Arquivo de investigação - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/investigacao/ Thu, 24 Sep 2026 11:56:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de investigação - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/investigacao/ 32 32 Operação Emboabas mira supermercado em Manaus em investigação sobre contrabando de ouro https://campinashoje.com/operacao-emboabas-mira-supermercado-em-manaus-em-investigacao-sobre-contrabando-de-ouro/2026/15330/ Thu, 24 Sep 2026 08:47:56 +0000 https://campinashoje.com/operacao-emboabas-mira-supermercado-em-manaus-em-investigacao-sobre-contrabando-de-ouro/2026/15330/ Ação da Polícia Federal e da Receita Federal apura esquema envolvendo mineração ilegal, lavagem de dinheiro e envio de ouro para a Europa; Justiça determinou sequestro de mais de R$ 5,7 bilhões em bens O Supermercado Nova Era, em Manaus (AM), foi alvo nesta quarta-feira (20) da Operação Emboabas, realizada pela Polícia Federal em conjunto […]

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Ação da Polícia Federal e da Receita Federal apura esquema envolvendo mineração ilegal, lavagem de dinheiro e envio de ouro para a Europa; Justiça determinou sequestro de mais de R$ 5,7 bilhões em bens

O Supermercado Nova Era, em Manaus (AM), foi alvo nesta quarta-feira (20) da Operação Emboabas, realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal. A ação investiga um suposto esquema criminoso envolvendo mineração ilegal, lavagem de dinheiro e contrabando de ouro para a Europa.

Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início após a prisão em flagrante de uma pessoa que transportava 35 quilos de ouro e que, conforme as apurações, pretendia entregar o material a dois norte-americanos, sócios de uma empresa sediada em Nova York.

A operação tem como objetivo desarticular uma organização suspeita de adquirir ouro extraído de terras indígenas e de leitos de rios com o uso de dragas. De acordo com as investigações, o grupo utilizaria documentos fraudulentos para declarar que o minério teria sido obtido a partir de permissões de lavra garimpeira regularmente constituídas.

As apurações também apontam que o principal investigado seria responsável pelo chamado “esquentamento” do ouro, utilizando um austríaco naturalizado brasileiro para dar aparência de legalidade ao minério. Segundo a PF, esse intermediário teria declarado possuir mais de R$ 20 bilhões em barras de ouro em um suposto país independente criado pelo próprio investigado.

No âmbito da operação, também foi determinada uma ordem de sequestro de bens que ultrapassa R$ 5,7 bilhões.

Os investigados poderão responder por crimes como usurpação de bens da União, organização criminosa, lavagem de dinheiro, extração ilegal de ouro, contrabando, falsidade ideológica e receptação qualificada, além de outros delitos que possam ser identificados durante o andamento das investigações.

A presença da Polícia Federal no Supermercado Nova Era foi confirmada pela assessoria da empresa. Em nota, o estabelecimento informou que a ação ocorreu na área administrativa e teve como finalidade, segundo a empresa, coletar informações relacionadas a exportações.

O Nova Era afirmou que disponibilizou acesso às documentações solicitadas e que está colaborando com a investigação. A empresa também declarou ter interesse em esclarecer os fatos e demonstrar que atua dentro da legalidade.

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MPSP pede investigação sobre suposta fraude de R$ 4,2 milhões envolvendo ValeCard e Grupo Monte Carlo https://campinashoje.com/mpsp-pede-investigacao-sobre-suposta-fraude-de-r-42-milhoes-envolvendo-valecard-e-grupo-monte-carlo/2026/15371/ Fri, 11 Sep 2026 18:08:51 +0000 https://campinashoje.com/mpsp-pede-investigacao-sobre-suposta-fraude-de-r-42-milhoes-envolvendo-valecard-e-grupo-monte-carlo/2026/15371/ Denúncia aponta possíveis irregularidades em abastecimentos e operações financeiras; grupo empresarial nega acusações e afirma que alegações já foram afastadas judicialmente O Ministério Público de São Paulo (MPSP) entrou na briga entre a ValeCard, empresa especializada em gestão de frotas e de benefícios como vale-alimentação e vale-refeição, contra o Grupo Monte Carlo, dono de uma […]

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Denúncia aponta possíveis irregularidades em abastecimentos e operações financeiras; grupo empresarial nega acusações e afirma que alegações já foram afastadas judicialmente

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) entrou na briga entre a ValeCard, empresa especializada em gestão de frotas e de benefícios como vale-alimentação e vale-refeição, contra o Grupo Monte Carlo, dono de uma transportadora e cerca de 70 postos de combustíveis em oito estados brasileiros.

