Arquivo de Polícia Federal - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/policia-federal/ Thu, 24 Sep 2026 11:56:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de Polícia Federal - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/policia-federal/ 32 32 Operação Emboabas mira supermercado em Manaus em investigação sobre contrabando de ouro https://campinashoje.com/operacao-emboabas-mira-supermercado-em-manaus-em-investigacao-sobre-contrabando-de-ouro/2026/15330/ Thu, 24 Sep 2026 08:47:56 +0000 https://campinashoje.com/operacao-emboabas-mira-supermercado-em-manaus-em-investigacao-sobre-contrabando-de-ouro/2026/15330/ Ação da Polícia Federal e da Receita Federal apura esquema envolvendo mineração ilegal, lavagem de dinheiro e envio de ouro para a Europa; Justiça determinou sequestro de mais de R$ 5,7 bilhões em bens O Supermercado Nova Era, em Manaus (AM), foi alvo nesta quarta-feira (20) da Operação Emboabas, realizada pela Polícia Federal em conjunto […]

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Ação da Polícia Federal e da Receita Federal apura esquema envolvendo mineração ilegal, lavagem de dinheiro e envio de ouro para a Europa; Justiça determinou sequestro de mais de R$ 5,7 bilhões em bens

O Supermercado Nova Era, em Manaus (AM), foi alvo nesta quarta-feira (20) da Operação Emboabas, realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal. A ação investiga um suposto esquema criminoso envolvendo mineração ilegal, lavagem de dinheiro e contrabando de ouro para a Europa.

Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início após a prisão em flagrante de uma pessoa que transportava 35 quilos de ouro e que, conforme as apurações, pretendia entregar o material a dois norte-americanos, sócios de uma empresa sediada em Nova York.

A operação tem como objetivo desarticular uma organização suspeita de adquirir ouro extraído de terras indígenas e de leitos de rios com o uso de dragas. De acordo com as investigações, o grupo utilizaria documentos fraudulentos para declarar que o minério teria sido obtido a partir de permissões de lavra garimpeira regularmente constituídas.

As apurações também apontam que o principal investigado seria responsável pelo chamado “esquentamento” do ouro, utilizando um austríaco naturalizado brasileiro para dar aparência de legalidade ao minério. Segundo a PF, esse intermediário teria declarado possuir mais de R$ 20 bilhões em barras de ouro em um suposto país independente criado pelo próprio investigado.

No âmbito da operação, também foi determinada uma ordem de sequestro de bens que ultrapassa R$ 5,7 bilhões.

Os investigados poderão responder por crimes como usurpação de bens da União, organização criminosa, lavagem de dinheiro, extração ilegal de ouro, contrabando, falsidade ideológica e receptação qualificada, além de outros delitos que possam ser identificados durante o andamento das investigações.

A presença da Polícia Federal no Supermercado Nova Era foi confirmada pela assessoria da empresa. Em nota, o estabelecimento informou que a ação ocorreu na área administrativa e teve como finalidade, segundo a empresa, coletar informações relacionadas a exportações.

O Nova Era afirmou que disponibilizou acesso às documentações solicitadas e que está colaborando com a investigação. A empresa também declarou ter interesse em esclarecer os fatos e demonstrar que atua dentro da legalidade.

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Prisão de ex-secretário de Geraldo Julio acende alerta entre investigados da Operação Barriga de Aluguel https://campinashoje.com/prisao-de-ex-secretario-de-geraldo-julio-acende-alerta-entre-investigados-da-operacao-barriga-de-aluguel/2026/15175/ Sat, 05 Sep 2026 19:14:36 +0000 https://campinashoje.com/prisao-de-ex-secretario-de-geraldo-julio-acende-alerta-entre-investigados-da-operacao-barriga-de-aluguel/2026/15175/ João Guilherme de Godoy Ferraz é apontado como operador ligado ao grupo do ex-prefeito e teria articulado contratos que somam mais de R$ 200 milhões com empreiteiras; investigação estava suspensa por decisão de Gilmar Mendes Informações do Blog do Manoel Medeiros A decretação da prisão preventiva do ex-secretário de Governo da Prefeitura do Recife, João […]

