Arquivo de Operação Carbono Oculto - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/operacao-carbono-oculto/ Sat, 04 Oct 2025 09:16:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de Operação Carbono Oculto - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/operacao-carbono-oculto/ 32 32 Alvos de investigação do PCC controlam centenas de postos de combustíveis em quatro estados https://campinashoje.com/alvos-de-investigacao-do-pcc-controlam-centenas-de-postos-de-combustiveis-em-quatro-estados/2025/14936/ Sat, 04 Oct 2025 09:16:55 +0000 https://campinashoje.com/alvos-de-investigacao-do-pcc-controlam-centenas-de-postos-de-combustiveis-em-quatro-estados/2025/14936/ Operação Carbono Oculto apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio do setor de combustíveis. ANP afirma que provas poderão embasar processos para cassação de autorizações Um levantamento do portal g1 revelou que quinze investigados pela Operação Carbono Oculto, considerada a maior ofensiva já realizada contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), aparecem como sócios […]

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Operação Carbono Oculto apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio do setor de combustíveis. ANP afirma que provas poderão embasar processos para cassação de autorizações

Um levantamento do portal g1 revelou que quinze investigados pela Operação Carbono Oculto, considerada a maior ofensiva já realizada contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), aparecem como sócios de ao menos 251 postos de combustíveis espalhados por quatro estados. A apuração cruzou informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) com os alvos definidos pela Justiça de São Paulo, que os aponta como peças-chave em um esquema de lavagem de dinheiro.

A operação, deflagrada em agosto, atingiu mais de 350 pessoas e empresas acusadas de sustentar financeiramente a facção criminosa. Para os investigadores, a rede de postos era usada para ocultar recursos ilícitos e movimentar grandes quantias sem levantar suspeitas.

Rede de influência

A concentração das empresas ocorre principalmente em São Paulo, onde estão 233 postos, sobretudo na capital e na Baixada Santista. Goiás concentra 15, o Paraná dois e Minas Gerais apenas um. Do total, quase metade funciona sob bandeira branca, sem vínculo com grandes distribuidoras. Os demais são credenciados a marcas conhecidas: Ipiranga (52), Rodoil (33), Petrobras (29) e Shell (12). Nenhuma dessas distribuidoras, no entanto, é alvo direto da investigação.

A Receita Federal estimou que mais de mil postos em todo o país podem ter sido usados para lavar dinheiro do PCC, embora não tenha divulgado a lista completa. Já a ANP afirmou que as provas levantadas poderão gerar processos administrativos que, em caso de comprovação, podem levar à perda da autorização de funcionamento.

Respostas das distribuidoras

As distribuidoras reagiram às revelações tentando se afastar das suspeitas. A Ipiranga disse atuar contra o mercado irregular e afirmou ver com “otimismo” os desdobramentos da operação, tendo solicitado acesso ao inquérito. A Rodoil informou que já havia identificado inconsistências e iniciou a rescisão de contratos, inclusive por meio de ações judiciais.

A Vibra, responsável pela marca Petrobras, destacou que mantém padrões rígidos de compliance e desligou mais de 100 postos por irregularidades apenas nos últimos dois anos em São Paulo. A Raízen, que opera a bandeira Shell, afirmou que investiga as informações e tomará providências cabíveis, reforçando seu compromisso com ética e transparência.

Quem são os principais nomes

Entre os investigados está Pedro Furtado Gouveia Neto, vinculado à GGX Global, ligada ao grupo de Mohamad Hussein Mourad, apontado pela Justiça como chefe do esquema e atualmente foragido. Neto aparece como sócio em 56 postos.

Outro nome de peso é Luiz Felipe do Valle Silva do Quental de Menezes, dono de 49 estabelecimentos. Em nota, ele negou irregularidades e declarou: “Supor que essa compra dos postos serviu para encobrir interesses escusos é uma conclusão equivocada”.