O MP pediu que a Polícia Civil instaure um inquérito para apurar denúncias feitas pela ValeCard contra o Monte Carlo. A investigação, solicitada pelo promotor Evandro Ornelas Leal, de São José do Rio Preto (SP), apura a ocorrência de uma suposta fraude, cujo valor atingiria R$ 4,2 milhões.

De acordo com o MP, o caso foi distribuído ao Núcleo do 3º e 7º Distritos Policiais de São José do Rio Preto. A notícia-crime havia sido apresentada em 1º de julho pela Trivale Instituição de Pagamento, empresa responsável pela marca ValeCard. O Grupo Monte Carlo, porém, refuta as acusações (leia abaixo).

Segundo a denúncia feita pela ValeCard, os veículos da transportadora eram abastecidos nos postos da mesma empresa. Esse tipo de negócio é normal em companhias que possuem operações complementares.

Suposta fraude

Nesse caso, como resultado dos abastecimentos, a rede de postos ficava com um crédito a receber da transportadora. Segundo as acusações, esses créditos eram descontados com a ValeCard. Essa transação também é corriqueira. O problema é que, de acordo com a denúncia, ao menos parte dos abastecimentos não acontecia.

A Valecard aponta que uma auditoria realizada pela empresa constatou que um caminhão foi abastecido em São José do Rio Preto (SP), às 12h04. No mesmo dia, às 17h41 — ou seja, pouco menos de seis horas depois —, o mesmo veículo colocou combustível em Nova Mutum, no Mato Grosso, a pouco mais de 1,2 mil quilômetros de distância. O trajeto entre as duas cidades demoraria cerca de 20 horas.

Além disso, foram levantadas dúvidas sobre o volume de alguns abastecimentos. Uma picape com tanque com capacidade para 53 litros, por exemplo, teria recebido mais de 200 litros de combustível em poucos minutos.

Auditoria

De acordo com a ValeCard, a auditoria realizada pela empresa conferiu mais de 14 mil transações realizadas pelos caminhões. Isso no período entre 27 de abril de 2015 e 21 de outubro de 2016, num período de um ano e meio, portanto.

Desse total, diz a gestora de cartões, 4,6 mil operações ocorreram dentro da Rede Monte Carlo. Elas representaram cerca de um terço de todas as operações e mais de R$ 4,2 milhões movimentados em postos pertencentes ao mesmo grupo econômico. A análise identificou cerca de R$ 3 milhões em operações de antecipação financeira.

Na prática, portanto, a ValeCard acusa o Monte Carlo de, supostamente, usar operações de abastecimento dentro da própria rede para transformar créditos em “recebíveis financeiros”. Isso antes de a transportadora do grupo entrar em recuperação judicial, em 2016.

Negativa

A Monte Carlo, por sua vez, nega as acusações. A empresa acrescentou, em resposta a um pedido do Metrópoles, que “não foi citada, notificada, intimada ou sequer oficialmente comunicada sobre a existência de qualquer procedimento investigativo, seja na esfera criminal, civil ou administrativa, que tenha por objeto as supostas irregularidades mencionadas” em e-mail enviado pela reportagem.

“No que diz respeito às acusações da ValeCard, reafirmamos que todas as alegações de fraude, simulação de operações e existência de grupo econômico são absolutamente infundadas e já foram judicialmente rejeitadas”, diz o comunicado. “Conforme se extrai de decisões judiciais transitadas em julgado, a tese de suposto conluio entre a transportadora e a Rede Monte Carlo foi amplamente debatida e categoricamente afastada por ausência de comprovação.”

A Monte Carlo observa que a “mera coincidência na razão social das empresas não é suficiente para caracterizar fraude, abuso da personalidade jurídica ou grupo econômico, tal como já reconhecido pelo Poder Judiciário em diversas oportunidades”.

Demandas anteriores

De acordo com o grupo, a “ValeCard já foi judicialmente condenada em demandas anteriores, nas quais a Rede Monte Carlo obteve decisões favoráveis”. “Atualmente, tais processos encontram-se em fase de execução, justamente porque a ValeCard não cumpriu com as obrigações que lhe foram impostas, incluindo o repasse de valores devidos à Rede Monte Carlo”, acrescenta a nota.

