Arquivo de OMS - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/oms/ Tue, 09 Jun 2026 14:37:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de OMS - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/oms/ 32 32 OMS revela que mortalidade da Covid é três vezes maior do que os números oficiais indicam https://campinashoje.com/oms-revela-que-mortalidade-da-covid-e-tres-vezes-maior-do-que-os-numeros-oficiais-indicam/2026/14636/ Tue, 09 Jun 2026 14:37:37 +0000 https://campinashoje.com/oms-revela-que-mortalidade-da-covid-e-tres-vezes-maior-do-que-os-numeros-oficiais-indicam/2026/14636/ As informações integram o relatório “Estatísticas Mundiais de Saúde”, apresentado pela organização em maio de 2026

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Um recente estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que a Covid-19 teve um impacto muito mais severo do que os números oficialmente registrados indicavam. Entre 2020 e 2023, a pandemia resultou em aproximadamente 22,1 milhões de mortes globalmente, número que é mais de três vezes superior aos cerca de 7 milhões de óbitos reportados pelos países. Esses dados fazem parte do relatório “Estatísticas Mundiais de Saúde”, apresentado pela OMS em maio de 2026.

A discrepância entre as estatísticas oficiais e a nova estimativa é atribuída principalmente à subnotificação das mortes associadas ao coronavírus e aos efeitos indiretos da crise sanitária. Esse último grupo inclui pacientes que viram o agravamento de outras condições ou que não tiveram acesso adequado a cuidados médicos devido à sobrecarga dos sistemas de saúde durante a pandemia.

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Covid-19Foto: Reprodução/OMS
Covid-19Foto: Reprodução/OMS

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Esses dados destacam a gravidade da tragédia vivida no mundo todo e ressaltam fatores que potencializaram seus efeitos, como a disseminação de informações falsas e a resistência a orientações científicas observadas em diversos países, incluindo o Brasil.

A desinformação como pandemia paralela

Concomitante ao avanço do coronavírus, outro problema emergiu: a proliferação massiva de informações incorretas sobre a doença. Esse fenômeno foi denominado desinfodemia, termo criado para descrever a ampla disseminação de dados falsos ou distorcidos durante crises sanitárias.

A expressão foi utilizada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), baseada no estudo “Disinfodemic – Deciphering Covid-19 Disinformation”, divulgado em abril de 2020. O relatório advertia que “a desinformação relacionada à Covid-19 provoca confusão sobre ciência médica, tendo um impacto imediato sobre todas as pessoas do planeta e sociedades inteiras. Ela se mostra mais tóxica e mortal do que desinformações sobre outros temas”.

Uma pesquisa publicada por uma plataforma especializada indicou que a desinfodemia se manifestou em diversas frentes, englobando tópicos como:

  • Origens e disseminação do coronavírus;
  • Números falsificados ou manipulados;
  • Efeitos econômicos da pandemia;
  • Ataques à mídia e veículos confiáveis;
  • Informações errôneas sobre sintomas, diagnósticos e tratamentos;
  • Efeitos sociais e ambientais;
  • Conflitos políticos relacionados à crise sanitária;
  • Conteúdos criados visando lucro através de fraudes;
  • Fake news envolvendo figuras públicas.

Todas essas questões foram evidentes no contexto brasileiro.

Efeitos na percepção pública

Análises realizadas no período mostraram que o fluxo incessante de informações falsas impactou diretamente como parte da população percebia a pandemia. Isso prejudicou a compreensão da seriedade da doença e favoreceu a rejeição às recomendações científicas e sanitárias, incluindo as medidas de isolamento sugeridas por organismos internacionais.

A despeito do fato de que as notícias falsas se tornaram um símbolo desse fenômeno, especialistas enfatizam que o problema da desinformação é muito mais abrangente. Ele envolve uma variedade de estratégias informacionais manipulativas e não se limita apenas à criação de rumores ou conteúdos fraudulentos.

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Hantavírus: conheça os sinais e perigos da enfermidade que causou três mortes em cruzeiro https://campinashoje.com/hantavirus-conheca-os-sinais-e-perigos-da-enfermidade-que-causou-tres-mortes-em-cruzeiro/2026/14282/ Tue, 05 May 2026 14:30:10 +0000 https://campinashoje.com/hantavirus-conheca-os-sinais-e-perigos-da-enfermidade-que-causou-tres-mortes-em-cruzeiro/2026/14282/ O surto da doença acendeu o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS)

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Um surto suspeito de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius gerou uma onda de preocupação entre as autoridades sanitárias internacionais, especialmente após a morte de três passageiros e a confirmação de pelo menos um caso da doença. Essa situação trouxe à tona questões sobre os riscos associados e os sintomas do vírus.Apesar dos alertas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que o risco de transmissão para a população em geral é baixo.