O grupo ainda inclui Guilherme da Silva Oliveira, associado a 38 postos e descrito como “testa de ferro” de Mourad, já investigado em outras operações como a Rei do Crime. Também figuram na lista Bruno Sato Alves Pereira (38 postos), Ricardo Romano (16), Armando Hussein Ali Mourad (15), Luiz Ernesto Franco Monegatto (13) e Himad Abdallah Mourad, primo de Mohamad, sócio em 10 postos e apontado como articulador financeiro do esquema.

Outros nomes aparecem em menor escala, como Tharek Majide Bannout (7 postos), que nega qualquer ligação com o crime organizado, e Luciane Gonçalves Brene Motta de Souza (3), citada em fraudes no setor de combustíveis. Há ainda Rogério Garcia Peres, Miriam Favero Lopes, Valdemar de Bortoli Júnior e as empresas Latuj Participações e Door Participações S.A., cada um vinculado a pelo menos um posto.

O que dizem as empresas

A defesa de parte dos investigados não se manifestou até o momento. Outros disseram que só irão comentar durante o processo. Aqueles que falaram negaram irregularidades e garantiram atuar dentro da lei.

A Door Participações S.A., controladora da rede de postos Alpha, e Bruno Sato Alves Pereira, enviaram uma nota dizendo que não possuem nenhum vínculo, participação ou responsabilidade nos fatos investigados pela chamada Operação Carbono Oculto.

A empresa reiterou que todos os postos que integram a rede “operam com licenças, registros e contratos regulares junto às autoridades competentes e às distribuidoras parceiras e passam pelas fiscalizações de praxe”. Além disso, disse que “coopera integralmente com as autoridades sempre que requisitada e que está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos necessários”. A empresa finaliza reafirmando seu compromisso com “a legalidade, a transparência e as boas práticas de mercado”.

Próximos passos

As utoridades avaliam medidas para evitar que redes de postos sirvam como fachada para esquemas ilícitos. A expectativa é que os desdobramentos da Operação Carbono Oculto provoquem mudanças no setor de combustíveis e ampliem a pressão por maior rigor na fiscalização.

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PF investiga se presidente do União Brasil cedeu aviões usados por membros do PCC https://campinashoje.com/pf-investiga-se-presidente-do-uniao-brasil-cedeu-avioes-usados-por-membros-do-pcc/2025/13562/ Thu, 18 Sep 2025 09:38:02 +0000 https://campinashoje.com/pf-investiga-se-presidente-do-uniao-brasil-cedeu-avioes-usados-por-membros-do-pcc/2025/13562/ Antonio Rueda nega qualquer ligação com operação que apura esquema bilionário de combustíveis; investigação está em fase preliminar. A Polícia Federal investiga o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, pela suposta ligação com membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) alvos de uma operação que revelou um esquema bilionário de fraudes e desvios no […]

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Antonio Rueda nega qualquer ligação com operação que apura esquema bilionário de combustíveis; investigação está em fase preliminar.

A Polícia Federal investiga o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, pela suposta ligação com membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) alvos de uma operação que revelou um esquema bilionário de fraudes e desvios no setor de combustíveis. Em nota, o União Brasil disse que “não existem quaisquer relações de Rueda com os fatos”.

A apuração teria começado após a denúncia de um funcionário de uma empresa de táxi aéreo. Ele teria relatado que aeronaves registradas nos nomes de terceiros na verdade pertencem a Rueda e teriam sido usadas por integrantes do PCC.

Duas pessoas que teriam usado as aeronaves ligadas a Rueda são Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Loco”, e Mohamad Hussein Mourad, do antigo grupo Aster/Copape.

No fim de agosto, ambos foram alvo de operações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal por serem apontados como chefes de um esquema bilionário de combustíveis ligado ao PCC.

Mais de 1.000 postos de combustíveis teriam operado para o grupo, movimentando R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Só em sonegação de impostos, a Receita Federal estima prejuízo superior a R$ 8,6 bilhões.