Para a Monte Carlo, as “acusações da ValeCard não resistem ao mínimo crivo de veracidade e consistem em tentativa desesperada de transferir a terceiras responsabilidades que lhe são próprias, desconsiderando decisões judiciais desfavoráveis já consolidadas”.

O que acontece agora

A partir de agora, a Polícia Civil pode instaurar um inquérito e, uma vez concluída a investigação, o Ministério Público deve tomar uma entre três providências possíveis: 1) oferecer uma eventual denúncia à Justiça, iniciando um processo penal; 2) pedir novas diligências à polícia; 3) ou, caso as denúncias não sejam comprovadas, solicitar o arquivamento do caso.

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Prisão de ex-secretário de Geraldo Julio acende alerta entre investigados da Operação Barriga de Aluguel https://campinashoje.com/prisao-de-ex-secretario-de-geraldo-julio-acende-alerta-entre-investigados-da-operacao-barriga-de-aluguel/2026/15175/ Sat, 05 Sep 2026 19:14:36 +0000 https://campinashoje.com/prisao-de-ex-secretario-de-geraldo-julio-acende-alerta-entre-investigados-da-operacao-barriga-de-aluguel/2026/15175/ João Guilherme de Godoy Ferraz é apontado como operador ligado ao grupo do ex-prefeito e teria articulado contratos que somam mais de R$ 200 milhões com empreiteiras; investigação estava suspensa por decisão de Gilmar Mendes Informações do Blog do Manoel Medeiros A decretação da prisão preventiva do ex-secretário de Governo da Prefeitura do Recife, João […]

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João Guilherme de Godoy Ferraz é apontado como operador ligado ao grupo do ex-prefeito e teria articulado contratos que somam mais de R$ 200 milhões com empreiteiras; investigação estava suspensa por decisão de Gilmar Mendes

Informações do Blog do Manoel Medeiros

A decretação da prisão preventiva do ex-secretário de Governo da Prefeitura do Recife, João Guilherme de Godoy Ferraz, ontem, revelada em primeira mão pelo blog do jornalista Ricardo Antunes, acendeu o alerta de pânico entre os dezenas de investigados na Operação Barriga de Aluguel, do Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), trancada há sete meses por decisão monocrática de Gilmar Mendes. João Guilherme seria o principal operador do grupo do ex-prefeito Geraldo Julio que, apesar de muito discreto nos últimos anos, mantém relação de muita proximidade com o ex-prefeito João Campos (PSB), a quem chama de “amigo-irmão”.

Até ontem, no final da noite, a informação era de que João Guilherme não havia sido preso e que o vazamento do mandado poderia ter prejudicado a operação, que envolvia também buscas e apreensões. Uma das suspeitas é que ele tenha destruído provas no âmbito de investigações autorizadas pelo juiz federal da 13ª Vara do Recife, Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho. Há chance dele obter um habeas corpus nas próximas horas.

De acordo com fontes do Blog do Manoel Medeiros, e de documentos públicos, João Guilherme deixou o cargo na Prefeitura no final da gestão Geraldo Julio, de quem era braço direito, mas manteve e até mesmo ampliou sua participação nos bastidores da gestão do ex-prefeito João Campos (PSB).

A partir de sua articulação, a Prefeitura teria pago mais de R$ 200 milhões de reais – a maior parte sem licitação – a três empreiteiras ligadas ao mesmo empresário recifense, Carlos Augusto Góes Muniz. João Guilherme e Carlos Augusto têm relação de amizade muito próxima, quase familiar, pela própria ligação das suas famílias. Há registros em posse de órgãos de controle de diversas confraternizações dos dois em mansões no Litoral Sul do estado. A principal empresa de Goes, a Alca Engenharia, passou a faturar de forma mais significativa na primeira gestão de Geraldo Julio na Prefeitura (2013).

Outro ponto levado em consideração é que João Guilherme indicou seu primo, Osvaldo Hazin de Godoy, como ordenador de despesas da Secretaria de Saúde do Recife na gestão João Campos, especificamente na área de infraestrutura, por onde passavam os boletins de medição das empreiteiras. No caso da Saúde, as investigações também foram remetidas aos órgãos federais, já que envolvem recursos SUS. Há procedimentos no TCU, na Polícia Federal e no Ministério Público Federal.

