com/agosto-lilas-ha-dores-que-ninguem-ve-mas-toda-violencia-precisa-ser-reconhecida/2026/15172/ Thu, 03 Sep 2026 09:40:46 +0000 https://campinashoje.com/agosto-lilas-ha-dores-que-ninguem-ve-mas-toda-violencia-precisa-ser-reconhecida/2026/15172/ Violência psicológica pode se esconder em comportamentos de controle, humilhação e ameaça; reconhecer os sinais é fundamental para acolher e romper ciclos de abuso Coluna de Marcia Bortolanza   Escritora e Psicóloga Agosto termina. O lilás deixa as campanhas, as fachadas e as publicações. Mas, para muitas mulheres, a violência não termina quando o calendário […]

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Violência psicológica pode se esconder em comportamentos de controle, humilhação e ameaça; reconhecer os sinais é fundamental para acolher e romper ciclos de abuso

Coluna de Marcia Bortolanza  

Escritora e Psicóloga

Agosto termina. O lilás deixa as campanhas, as fachadas e as publicações. Mas, para muitas mulheres, a violência não termina quando o calendário muda.

Ela continua dentro de casa, nas relações e, muitas vezes, escondida atrás de uma aparência de normalidade.

Quando pensamos em violência contra a mulher, ainda é comum imaginarmos hematomas, agressões físicas e marcas visíveis. Mas algumas das feridas mais profundas não aparecem no corpo.

Há mulheres que nunca receberam um tapa, mas são feridas todos os dias.

Por palavras que diminuem. Pelo controle disfarçado de cuidado. Pelo ciúme chamado de amor. Pela fiscalização do celular, das roupas, das amizades, do dinheiro. Pela ameaça, pela humilhação e pela frase repetida tantas vezes que, em algum momento, ela começa a acreditar: “Você não consegue sem mim”.

É assim que muitas formas de violência vão se instalando, devagar e silenciosamente.

Primeiro, ela deixa de encontrar uma amiga para evitar uma discussão. Depois, muda uma roupa. Para de dizer o que pensa. Evita determinados lugares. Aprende a medir palavras. Começa a pedir desculpas por coisas que não fez. Até que, sem perceber, passa a ocupar cada vez menos espaço dentro da própria vida.

Como psicóloga, considero fundamental falarmos sobre essas marcas invisíveis. A violência psicológica atinge justamente um dos lugares mais importantes do ser humano: a percepção de si mesmo.

Quando alguém é constantemente desqualificado, pode começar a duvidar da própria capacidade, das próprias escolhas e até daquilo que sente. E é justamente aí que precisamos substituir julgamento por acolhimento.

Ainda ouvimos: “Mas por que ela não vai embora?”.

Talvez essa seja a pergunta errada.

Quem observa de fora nem sempre conhece o medo que existe por dentro. Há dependência financeira ou emocional, filhos, ameaças, vergonha, isolamento e uma autoestima que pode ter sido destruída ao longo de anos.

Por isso, talvez devêssemos perguntar: “Como podemos ajudá-la a perceber que existe uma saída?”.

Precisamos falar sobre violência antes que ela se transforme em agressão física. Precisamos ensinar nossas meninas a reconhecer seu valor e nossos meninos a compreender que amar alguém nunca significará possuir alguém.

Amor não controla.

Amor não humilha.

Amor não ameaça.

Amor não provoca medo.

Uma relação saudável não exige que uma mulher abandone quem é para conseguir permanecer nela.

E essa reflexão não pertence somente às mulheres. Pertence aos homens, às famílias, às escolas, às empresas, às instituições e a todos nós. Combater a violência também significa não naturalizar comportamentos abusivos, não silenciar diante de uma situação evidente e saber acolher quem encontra coragem para pedir ajuda.

O Agosto Lilás termina, mas nossa responsabilidade não pode terminar com ele.

Que o lilás não seja apenas a cor de agosto. Que seja um lembrete permanente de respeito, dignidade e liberdade.

Porque talvez existam, muito perto de nós, mulheres sorrindo enquanto tentam esconder dores que ninguém vê.

Que saibamos enxergá-las.

Que saibamos ouvi-las.