Além disso, existe a suspeita de que a matrícula de algumas das aeronaves de Rueda tenham sido registradas no nome de uma empresa que tem relação com duas pessoas que em 2024 foram alvo de operação da Polícia Federal pela venda de decisões judiciais no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Fontes próximas à investigação afirmam que, neste momento, não há provas concretas contra Rueda, apenas indícios que estariam sendo analisados. Fontes da Polícia Federal confirmam a existência de um inquérito, mas reforçam que ele se encontra em estágio preliminar.

O que disse o União Brasil

Em relação à matéria do portal Metrópoles, que tenta de forma irresponsável associar o nome de Antonio Rueda, presidente do União Brasil, à operação Carbono Oculto, é preciso esclarecer que não existe qualquer compromisso do texto publicado com a verdade.

Tanto não existem quaisquer relações de Rueda com os fatos, as pessoas e as empresas mencionadas, que a matéria sequer traz qualquer mínimo elemento concreto para que possa ser objetivamente refutado.

Tratam-se de ilações sem fundamento e totalmente desconectadas da realidade. A narrativa apresentada não tem o menor amparo fático.

Rueda lamenta a leviandade com que seu nome foi suscitado em um contexto absolutamente infundado e informa que tomará todas as medidas cabíveis para proteger sua reputação contra campanhas difamatórias.

Perguntas e Respostas

Qual é o motivo da investigação da Polícia Federal sobre Antonio Rueda?

A Polícia Federal investiga Antonio Rueda, presidente nacional do UniãO Brasil, por suposta ligação com membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) em um esquema de fraudes e desvios no setor de combustíveis.

Como a investigação teve início?

A apuração começou após a denúncia de um funcionário de uma empresa de táxi aéreo, que relatou que aeronaves registradas em nomes de terceiros pertencem a Rueda e foram usadas por integrantes do PCC.

Quem são as pessoas ligadas a Rueda mencionadas na investigação?

Duas pessoas mencionadas são Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Loco”, e Mohamad Hussein Mourad, que fazem parte do antigo grupo Aster/Copape.

Qual é a extensão do esquema de combustíveis relacionado ao PCC?

O esquema bilionário de combustíveis teria envolvido mais de 1.000 postos, movimentando R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, com uma sonegação de impostos estimada em mais de R$ 8,6 bilhões pela Receita Federal.

Há mais suspeitas relacionadas às aeronaves de Rueda?

Sim, há suspeitas de que algumas aeronaves de Rueda estejam registradas em nome de uma empresa relacionada a pessoas que foram alvo de operação da Polícia Federal em 2024 por venda de decisões judiciais no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Existem provas concretas contra Antonio Rueda?

Fontes próximas à investigação afirmam que, até o momento, não há provas concretas contra Rueda, apenas indícios que estão sendo analisados. A Polícia Federal confirma a existência de um inquérito, que se encontra em estágio preliminar.

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PCC ligado a três nomes entre os principais alvos da Operação Carbono Oculto https://campinashoje.com/pcc-ligado-a-tres-nomes-entre-os-principais-alvos-da-operacao-carbono-oculto/2025/13535/ Fri, 29 Aug 2025 15:49:18 +0000 https://campinashoje.com/pcc-ligado-a-tres-nomes-entre-os-principais-alvos-da-operacao-carbono-oculto/2025/13535/ Sigla PCC aparece 39 vezes na decisão judicial, que autorizou as ações de busca e apreensão e os bloqueios de bens e valores O líder de um grupo empresarial que atua em toda a cadeia produtiva do setor de combustíveis, um homem investigado por financiamento ao tráfico de drogas e o dono de redes de […]

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Sigla PCC aparece 39 vezes na decisão judicial, que autorizou as ações de busca e apreensão e os bloqueios de bens e valores

O líder de um grupo empresarial que atua em toda a cadeia produtiva do setor de combustíveis, um homem investigado por financiamento ao tráfico de drogas e o dono de redes de lojas de conveniência e postos de gasolina estão entre as figuras centrais associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na Operação Carbono Oculto, deflagrada na última quinta-feira (28).