O primo de João Guilherme foi mantido por João Campos na gestão municipal, tendo sido promovido pelo ex-prefeito a secretário-executivo de Inovação Urbana, onde está nomeado até hoje.

A decretação da prisão de João Guilherme de Godoy Ferraz, advogado, 50 anos, pode representar um avanço significativo na revelação de corrupção sistêmica nas gestões do Partido Socialista Brasileiro na Prefeitura do Recife e no governo de Pernambuco. Ele foi investigado em outras operações, a exemplo de atuações da Polícia Federal em torno da compra de respiradores de porcos na pandemia, além de ter sido alvo recentemente da Operação Check-list, que trata de pagamentos de propinas pela contratação de empresas de terceirização.

Um outro primo de João Guilherme, Luciano Cyreno Ferraz, seria outra ponta solta: ele foi alvo da Operação Articulata, com foco na relação entre o também homem forte das gestões do PSB Renato Xavier Thiebaut e o empresário do setor gráfico Sebastião Figueiroa. O primo de João Guilherme participaria do esquema, segundo o Ministério Público Federal, a partir de uma empresa de terraplanagem (Meta). A Operação Articulata tratou de contratos assinados na gestão estadual do ex-governador Paulo Câmara.

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Bastidores da Demissão de Rodrigo Bocardi: Acusações de Ética e Investigações na Globo https://campinashoje.com/bastidores-da-demissao-de-rodrigo-bocardi-acusacoes-de-etica-e-investigacoes-na-globo/2025/13224/ Wed, 05 Feb 2025 17:03:33 +0000 https://campinashoje.com/bastidores-da-demissao-de-rodrigo-bocardi-acusacoes-de-etica-e-investigacoes-na-globo/2025/13224/ O jornalista Felipeh Campos fez um pronunciamento no programa Pânico, da Jovem Pan, no dia 31 de janeiro, trazendo informações inéditas sobre a saída de Rodrigo Bocardi da TV Globo. Segundo Felipeh, os bastidores do desligamento do apresentador do Bom Dia São Paulo envolvem questões muito além do que foi divulgado oficialmente pela emissora. A […]

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O jornalista Felipeh Campos fez um pronunciamento no programa Pânico, da Jovem Pan, no dia 31 de janeiro, trazendo informações inéditas sobre a saída de Rodrigo Bocardi da TV Globo. Segundo Felipeh, os bastidores do desligamento do apresentador do Bom Dia São Paulo envolvem questões muito além do que foi divulgado oficialmente pela emissora.

A Globo alegou que Bocardi foi demitido por descumprir normas éticas do jornalismo da casa. Em empresas jornalísticas, as regras de compliance costumam ser ainda mais rigorosas para garantir a credibilidade da informação.

Felipeh Campos relembrou que Bocardi já havia sido alvo de acusações de assédio moral, mantinha uma relação difícil com colegas de trabalho e teria influenciado na demissão de Dony De Nuccio. Além disso, Campos afirmou no programa que Rodrigo Bocardi possuía uma empresa de comunicação e utilizava sua posição para negociar acordos com políticos. Segundo ele, o jornalista barrava pautas que poderiam prejudicar seus possíveis clientes.

A Globo teria iniciado uma investigação rigorosa para identificar outros envolvidos no esquema. Fontes indicam que a empresa de Bocardi também atuava na remoção de conteúdos da internet, facilitando a boa relação com políticos e outras figuras públicas que poderiam ser mencionadas no jornal matinal. Supostamente, o jornalista revisava as pautas e as mantinha em stand-by, solicitando ajustes ou novas fontes para ganhar tempo e negociar diretamente com os citados na reportagem, removendo provas e eliminando conteúdos dos próprios arquivos da Globo e de outros veículos.

Agora, a emissora avalia os danos à sua credibilidade e se há base para uma possível ação judicial contra Bocardi. Qualquer decisão será tomada apenas após a conclusão dessa análise, que envolve a revisão de arquivos, e-mails, conversas e outros elementos que possam consolidar as acusações. Internamente, uma apuração detalhada já foi iniciada para verificar se o jornalista utilizou sua posição para benefício próprio ou de terceiros – seja por meio de reportagens, sugestões de pauta ou comentários durante os telejornais. Caso as denúncias sejam confirmadas, isso configuraria uma grave infração ética.