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João Guilherme de Godoy Ferraz é apontado como operador ligado ao grupo do ex-prefeito e teria articulado contratos que somam mais de R$ 200 milhões com empreiteiras; investigação estava suspensa por decisão de Gilmar Mendes

Informações do Blog do Manoel Medeiros

A decretação da prisão preventiva do ex-secretário de Governo da Prefeitura do Recife, João Guilherme de Godoy Ferraz, ontem, revelada em primeira mão pelo blog do jornalista Ricardo Antunes, acendeu o alerta de pânico entre os dezenas de investigados na Operação Barriga de Aluguel, do Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), trancada há sete meses por decisão monocrática de Gilmar Mendes. João Guilherme seria o principal operador do grupo do ex-prefeito Geraldo Julio que, apesar de muito discreto nos últimos anos, mantém relação de muita proximidade com o ex-prefeito João Campos (PSB), a quem chama de “amigo-irmão”.

Até ontem, no final da noite, a informação era de que João Guilherme não havia sido preso e que o vazamento do mandado poderia ter prejudicado a operação, que envolvia também buscas e apreensões. Uma das suspeitas é que ele tenha destruído provas no âmbito de investigações autorizadas pelo juiz federal da 13ª Vara do Recife, Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho. Há chance dele obter um habeas corpus nas próximas horas.

De acordo com fontes do Blog do Manoel Medeiros, e de documentos públicos, João Guilherme deixou o cargo na Prefeitura no final da gestão Geraldo Julio, de quem era braço direito, mas manteve e até mesmo ampliou sua participação nos bastidores da gestão do ex-prefeito João Campos (PSB).

A partir de sua articulação, a Prefeitura teria pago mais de R$ 200 milhões de reais – a maior parte sem licitação – a três empreiteiras ligadas ao mesmo empresário recifense, Carlos Augusto Góes Muniz. João Guilherme e Carlos Augusto têm relação de amizade muito próxima, quase familiar, pela própria ligação das suas famílias. Há registros em posse de órgãos de controle de diversas confraternizações dos dois em mansões no Litoral Sul do estado. A principal empresa de Goes, a Alca Engenharia, passou a faturar de forma mais significativa na primeira gestão de Geraldo Julio na Prefeitura (2013).

Outro ponto levado em consideração é que João Guilherme indicou seu primo, Osvaldo Hazin de Godoy, como ordenador de despesas da Secretaria de Saúde do Recife na gestão João Campos, especificamente na área de infraestrutura, por onde passavam os boletins de medição das empreiteiras. No caso da Saúde, as investigações também foram remetidas aos órgãos federais, já que envolvem recursos SUS. Há procedimentos no TCU, na Polícia Federal e no Ministério Público Federal.

O primo de João Guilherme foi mantido por João Campos na gestão municipal, tendo sido promovido pelo ex-prefeito a secretário-executivo de Inovação Urbana, onde está nomeado até hoje.

A decretação da prisão de João Guilherme de Godoy Ferraz, advogado, 50 anos, pode representar um avanço significativo na revelação de corrupção sistêmica nas gestões do Partido Socialista Brasileiro na Prefeitura do Recife e no governo de Pernambuco. Ele foi investigado em outras operações, a exemplo de atuações da Polícia Federal em torno da compra de respiradores de porcos na pandemia, além de ter sido alvo recentemente da Operação Check-list, que trata de pagamentos de propinas pela contratação de empresas de terceirização.

Um outro primo de João Guilherme, Luciano Cyreno Ferraz, seria outra ponta solta: ele foi alvo da Operação Articulata, com foco na relação entre o também homem forte das gestões do PSB Renato Xavier Thiebaut e o empresário do setor gráfico Sebastião Figueiroa. O primo de João Guilherme participaria do esquema, segundo o Ministério Público Federal, a partir de uma empresa de terraplanagem (Meta). A Operação Articulata tratou de contratos assinados na gestão estadual do ex-governador Paulo Câmara.