A investigação revelou a infiltração do crime organizado tanto no setor de combustíveis quanto no mercado financeiro. Entre centenas de investigados, uma decisão judicial aponta nove pessoas físicas e 68 jurídicas como principais responsáveis pelo esquema criminoso.

Segundo o documento da 2ª Vara Criminal de Catanduva, três pessoas têm vínculo direto com a facção paulista: Mohamad Hussein Mourad, José Carlos Gonçalves (vulgo “Alemão”) e Ricardo Romano. A sigla PCC aparece 39 vezes na decisão, que autorizou as ações de busca, apreensão e bloqueio de bens e valores. Outras pessoas associadas à facção aparecem no processo em contextos indiretos ou em investigações relacionadas tramitando em varas diferentes.

Mohamad Hussein Mourad

Mourad é apontado como um dos principais operadores do esquema, envolvendo fraudes fiscais, estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes contábeis. Ele administra uma rede de empresas que inclui usinas sucroalcooleiras, distribuidoras, transportadoras, terminais de armazenamento, postos de combustíveis, lojas de conveniência e padarias, utilizadas para ocultar a origem e destino de dinheiro ilícito.

O empresário já havia sido alvo da Operação Cassiopeia, que investigou fraudes fiscais na empresa formuladora de combustíveis Copape e sua distribuidora Aster. Segundo a Justiça, Mourad manteve fortes ligações com o PCC, especialmente via redes de postos e distribuidoras. Para dificultar a investigação, ele teria constituído empresas em nome de laranjas e movimentado recursos por empresas fictícias, com duplicidade de CNPJs e incongruências contábeis.

Ricardo Romano

Romano é considerado “figura-chave” na lavagem de dinheiro ligada às empresas de Mourad. A Receita Federal identificou diversas declarações fiscais falsas, incluindo a criação artificial de R$ 21.650.000,00 em dinheiro em espécie, declarado sem origem comprovada.

Ele e a irmã teriam usado uma rede de empresas fictícias, incluindo Strawberry Lojas de Conveniências Ltda., para ocultar vínculos com Mourad. Romano também foi denunciado em 2024 por sonegação fiscal de ICMS em empresas de sucata em Guarulhos. Seu nome foi citado por um delator do PCC que foi assassinado no Aeroporto de Guarulhos em 2024, reforçando sua ligação com a facção.

José Carlos Gonçalves, o “Alemão”

Gonçalves possui ligações comprovadas com o PCC e é suspeito de atuar como financiador do tráfico e na lavagem de dinheiro. Ele e familiares têm participação em redes de postos de combustível e teriam tentado ocultar a propriedade das empresas por meio da substituição de quadros societários, prática considerada fraudulenta pela Justiça. Parte dos postos controlados por sua família teria sido transferida para Romano. Gonçalves também já foi sócio de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, delator do PCC morto em 2024.

Sobre a Operação Carbono Oculto

Considerada a maior operação contra o crime organizado no país em termos de cooperação institucional, a Carbono Oculto investiga mais de 350 alvos, incluindo pessoas físicas e jurídicas, suspeitas de crimes como adulteração de combustíveis, fraude fiscal, lavagem de dinheiro, estelionato e crimes ambientais.

A operação foi deflagrada em oito estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Até o início da tarde do dia 28, apenas 6 dos 14 principais alvos haviam sido presos, e a PF investiga possível vazamento de informações que favoreceu a fuga de integrantes da facção.

Segundo a investigação, o grupo atua em toda a cadeia do combustível, incluindo metanol, nafta, gasolina, diesel e etanol, controlando estruturas portuárias, formulação, refino, transporte, distribuição e postos de combustíveis, além de lojas de conveniência. Foram constatadas irregularidades em mais de 300 postos, com bombas viciadas e combustíveis adulterados.

A Receita Federal estima que mais de mil estabelecimentos ligados à facção movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

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