Arquivo de mulheres - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/mulheres/ Fri, 20 Sep 2024 12:36:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de mulheres - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/mulheres/ 32 32 Mulheres e o Direito à Liberdade de Pensamento e Participação Política https://campinashoje.com/mulheres-e-o-direito-a-liberdade-de-pensamento-e-participacao-politica/2024/12814/ Fri, 20 Sep 2024 12:36:10 +0000 https://campinashoje.com/mulheres-e-o-direito-a-liberdade-de-pensamento-e-participacao-politica/2024/12814/ O direito à liberdade de pensamento e participação política é um dos pilares fundamentais de qualquer sociedade democrática. No Brasil, esses direitos são assegurados pela Constituição Federal de 1988, que garante a todos os cidadãos a liberdade de pensamento, expressão e a participação nos processos políticos. No entanto, quando analisamos a situação das mulheres brasileiras, […]

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O direito à liberdade de pensamento e participação política é um dos pilares fundamentais de qualquer sociedade democrática. No Brasil, esses direitos são assegurados pela Constituição Federal de 1988, que garante a todos os cidadãos a liberdade de pensamento, expressão e a participação nos processos políticos. No entanto, quando analisamos a situação das mulheres brasileiras, percebemos que ainda há muitos desafios a serem enfrentados para que esses direitos sejam plenamente exercidos.

A liberdade de pensamento e expressão é essencial para o desenvolvimento de uma sociedade justa e igualitária. Para as mulheres, esse direito é crucial para que possam expressar suas opiniões, questionar normas sociais e lutar por seus direitos. Historicamente, as mulheres foram silenciadas e excluídas dos espaços de poder e decisão, o que dificultou a conquista de direitos básicos e a igualdade de gênero.

Nas últimas décadas, as mulheres tem desempenhado um papel fundamental na luta pela liberdade de pensamento e expressão, graças a essa mobilização, temas como violência doméstica, assédio sexual, desigualdade salarial e direitos reprodutivos ganharam visibilidade e passaram a ser discutidos amplamente na sociedade. As redes sociais também se tornaram uma ferramenta poderosa para amplificar as vozes das mulheres e promover debates sobre questões de gênero.

Historicamente a Construção Civil é tradicionalmente, um setor predominantemente masculino, caracterizado por preconceitos e estereótipos que dificultavam a inclusão das mulheres. No entanto, nas últimas décadas, houve uma evolução significativa no papel das mulheres nesse campo, refletindo mudanças sociais e políticas mais amplas. 

Ramalho da Construção, que é presidente licenciado do Sintracon-SP, e esteve  a frente do sindicato por 25 anos, desenvolveu programas pioneiros de capacitação e políticas voltadas à inclusão de mulheres na construção civil, proporcionando treinamento técnico e apoio para que elas pudessem competir de igual para igual com os homens. Além de ter nomeado, em 1998, Maria Divina, a primeira mulher diretora de base do Sintracon, que hoje conta com mais duas mulheres na direção, nomeadas por ele.

“O setor tem abraçado mais mulheres nos últimos anos, temos uma construção civil cada vez mais industrializada, que já tem maquinários avançados, que permitiria ter mulheres trabalhando como eletricistas, pintoras, azulejistas”, declara Ramalho.

A participação política das mulheres é outro aspecto crucial para a consolidação da democracia. No Brasil, as mulheres conquistaram o direito ao voto em 1932, mas a presença feminina nos espaços de poder ainda é significativamente menor em comparação aos homens. Embora representem mais da metade da população brasileira, as mulheres ocupam menos de 20% das cadeiras no Congresso Nacional.

A sub-representação feminina na política tem diversas causas, entre elas a cultura patriarcal, a falta de incentivos e apoio para candidaturas femininas, e a violência política de gênero. Esta última inclui ataques, ameaças e agressões contra mulheres que se envolvem na política, com o objetivo de intimidá-las e afastá-las dos espaços de poder.

Ramalho da Construção que também foi por dois mandatos deputado estadual, e incentivou e apoiou o mandato de vereadora da filha Adriana Ramalho, acentua que apesar dos desafios, as mulheres brasileiras têm mostrado resiliência e determinação para aumentar sua participação política. 

Ramalho destaca que os direitos à liberdade de pensamento e participação política das mulheres sejam plenamente exercidos, é necessário enfrentar diversos desafios estruturais e culturais. 

“A educação é um fator chave nesse processo, pois é através dela que se pode promover a conscientização sobre a igualdade de gênero e a importância da participação feminina na política, as políticas públicas que incentivem a participação das mulheres na política, como programas de formação e capacitação, além de campanhas de conscientização, também são fundamentais. Além disso, é crucial criar mecanismos eficazes para combater a violência política de gênero e garantir que as mulheres possam participar dos processos políticos sem medo de retaliações.”

A Lei de Cotas, implementada em 1997, exige que os partidos políticos reservem pelo menos 30% das candidaturas para mulheres passou a ser obrigatória a partir de 2009. Desde então houve vários avanços. Nas eleições de 2022 houve um aumento na presença feminina, que hoje se aproxima de 20% no Congresso Nacional. Isso é muito se pensarmos em duas ou três legislaturas para trás, mas a gente entende que ainda falta muito para avançar, especialmente quando se considera que as mulheres compõem 53% do eleitorado.