O navio, pertencente à empresa Oceanwide Expeditions, estava realizando uma rota entre Ushuaia, na Argentina, e Cabo Verde, na África Ocidental, quando alguns passageiros começaram a apresentar sintomas graves. A operadora informou que duas pessoas faleceram durante a viagem e uma terceira morreu após desembarcar. Um britânico de 69 anos foi hospitalizado em estado crítico em Joanesburgo, na África do Sul, onde testou positivo para o hantavírus.

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HantavírusFoto: Divulgação
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Em resposta ao episódio, o navio foi impedido de atracar na capital cabo-verdiana, Praia. A decisão foi tomada pelas autoridades locais para proteger a saúde da população enquanto equipes médicas realizavam avaliações nos passageiros enfermos.

O que é o hantavírus?

Pertencente a um grupo viral transmitido principalmente por roedores silvestres contaminados, o hantavírus pode causar infecções graves em humanos, afetando especialmente os pulmões e rins.

A enfermidade é conhecida como hantavirose e pode se manifestar através de diversas formas clínicas. Na América, a variante mais frequente é a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, considerada altamente grave e potencialmente letal.

Na Europa e na Ásia, por outro lado, as infecções estão frequentemente ligadas à febre hemorrágica com síndrome renal.

Como acontece a transmissão?

Os roedores silvestres eliminam o vírus por meio da saliva, urina e fezes. A principal forma de contágio acontece quando pessoas inalam partículas contaminadas presentes no ambiente, especialmente em locais fechados onde há acúmulo dos excrementos desses animais.

O contato direto com secreções dos roedores ou mordidas também pode resultar em infecção.

De acordo com especialistas, o hantavírus não está relacionado aos ratos urbanos comuns encontrados nas cidades, mas sim a espécies silvestres que habitam áreas rurais e florestais.

A OMS observa que transmissões entre seres humanos são consideradas raras; portanto, não há necessidade atual para restrições em viagens.

Quais são os sintomas?

Os primeiros sinais da hantavirose podem ser confundidos com uma virose comum. Os sintomas iniciais incluem:

  • Febre alta;
  • Dores musculares;
  • Dor de cabeça;
  • Dor lombar;
  • Mal-estar;
  • Sintomas gastrointestinais como náuseas e vômitos.

Nos casos mais severos , especialmente durante a síndrome cardiopulmonar , os sintomas podem agravar-se rapidamente em questão de horas . O paciente pode apresentar:

  • Tosse seca;
  • Dificuldade para respirar;
  • Edema pulmonar;
  • Queda da pressão arterial;
  • Insuficiência respiratória.

A taxa de mortalidade nos casos graves pode atingir cerca de 50%. Na forma renal da doença , podem ocorrer insuficiência renal , diminuição da produção urinária e até hemorragias.

Existe tratamento?

Atualmente não existe vacina ou tratamento específico para o hantavírus. O manejo clínico se baseia na gravidade da condição apresentada pelo paciente .

Pacientes com comprometimento pulmonar podem necessitar dos seguintes cuidados :

  • Oxigênio;
  • Ventilação mecânica;
  • Medicamentos para estabilizar a pressão arterial;
  • Suporte intensivo.

Nos casos renais , pode ser necessária diálise . Quanto mais rápido for o diagnóstico e o atendimento médico , maiores serão as chances de recuperação .

O que aconteceu no cruzeiro?

De acordo com informações recentes , seis casos estão sob investigação após passageiros apresentarem sintomas compatíveis com hantavirose durante a viagem . Até agora , um caso foi confirmado laboratorialmente .

A Oceanwide Expeditions relatou que dois outros passageiros necessitam urgentemente de atendimento médico , enquanto as autoridades holandesas consideram uma possível repatriação dos enfermos ainda embarcados .

A OMS está monitorando o desenvolvimento desse caso junto aos países envolvidos e reiterou que infecções por hantavírus são raras.

Situação no Brasil

As autoridades brasileiras também estão atentas ao hantavírus . Segundo dados do Ministério da Saúde , entre os anos de 1993 e 2024 , foram registrados no Brasil um total de 2.377 casos e 937 mortes devido à doença .

Cerca de70% dessas ocorrências ocorreram em regiões rurais . As principais orientações preventivas incluem:

  • Evitar contato com roedores silvestres ;
  • Manter ambientes limpos e arejados ;
  • Utilizar equipamentos de proteção ao limpar locais fechados com sinais clarosde infestação ;
  • Armazenar alimentos adequadamente ;
  • Impedir a entrada detroadores nas residências e galpões .

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