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Conflitos, infidelidade e pressão para formalizar a união: o que a suspeita de envenenar o namorado com brigadeirão revelou em depoimento à polícia. https://campinashoje.com/conflitos-infidelidade-e-pressao-para-formalizar-a-uniao-o-que-a-suspeita-de-envenenar-o-namorado-com-brigadeirao-revelou-em-depoimento-a-policia/2024/12718/ Mon, 03 Jun 2024 11:40:13 +0000 https://campinashoje.com/conflitos-infidelidade-e-pressao-para-formalizar-a-uniao-o-que-a-suspeita-de-envenenar-o-namorado-com-brigadeirao-revelou-em-depoimento-a-policia/2024/12718/ Júlia Pimenta, suspeita de matar Luiz Marcelo Ormond, prestou depoimento à polícia. No momento ela está foragida.

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Júlia Pimenta, suspeita de assassinar o empresário Luiz Marcelo Ormond, prestou depoimento sobre a morte do namorado no dia 22, dois dias após o corpo dele ser encontrado em avançado estado de decomposição. De acordo com o delegado responsável, ela demonstrou extrema frieza ao falar sobre o caso.

O programa Fantástico exibiu trechos exclusivos do depoimento e revelou detalhes da trama que culminou na morte de Luiz Marcelo.

Liberada por falta de base legal para a prisão no momento do depoimento, Júlia está foragida.

O relacionamento Júlia Pimenta e Luiz Marcelo tiveram um relacionamento entre 2013 e 2017. O namoro foi oficializado apenas em 2023. Em abril, eles passaram a morar juntos em um apartamento na Zona Norte do Rio de Janeiro. Na mesma época, o casal anunciou que estava casado.

As brigas começaram logo depois. “Eu percebi que ele estava muito cansado, muito estressado. E quando ele voltava no almoço, ele apagava”, relatou Júlia.

“Ele sempre dizia que brigava muito com ela. Ele tinha medo de casar por causa dos bens dele, temendo uma separação”, revelou um amigo de Marcelo que preferiu não se identificar.

Outra testemunha afirmou que Júlia pressionava o namorado por uma união estável. O namoro, no entanto, acabou em menos de um mês.

Em seu depoimento à polícia, Júlia contou que a separação foi motivada por uma traição de Marcelo.

“Eu vi que enquanto eu estava dormindo, ele ficava em bate-papo. Provavelmente procurando p*. Aí descobri que tinha um Instagram fake. Aí teve briga. Eu falei que queria ir embora”, disse ela no depoimento.

Ela afirmou ter deixado o apartamento no dia 20 de maio, mas a versão foi refutada pelas investigações da Polícia Civil.

 

O corpo 

No mesmo dia da suposta separação, os vizinhos sentiram um forte cheiro e chamaram os bombeiros. O corpo de Luiz Marcelo foi encontrado no sofá do apartamento em avançado estado de decomposição.

A perícia afirma que a morte ocorreu entre três e seis dias antes. Os investigadores suspeitam que a vítima tenha comido um brigadeirão envenenado por Júlia. Ainda não há um laudo conclusivo sobre a causa da morte.

Luiz Marcelo aparece carregando a sobremesa em imagens do dia 17 de maio, três dias antes do corpo ser encontrado.

“Ela teria permanecido no apartamento da vítima com o cadáver por cerca de 3 a 4 dias. Lá, teria se alimentado e até descido para a academia, se exercitado e retornado ao apartamento”, contou Marcos Buss, delegado de polícia.

 

Elevador

As câmeras do elevador do condomínio foram essenciais para esclarecer a dinâmica do crime. As imagens mostram as últimas horas de Luiz Marcelo com vida. Ele beija Júlia e o casal conversa com uma vizinha:

“Ele estava estranho, sem o sorriso de sempre, com um olhar distante e triste”, contou Juliana Viana à reportagem.

Nos dias seguintes, Júlia aparece sozinha no elevador, seguindo sua rotina usual. No sábado, 18 de maio, ela leva objetos para o porta-malas do carro de Luiz Marcelo. Na segunda-feira, 20 de maio, aparece com dois celulares e pega o cartão do banco de uma conta conjunta com Luiz Marcelo.