“É fundamental que continuemos a promover a igualdade de gênero, incentivando a participação feminina nos espaços de poder e decisão, e criando um ambiente seguro e inclusivo para todas as mulheres. Somente assim poderemos construir um Brasil verdadeiramente democrático, onde os direitos de todas e todos sejam plenamente respeitados e garantidos”, finaliza Ramalho da Construção.

O direito à liberdade de pensamento e participação política é essencial para a construção de uma sociedade democrática e igualitária. No Brasil, as mulheres têm lutado arduamente para conquistar e exercer esses direitos, enfrentando diversos desafios ao longo do caminho. Embora tenha havido progressos significativos, ainda há muito a ser feito para garantir que todas as mulheres possam expressar livremente suas opiniões e participar ativamente da política.

Ana Lopes | AL9 Comunicação

 

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Ramalho da Construção fala sobre os direitos das mulheres na sociedade e na construção civil: os avanços e esforços. https://campinashoje.com/ramalho-da-construcao-fala-sobre-os-direitos-das-mulheres-na-sociedade-e-na-construcao-civil-os-avancos-e-esforcos/2024/12767/ Tue, 13 Aug 2024 12:14:08 +0000 https://campinashoje.com/ramalho-da-construcao-fala-sobre-os-direitos-das-mulheres-na-sociedade-e-na-construcao-civil-os-avancos-e-esforcos/2024/12767/ A luta pelos direitos das mulheres tem sido uma jornada longa e desafiadora, marcada por conquistas significativas e desafios contínuos. No Brasil, essa batalha por igualdade e justiça se reflete em diversos aspectos da sociedade, incluindo no ambiente de trabalho, como na construção civil.  Ramalho da Construção, presidente licenciado do Sindicato dos Trabalhadores da Construção […]

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A luta pelos direitos das mulheres tem sido uma jornada longa e desafiadora, marcada por conquistas significativas e desafios contínuos. No Brasil, essa batalha por igualdade e justiça se reflete em diversos aspectos da sociedade, incluindo no ambiente de trabalho, como na construção civil. 

Ramalho da Construção, presidente licenciado do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP),  enfatiza que a conquista dos direitos das mulheres é um marco essencial na história da justiça social. Um dos principais instrumentos dessa luta no Brasil é a Lei Maria da Penha, considerada uma das mais avançadas legislações de proteção à mulher no mundo. Criada para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, essa lei se tornou um símbolo da resistência contra a violência de gênero, fornecendo uma estrutura legal robusta para a proteção das mulheres.

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) não apenas define as formas de violência (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral), mas também estabelece mecanismos para a prevenção e punição desses atos, além de criar medidas de assistência às vítimas. Ela representou uma revolução na maneira como a sociedade brasileira e o sistema de justiça encaravam a violência contra a mulher, proporcionando um amparo legal que antes era inexistente.

Ramalho comenta que historicamente, a construção civil foi um ambiente dominado por homens, onde a presença feminina era rara e, muitas vezes, vista com preconceito. No entanto, essa realidade tem mudado gradualmente, com um aumento na participação das mulheres nesse setor. Apesar do progresso, ainda há muitos desafios a serem superados, como a discriminação de gênero, as desigualdades salariais e a falta de oportunidades iguais.

As mulheres na construção civil têm direitos garantidos por lei, como o direito à igualdade salarial e de condições de trabalho, além do acesso a ambientes de trabalho seguros e livres de assédio. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e outras legislações específicas asseguram que as mulheres devem ser tratadas com equidade em relação aos homens, tendo as mesmas oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional.

Ramalho tem desempenhado um papel fundamental na promoção dos direitos das mulheres no setor da construção civil, tendo sido um defensor ativo da igualdade de gênero e da inclusão das mulheres no mercado de trabalho da construção.

“Sob minha liderança, o Sintracon implementou diversas iniciativas para melhorar as condições de trabalho para as mulheres, incluindo campanhas contra o assédio sexual no ambiente de trabalho, programas de formação e capacitação específicos para mulheres e a promoção de uma cultura de respeito e inclusão nas obras. Essas ações têm sido fundamentais para garantir que as mulheres se sintam seguras e valorizadas no ambiente de trabalho, encorajando mais mulheres a ingressarem e permanecerem na construção civil” explica o líder sindical

Para Ramalho, o momento político mais democrático permite intensificar os debates, as ações por igualdade de salário e de direitos na sociedade e as lutas contra a violência e os preconceitos contra a mulher.

“Em 1998, nomeei Maria Divina, a primeira mulher diretora de base do Sintracon, hoje temos mais duas mulheres na direção Sueli Ramos de Lira e Josileide Neri” , conta ele.

Os direitos das mulheres, tanto na sociedade em geral quanto na construção civil, têm avançado significativamente, mas ainda há muito a ser feito. A Lei Maria da Penha continua sendo um pilar crucial na luta contra a violência de gênero

Lideres como Ramalho da Construção desempenham um papel vital na promoção da igualdade de oportunidades e no combate à discriminação no ambiente de trabalho. 

A construção de um futuro mais igualitário depende de esforços contínuos e da conscientização de toda a sociedade sobre a importância dos direitos das mulheres.

 

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