Arquivo de medicina - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/medicina/ Fri, 18 Sep 2026 10:14:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de medicina - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/medicina/ 32 32 Congresso Internacional de Ortopedia D’Or reúne especialistas do Brasil e do exterior no Rio de Janeiro https://campinashoje.com/congresso-internacional-de-ortopedia-dor-reune-especialistas-do-brasil-e-do-exterior-no-rio-de-janeiro/2026/15288/ Fri, 18 Sep 2026 10:14:23 +0000 https://campinashoje.com/congresso-internacional-de-ortopedia-dor-reune-especialistas-do-brasil-e-do-exterior-no-rio-de-janeiro/2026/15288/ Evento acontece nesta sexta (18) e sábado (19), com debates sobre cirurgia robótica, trauma, longevidade, medicina de precisão e integração entre diferentes especialidades no cuidado de pacientes complexos A integração entre diferentes especialidades como estratégia para qualificar o cuidado de pacientes complexos será um dos principais eixos do II Congresso Internacional de Ortopedia D’Or, que […]

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Evento acontece nesta sexta (18) e sábado (19), com debates sobre cirurgia robótica, trauma, longevidade, medicina de precisão e integração entre diferentes especialidades no cuidado de pacientes complexos

A integração entre diferentes especialidades como estratégia para qualificar o cuidado de pacientes complexos será um dos principais eixos do II Congresso Internacional de Ortopedia D’Or, que será realizado nos dias 18 e 19 de setembro de 2026, no Hilton Copacabana, no Rio de Janeiro

Promovido pela Rede D’Or, o evento reunirá especialistas brasileiros e internacionais para dois dias de atualização científica, discussão de casos, treinamentos práticos e troca de experiências.

Com uma estrutura que reúne diferentes especialidades e áreas de assistência, a Rede D’Or proporciona um ambiente favorável à discussão de situações que ultrapassam os limites de uma única área médica. No congresso, temas como atendimento ao paciente crítico, infecções, controle da dor, reabilitação e manejo de casos complexos serão abordados a partir da interação da ortopedia com infectologia, anestesiologia, reumatologia, radiologia, fisioterapia, enfermagem e outras especialidades.

A proposta é discutir como essa atuação integrada pode contribuir para decisões mais assertivas e melhores desfechos, especialmente em situações nas quais as condições clínicas do paciente exigem a participação de diferentes equipes.

As inscrições estão abertas e são gratuitas. O congresso é voltado a médicos, residentes, acadêmicos de Medicina e de outras áreas da saúde, além de profissionais da assistência da Rede D’Or e de outras instituições. A programação também representa uma oportunidade de acesso a treinamentos e atualização científica para médicos de diferentes regiões do país, favorecendo a aproximação entre especialistas e a disseminação de conhecimento.

Atualização científica e treinamento prático

A programação do ORTO in Rio contempla os principais desafios e transformações da ortopedia contemporânea, com discussões sobre cirurgia robótica, trauma, coluna, ortopedia esportiva, oncologia, longevidade e cirurgia do joelho, além de novas técnicas cirúrgicas e estratégias para o atendimento de pacientes complexos.

Na cirurgia do joelho, por exemplo, serão discutidos temas relacionados à robótica, preservação da cartilagem e osteotomias. O evento também contará com discussões de casos e atividades práticas, aproximando a atualização científica da realidade da assistência.

Outro destaque é a participação de convidados internacionais, ampliando o intercâmbio científico e permitindo o contato dos profissionais brasileiros com diferentes experiências e práticas. Entre eles estão o argentino Martín A. Buttaro, chefe do Instituto de Ortopedia e Traumatologia “Carlos E. Ottolenghi” e do Centro de Quadril “Sir John Charnley”, do Hospital Italiano de Buenos Aires, e Charlie Yang, cirurgião ortopédico do AdventHealth Porter Hospital, do Colorado (EUA).

Integração e formação de especialistas
Além das conferências e mesas-redondas, o congresso terá espaço para temas relacionados a ensino, pesquisa e formação profissional, com discussões sobre a preparação de novos especialistas e os desafios da prática médica.

Para a coordenadora do evento, Dra. Verônica Fernandes Vianna, que também coordena a Ortopedia dos hospitais Copa Star, Copa D’Or, Glória D’Or, Barra D’Or, Jutta Batista, e os programas de Pós-Graduação, Residência Médica e Fellow em Ortopedia e Traumatologia do IDOR, a integração entre diferentes áreas é fundamental para ampliar a qualidade da assistência.

“A ortopedia está diretamente relacionada a diversas outras áreas da medicina, principalmente quando lidamos com pacientes complexos. O congresso é uma oportunidade de reunir essas diferentes perspectivas, compartilhar experiências e oferecer aos médicos de todo o país acesso à atualização e a treinamentos que possam contribuir para a prática assistencial”, afirma a Dra. Verônica Fernandes Vianna.