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Desembargador, deputado estadual e advogado são investigados pela PF por suposta venda de decisões em Mato Grosso https://campinashoje.com/desembargador-deputado-estadual-e-advogado-sao-investigados-pela-pf-por-suposta-venda-de-decisoes-em-mato-grosso/2026/14903/ Mon, 08 Jun 2026 15:32:26 +0000 https://campinashoje.com/desembargador-deputado-estadual-e-advogado-sao-investigados-pela-pf-por-suposta-venda-de-decisoes-em-mato-grosso/2026/14903/ Operação apura possíveis crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa O desembargador Dirceu Santos, o deputado estadual Faissal Calil (PL) e o advogado Bruno Oliveira Castro foram alvos da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (8), em Cuiabá. A investigação apura a existência de um suposto esquema de comercialização de […]

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Operação apura possíveis crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa

O desembargador Dirceu Santos, o deputado estadual Faissal Calil (PL) e o advogado Bruno Oliveira Castro foram alvos da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (8), em Cuiabá. A investigação apura a existência de um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais e ocultação de recursos no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Durante a operação, o celular de Faissal Calil foi apreendido pelos agentes. Em declaração à imprensa, o parlamentar afirmou que a investigação não teria relação com o exercício do mandato e negou manter contato ou realizar transações financeiras com os demais investigados.

Segundo Faissal, o relacionamento com integrantes do Tribunal de Justiça teria sido interrompido depois que ele deixou suas atividades no Judiciário para assumir o cargo de deputado estadual. O parlamentar declarou que não possui qualquer movimentação econômica com o desembargador investigado.

O advogado Bruno Oliveira Castro passou a ser investigado por ter representado uma das partes envolvidas em um dos processos analisados na operação. Em manifestação pública, ele informou que se apresentou espontaneamente às autoridades para prestar esclarecimentos, inclusive ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Procuradoria-Geral da República.

Bruno também afirmou que os contatos atribuídos a ele teriam sido apresentados fora de contexto e negou ter solicitado, intermediado ou participado de qualquer negociação considerada ilícita.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso informou que nenhum mandado foi cumprido na sede da instituição. O órgão acrescentou que o procedimento investigativo tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Até a publicação das informações, a defesa de Dirceu Santos ainda não havia sido localizada para se manifestar.

Mandados e apreensões

Com autorização judicial, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados. Também foram determinadas buscas pessoais e quebras dos sigilos bancário, fiscal e telemático.

Durante as diligências, os agentes apreenderam relógios Rolex, armas de fogo e canetas consideradas de alto valor.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder, conforme o avanço das apurações, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa. Esse último delito ocorre quando um servidor público utiliza sua posição para defender interesses particulares perante a administração pública.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) informou que foi comunicada sobre a operação e que acompanha os desdobramentos envolvendo profissionais da advocacia.

Como o suposto esquema funcionava?

As investigações indicam que o desembargador teria contado com a atuação do deputado para receber possíveis vantagens indevidas, quitar compromissos financeiros relacionados à família e participar de negociações imobiliárias.

Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes completos sobre a suposta participação do advogado no esquema investigado.

Segundo a Polícia Federal, determinadas movimentações financeiras e operações comerciais teriam sido realizadas para esconder a origem dos recursos e conferir aparência de legalidade ao dinheiro movimentado.

A análise das contas bancárias dos investigados identificou operações consideradas suspeitas, incluindo mais de R$ 3,2 milhões em depósitos e retiradas realizadas em espécie.

Os investigadores também apontaram transferências feitas por empresas ligadas ao agronegócio que mantinham disputas judiciais em andamento no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Conforme a apuração, ainda não foi encontrada justificativa comercial para algumas dessas movimentações.

Desembargador permanece afastado

Dirceu Santos havia sido afastado de suas funções por tempo indeterminado em março deste ano, após decisão da Corregedoria Nacional de Justiça, vinculada ao Conselho Nacional de Justiça.

Ele foi o terceiro magistrado da Justiça de Mato Grosso afastado desde o início das investigações relacionadas à possível venda de decisões judiciais no estado.