 

Motivação 

Para o delegado responsável pela investigação, o crime teve motivação econômica.

“Temos indícios de que Júlia estava em processo de formalização de uma união estável com a vítima, mas ele desistiu. Isso reforça a hipótese de homicídio e não de um latrocínio, já que o plano inicial parecia ser eliminar a vítima após a formalização da união”, explicou.

 

Envenenamento

Júlia teria comprado medicamentos de uso controlado dias antes da morte do namorado.

A suspeita de envenenamento ganhou força após a prisão de Suyany Breschack, suspeita de envolvimento no caso.

“Ela me disse: ‘Não estou mais aguentando esse porco, esse nojento, eu vou matar ele'”, contou Suyany em depoimento.

À polícia, Suyany relatou que realizava limpeza espiritual para Júlia.

“Ela pedia banhos e limpezas para que ele [Luiz Marcelo] não descobrisse que ela estava fazendo programa, nem a mãe dela”, continuou.

Suyany disse também que Júlia devia quase 400 mil reais a ela. Após o crime, Júlia teria confessado ter matado Marcelo com o medicamento Dimorf, colocado moído no brigadeirão servido ao namorado.

Suyany revelou que Júlia entregou o carro de Luiz Marcelo a ela como parte do pagamento da dívida. No veículo, estavam vários objetos da vítima, como um computador e armas legalizadas.

“A Suyany trabalha com cartas e búzios e a Júlia era cliente dela. A Suyany é inocente e não está envolvida nos fatos criminosos”, afirmou Cleison Rocha, advogado de Suyany.

O carro foi entregue a Victor Ernesto de Souza, ex-namorado de Suyany, que está preso por receptação.

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Prefeito de Ferraz de Vasconcelos é acusado de fraudar licitações e causar prejuízo de R$ 15 milhões https://campinashoje.com/prefeito-de-ferraz-de-vasconcelos-e-acusado-de-fraudar-licitacoes-e-causar-prejuizo-de-r-15-milhoes/2015/14681/ Fri, 04 Dec 2015 14:49:00 +0000 https://campinashoje.com/prefeito-de-ferraz-de-vasconcelos-e-acusado-de-fraudar-licitacoes-e-causar-prejuizo-de-r-15-milhoes/2015/14681/ Operação do Gaeco cumpriu mandados na prefeitura e nas residências dos investigados; bens e documentos foram apreendidos Promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram, nesta sexta-feira, 4, mandados de busca e apreensão na prefeitura de Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana, e também nas casas do prefeito Acir Filló […]

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Operação do Gaeco cumpriu mandados na prefeitura e nas residências dos investigados; bens e documentos foram apreendidos

Promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram, nesta sexta-feira, 4, mandados de busca e apreensão na prefeitura de Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana, e também nas casas do prefeito Acir Filló dos Santos (PSDB), do secretário

Todos são acusados de montar uma quadrilha para fraudar licitações e lesar os cofres públicos em pelo menos R$ 15 milhões. Policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) deram apoio à operação. 

A Justiça determinou a apreensão de documentos, computadores, relógios, joias, dinheiro, carros e todos os bens adquiridos com dinheiro supostamente ilícito na residência dos suspeitos. Na casa do prefeito, foram apreendidos cerca de R$ 7 mil em dinheiro.

Na casa da secretária de segurança e mobilidade, Elizabeth Soliman Evangelista, foi apreendida uma arma sem registro. Ela, que é sogra de Lima Dias e coronel da Polícia Militar aposentada, foi levada à delegacia da cidade para o registro do caso.

Os promotores suspeitam que a Nova Opção foi criada pelo próprio secretário Lima Dias, que teria colocado um casal de amigos como laranjas do esquema. Dias financiou a campanha do atual prefeito e tem passagem na polícia por tráfico de drogas, clonagem de cartões e associação para o tráfico. Segundo o Gaeco, Lima Dias tem um salário mensal de R$ 11 mil e mora em uma casa, em Arujá, avaliada em R$ 2,5 milhões. Ele não foi localizado para comentar as acusações.

Em nota, a prefeitura de Ferraz de Vasconcelos informou que “o corpo jurídico vai analisar o processo e impetrar os recursos judiciais necessários, para que o prefeito da cidade reassuma o cargo. Neste período quem assume o posto de administrador do município é o vice-prefeito José Izidro Neto.” 

 

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