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MP do Enamed: o elo que faltava na avaliação educacional https://campinashoje.com/mp-do-enamed-o-elo-que-faltava-na-avaliacao-educacional/2026/14755/ Thu, 25 Jun 2026 12:47:27 +0000 https://campinashoje.com/mp-do-enamed-o-elo-que-faltava-na-avaliacao-educacional/2026/14755/ Em artigo, Janguiê Diniz analisa a Medida Provisória nº 1.370/2026 e defende o Enamed como avanço na avaliação da formação médica e no fortalecimento da qualidade do ensino superior Coluna Janguiê Diniz Em um ato corajoso e necessário, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória nº 1.370, de 19 […]

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Em artigo, Janguiê Diniz analisa a Medida Provisória nº 1.370/2026 e defende o Enamed como avanço na avaliação da formação médica e no fortalecimento da qualidade do ensino superior

Coluna Janguiê Diniz

Em um ato corajoso e necessário, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória nº 1.370, de 19 de junho de 2026, transformando o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) em requisito obrigatório para o exercício profissional da Medicina no país. Além de inaugurar um novo capítulo no debate sobre a avaliação da educação superior, esta é a primeira vez que uma política originalmente concebida para aferir a qualidade dos cursos de graduação impõe consequências diretas a um dos protagonistas do processo educacional: o estudante.

Em apertada síntese, o texto estabelece que a aprovação no exame passará a ser condição necessária para a inscrição nos Conselhos Regionais de Medicina e, consequentemente, para o exercício legal da profissão. Dessa forma, o Enamed passa a cumprir quatro funções: aferição da qualidade dos cursos; avaliação obrigatória da graduação em Medicina; instrumento de acesso à residência médica; e mecanismo de certificação profissional.

E é neste último ponto que está um dos méritos mais evidentes da MP: ela cria um estímulo concreto para o comprometimento dos estudantes com a avaliação. Desde o extinto Provão, criado no longínquo ano de 1995, um dos principais desafios consiste em assegurar o engajamento dos concluintes. Inúmeros são os casos de instituições tradicionais e nacionalmente reconhecidas que obtiveram conceitos insatisfatórios porque seus alunos optaram por desacreditar a avaliação. Sejam essas instituições públicas, sejam elas privadas.

É sabido que a qualidade de qualquer exame não depende apenas da sua elaboração técnica, mas também do grau de seriedade com que ele é encarado pelos participantes. Quando o resultado não produz consequências acadêmicas, profissionais ou institucionais, é natural que parte dos estudantes não atribua à avaliação a devida importância. Nesse cenário, o resultado final deixa de refletir os conhecimentos e competências desenvolvidos ao longo da formação.

Não por acaso, o setor privado de educação superior defende há muitos anos a inclusão da nota obtida pelo estudante no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) em seu histórico escolar. Trata-se de uma medida simples, mas com grande potencial para fortalecer o compromisso dos concluintes com a avaliação.

Contudo, agora está evidenciado que é possível ir além. A adoção do Enamed como instrumento de proficiência vai ampliar exponencialmente o grau de comprometimento do estudante com o exame, e as demais graduações não devem permanecer alheias a esse avanço. Pelo contrário.

Essa discussão ganha ainda mais importância quando se observa a centralidade da avaliação nas políticas públicas educacionais. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) foi concebido para produzir informações capazes de orientar melhorias institucionais, aperfeiçoar cursos e fortalecer a qualidade da oferta. Para que esse objetivo seja alcançado, é indispensável que os resultados reflitam, com a maior fidelidade possível, os conhecimentos absorvidos pelo egresso ao longo da sua trajetória acadêmica.

Isso é importante, inclusive, para que os cursos que efetivamente apresentam problemas de qualidade recebam a atenção necessária dos gestores públicos e sejam objeto de ações voltadas ao seu aprimoramento. É evidente que existem ofertas de baixa qualidade e que resultados insatisfatórios não podem ser atribuídos exclusivamente ao comportamento dos estudantes. Contudo, da forma como o processo avaliativo é conduzido atualmente, essa é uma distinção que está a cada dia mais complicada de ser feita.

Em outra frente, a Medida Provisória também contribui para reafirmar a autonomia e as atribuições exclusivas do Ministério da Educação nas questões relativas à oferta, à regulação e à avaliação da educação superior. São competências legalmente atribuídas ao órgão que, com frequência, tentam ser usurpadas por quem almeja extrapolar suas funções constitucionais para atuar em causa própria. A proposta de criação do Profimed (Exame Nacional de Proficiência em Medicina) é um claro exemplo de como instituições oportunistas e desconectadas do interesse público têm atuado no país.

E aqui cabe um adendo: o setor privado de educação superior não pactua com nenhuma medida nesse sentido. Pelo contrário, não se furta da responsabilidade de contribuir incansavelmente para o fortalecimento do órgão. A defesa da autonomia do MEC não decorre de conveniência circunstancial, mas da convicção de que políticas educacionais consistentes exigem coordenação estatal, previsibilidade regulatória e respeito às competências legalmente estabelecidas.

A experiência inaugurada pelo Enamed certamente suscitará debates legítimos sobre limites, competências e modelos avaliativos. Ela também oferece uma oportunidade valiosa para avançarmos em uma discussão que há muito tempo precisa ser enfrentada: como garantir que os estudantes reconheçam a importância das avaliações e participem delas com o mesmo comprometimento que a sociedade espera dos profissionais que em breve estarão no mercado de trabalho.

Ao que tudo indica, a resposta passa pela exigência de aprovação no exame governamental como requisito para o exercício profissional. Independentemente das discussões que essa medida ainda suscitará, o fundamental é que o país aproveite este momento para fortalecer a cultura da avaliação e reafirmar que qualidade acadêmica, responsabilidade profissional e compromisso com a aprendizagem são valores inseparáveis e inegociáveis.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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