Na decisão de afastamento, o CNJ apontou indícios de que o desembargador teria proferido decisões mediante o possível recebimento de vantagens indevidas, com a participação de intermediários, incluindo empresários e advogados.

A medida também considerou movimentações financeiras classificadas como atípicas nas contas do magistrado. Segundo a investigação, os valores movimentados teriam ultrapassado R$ 14,6 milhões ao longo de cinco anos.

                                               Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho foram afastados — Foto: Reprodução

Investigação sobre venda de sentenças

As apurações relacionadas à possível comercialização de decisões judiciais ganharam força após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023.

Desde então, três magistrados foram afastados em Mato Grosso. Outros cinco integrantes do Judiciário também foram afastados em Mato Grosso do Sul em decorrência de investigações relacionadas ao mesmo contexto.

Em agosto de 2024, os desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho foram afastados de suas funções por determinação da Corregedoria do CNJ. Os dois estão entre os investigados por suspeita de participação em um esquema de negociação de sentenças.

De acordo com as apurações, o Conselho teria identificado uma relação próxima entre os magistrados e Roberto Zampieri. A suspeita é de que vantagens financeiras teriam sido oferecidas para influenciar o julgamento de recursos de acordo com interesses representados pelo advogado.

Mensagens, documentos e outros arquivos encontrados no celular de Zampieri, morto a tiros dentro do próprio veículo em Cuiabá, teriam revelado informações sobre a suposta venda de decisões judiciais.

O material também teria indicado a possível atuação de uma organização criminosa estruturada de forma empresarial, suspeita de envolvimento em atividades como espionagem e homicídios por encomenda. As investigações apuram ainda a eventual participação de militares da ativa e da reserva.

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Investigação sobre suposta organização criminosa leva PF a pedir prisão preventiva de Amauri Pinho https://campinashoje.com/investigacao-sobre-suposta-organizacao-criminosa-leva-pf-a-pedir-prisao-preventiva-de-amauri-pinho/2026/13823/ Wed, 18 Feb 2026 22:06:00 +0000 https://campinashoje.com/investigacao-sobre-suposta-organizacao-criminosa-leva-pf-a-pedir-prisao-preventiva-de-amauri-pinho/2026/13823/ Representação aponta indícios de coação de testemunhas e tentativa de interferência no comando do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro em meio à disputa interna e apurações em curso na Justiça Eleitoral Está sob análise das autoridades policial e judicial um pedido de prisão preventiva de Antônio Amauri Malaquias de Pinho e Advando Furtado Júnior, no âmbito […]

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Representação aponta indícios de coação de testemunhas e tentativa de interferência no comando do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro em meio à disputa interna e apurações em curso na Justiça Eleitoral

Está sob análise das autoridades policial e judicial um pedido de prisão preventiva de Antônio Amauri Malaquias de Pinho e Advando Furtado Júnior, no âmbito de inquérito que apura a suposta atuação de organização criminosa para a tomada fraudulenta de partidos políticos.

O requerimento foi apresentado com base em novos elementos colhidos durante a investigação. Segundo o documento, os investigados teriam iniciado uma “escalada delitiva” com a finalidade de coagir testemunhas do próprio inquérito, pressionando convencionais do Diretório Nacional do PRTB a alterarem depoimentos já prestados.

Conforme consta na notícia-crime que fundamenta o pedido, Amauri Pinho, por intermédio de Advando Furtado Júnior, teria “pressionado e ameaçado convencionais para que alterem seus depoimentos e corroborem narrativa fraudulenta”.

A representação sustenta que, se confirmadas, “as condutas se enquadram nos crimes de coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal) e embaraço à investigação de organização criminosa (art. 2º, §1º, da Lei 12.850/2013)”.

O pedido de custódia cautelar foi fundamentado na “necessidade de garantia da ordem pública e da normalidade do processo eleitoral, diante da gravidade dos fatos e do risco de reiteração delitiva”.

Contexto político e institucional

As denúncias contra Amauri Pinho e seu grupo não são isoladas. Investigações e processos judiciais em andamento revelam um histórico de tentativas de controle indevido de outras agremiações partidárias no Brasil. Amauri Pinho responde a outros quatro processos com o mesmo objetivo: assumir a presidência de partidos por meios questionáveis, com objetivos ainda não totalmente elucidados, mas que sugerem a busca por benefícios financeiros ou de poder.