E, principalmente, que nenhuma mulher precise esperar que a violência deixe marcas em seu corpo para entender que aquilo que machuca sua dignidade também precisa parar.

Nenhuma mulher nasceu para viver com medo. E nenhuma forma de amor deveria exigir silêncio para sobreviver.

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Crises repetidas de sinusite podem esconder outras doenças e exigem avaliação médica https://campinashoje.com/crises-repetidas-de-sinusite-podem-esconder-outras-doencas-e-exigem-avaliacao-medica/2026/15064/ Tue, 18 Aug 2026 09:26:11 +0000 https://campinashoje.com/crises-repetidas-de-sinusite-podem-esconder-outras-doencas-e-exigem-avaliacao-medica/2026/15064/ Especialista alerta que recorrer frequentemente a antibióticos sem identificar a origem dos sintomas pode atrasar o diagnóstico e aumentar a resistência bacteriana Dor de cabeça persistente, sensação de pressão na face, nariz obstruído, alteração no olfato ou paladar e secreção nasal são sintomas frequentemente associados à sinusite. Diante desses sinais, é comum que muitos pacientes […]

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Especialista alerta que recorrer frequentemente a antibióticos sem identificar a origem dos sintomas pode atrasar o diagnóstico e aumentar a resistência bacteriana

Dor de cabeça persistente, sensação de pressão na face, nariz obstruído, alteração no olfato ou paladar e secreção nasal são sintomas frequentemente associados à sinusite. Diante desses sinais, é comum que muitos pacientes recorram ao uso de antibióticos ou procurem atendimento médico esperando sair da consulta com uma prescrição desse tipo de medicamento. Entretanto, especialistas alertam que a repetição desse tratamento, sem uma investigação adequada da origem do problema, pode mascarar doenças, retardar o diagnóstico e contribuir para o avanço da resistência bacteriana.

A rinossinusite figura entre as doenças mais frequentes das vias aéreas superiores e está entre as principais causas de consultas em serviços de atenção primária e especializada. Apesar disso, a maioria dos casos tem origem viral ou inflamatória e não requer tratamento com antibióticos. De acordo com o Ministério da Saúde, o uso indiscriminado desses medicamentos favorece a resistência aos antimicrobianos, problema que já representa um dos principais desafios para a saúde.

Segundo o otorrinolaringologista e cirurgião de cabeça e pescoço Cleydson Lucena, a recorrência dos sintomas deve ser encarada como um sinal de alerta para investigação clínica mais aprofundada, e não apenas para a repetição de tratamentos. “A maior parte dos episódios de rinossinusite é causada por infecções virais ou processos inflamatórios e tende a evoluir de forma favorável com tratamento clínico adequado, sem necessidade de antibióticos. Quando o paciente apresenta crises frequentes, o foco precisa deixar de ser apenas o controle dos sintomas e passar para a identificação da causa. Alterações anatômicas, rinite alérgica, pólipos nasais, doenças inflamatórias e até infecções odontológicas podem estar por trás desses quadros“, explica.

De acordo com o especialista, um dos equívocos mais comuns é considerar a sinusite uma doença isolada. Em muitos casos, ela representa a manifestação de outra condição que interfere na ventilação e na drenagem natural dos seios da face. “É relativamente comum receber pacientes que já passaram por diversos ciclos de antibióticos e corticoides orais ao longo dos anos sem melhora definitiva. Quando realizamos uma investigação detalhada, identificamos fatores que nunca haviam sido tratados. A partir do diagnóstico correto, é possível indicar terapias específicas e, quando necessário, procedimentos cirúrgicos capazes de reduzir significativamente a recorrência das crises e melhorar a qualidade de vida“, afirma Cleydson.

Além de evitar o uso desnecessário de medicamentos, o diagnóstico precoce reduz o risco de complicações e permite um tratamento direcionado às causas da doença. Ainda de acordo com o médico, os pacientes com sintomas persistentes por mais de dez dias, episódios recorrentes ao longo do ano, perda do olfato, obstrução nasal constante ou dor facial intensa devem procurar avaliação com um otorrinolaringologista. A identificação precoce da causa da rinossinusite pode evitar tratamentos repetitivos, diminuir o impacto da doença na rotina e contribuir para o uso mais racional de medicamentos.

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