O pedido de prisão ocorre em meio à disputa pelo comando nacional do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), legenda que ganhou relevância no cenário político recente e que é presidida por Leonardo Avalanche até 2028.

A nova fase da apuração, envolvendo alegações de coação de testemunhas, eleva significativamente a gravidade do caso. Para os investigadores, a eventual tentativa de interferência na instrução do inquérito justificaria a medida extrema da prisão preventiva.

Leonardo Avalanche manifestou-se à reportagem:

“Fui vítima de uma quadrilha especializada, onde Amauri Pinho, juntamente com um grupo organizado de juristas e empresários, burlaram e falsificaram assinaturas e documentos públicos”, afirmou. Ele detalhou que tais ações configuram uma série de crimes e que as novas provas de coação a testemunhas apenas confirmam o modus operandi do grupo.

“Falsificaram documentos, assinaram em nome de outros, e agora estão coagindo testemunhas. Acreditamos que a justiça será feita e que, em breve, o partido estará retomado em sua integralidade. O que Amauri e seu grupo fizeram foi criminoso, e não permitiremos que quadrilhas especializadas se adonem de partidos políticos para ganhos pessoais ou outros fins escusos”, declarou.

“Desde o início defendemos que tudo fosse apurado com transparência. Confio na Polícia Federal, na Justiça Eleitoral e no Poder Judiciário. O PRTB será plenamente reorganizado dentro da legalidade antes das eleições de 2026”.

Segundo ele, os convencionais estariam reafirmando seus depoimentos e colaborando com as autoridades, o que teria fortalecido os elementos que embasaram o pedido de prisão.

Marco na investigação

Ainda sobre a dimensão e a audácia das ações investigadas, a reportagem ouviu o Delegado da Polícia Federal Dr. Rodney Miranda, com mais de trinta anos de experiência e ex-Secretário de Segurança do Estado de Goiás.

Para o delegado, a peculiaridade do caso é notória:

“Em toda a minha carreira, nunca vi um grupo criminoso de tamanha façanha, que ousou fraudar não apenas documentos públicos, mas também documentos de cunho federal, atacando as instituições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Justiça Federal, da Justiça Comum e da própria Polícia Federal.”

O Dr. Rodney Miranda demonstrou confiança no avanço das apurações:

“Temos certeza de que, em breve, esta organização criminosa, com todas as suas ramificações, estará atrás das grades. As investigações já se encontram em uma fase bastante avançada, e a elucidação completa dos fatos é uma questão de tempo.”

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Empresário ligado à política paulista foi investigado por lavagem de dinheiro em contratos de material escolar https://campinashoje.com/empresario-ligado-a-politica-paulista-foi-investigado-por-lavagem-de-dinheiro-em-contratos-de-material-escolar/2025/14989/ Sun, 16 Nov 2025 14:57:12 +0000 https://campinashoje.com/empresario-ligado-a-politica-paulista-foi-investigado-por-lavagem-de-dinheiro-em-contratos-de-material-escolar/2025/14989/ Daniel Lancaster, filho de ex-deputado estadual, teve empresa investigada pela PF durante operação que apura fraudes em licitações; caso acabou arquivado pelo MPF A investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de corrupção em contratos de material escolar colocou o empresário Daniel Lancaster entre os alvos da Operação Coffee Break. Filho do ex-deputado estadual […]

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Daniel Lancaster, filho de ex-deputado estadual, teve empresa investigada pela PF durante operação que apura fraudes em licitações; caso acabou arquivado pelo MPF

A investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de corrupção em contratos de material escolar colocou o empresário Daniel Lancaster entre os alvos da Operação Coffee Break. Filho do ex-deputado estadual Gil Lancaster, ele foi apontado pelos investigadores como possível operador financeiro de empresas utilizadas para movimentação de recursos ligados à Life Tecnologia.

Segundo a PF, o esquema liderado pelo empresário André Mariano movimentou aproximadamente R$ 111 milhões em contratos suspeitos firmados com quatro municípios paulistas. A investigação descreve um modelo de fraude em licitações, direcionamento de contratos e lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada controladas por doleiros.

Daniel Lancaster teve o sigilo telemático quebrado, foi alvo de busca e apreensão em Barueri e viu uma de suas empresas sofrer bloqueio judicial de R$ 187 mil. Conforme a Polícia Federal, contas vinculadas ao empresário teriam sido indicadas para o recebimento de recursos provenientes do esquema.

O empresário também ocupou cargos comissionados na Prefeitura de Cajamar entre 2019 e 2020 e posteriormente assumiu a presidência do diretório municipal do PP em Barueri, participando da campanha eleitoral de Gil Arantes em 2024.

Apesar das medidas cautelares adotadas durante as investigações, a 10ª Vara Criminal Federal de São Paulo determinou, no fim de março de 2026, o arquivamento do inquérito contra Daniel Lancaster após manifestação favorável do Ministério Público Federal.

Segundo a Polícia Federal, o grupo criminoso atuava desde 2021 utilizando um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro, com pagamentos de propina a agentes públicos responsáveis pelo direcionamento de licitações e liberação de recursos públicos.

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Quadrilha usava jatinho para transportar dinheiro de emendas parlamentares https://campinashoje.com/quadrilha-usava-jatinho-para-transportar-dinheiro-de-emendas-parlamentares/2024/13053/ Thu, 19 Dec 2024 13:50:09 +0000 https://campinashoje.com/quadrilha-usava-jatinho-para-transportar-dinheiro-de-emendas-parlamentares/2024/13053/ A operação “Overclean”, conduzida pela Polícia Federal, desmantelou uma quadrilha que, por dois anos, teria fraudado licitações e movimentado dinheiro de propinas por meio de jatinhos e malas, utilizando verbas de emendas parlamentares. Entre os envolvidos, destaca-se o vereador Francisco Nascimento, flagrado arremessando uma bolsa com R$ 220 mil pela janela em Salvador (BA). A […]

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A operação “Overclean”, conduzida pela Polícia Federal, desmantelou uma quadrilha que, por dois anos, teria fraudado licitações e movimentado dinheiro de propinas por meio de jatinhos e malas, utilizando verbas de emendas parlamentares. Entre os envolvidos, destaca-se o vereador Francisco Nascimento, flagrado arremessando uma bolsa com R$ 220 mil pela janela em Salvador (BA). A investigação revelou um esquema sofisticado, envolvendo empresários e agentes públicos, que operava em 14 estados e teria movimentado R$ 1,4 bilhão.

O principal líder do esquema seria Alex Rezende Parente, sócio da Allpha Pavimentações, preso em Brasília com uma mala contendo R$ 1,5 milhão. Também foi detido Lucas Maciel Lobão Vieira, ex-coordenador do DNOCS na Bahia, acusado de facilitar contratos fraudulentos. Durante a operação, foram apreendidos aviões, carros de luxo, iates, joias e mais de R$ 3 milhões.

A prefeitura de Campo Formoso (BA) foi identificada como uma das beneficiárias das emendas, com licitações manipuladas para favorecer a Allpha. Obras executadas pela empresa apresentaram qualidade duvidosa, como estradas com acostamentos mal feitos e piche que gruda em calçados. O dinheiro era repassado para empresas fantasmas, ocultando os verdadeiros destinatários.

Entre os bens apreendidos está um jatinho, vinculado ao empresário José Marcos de Moura, que teria articulado a liberação de recursos em Brasília. Moura está foragido, assim como Ítalo Moreira de Almeida, ex-funcionário do governo de Tocantins.

O vereador Francisco Nascimento, primo do deputado federal Elmar Nascimento, não é investigado diretamente, mas sua proximidade com os envolvidos levanta questionamentos. Até o momento, as defesas dos acusados não emitiram comentários detalhados, alegando falta de acesso completo aos relatórios.

A investigação segue apurando a extensão do esquema e o envolvimento de outros agentes públicos.

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