Arquivo de ética - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/etica/ Wed, 09 Sep 2026 14:32:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de ética - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/etica/ 32 32 IA na educação: entre a inovação e a responsabilidade https://campinashoje.com/ia-na-educacao-entre-a-inovacao-e-a-responsabilidade/2026/15210/ Wed, 09 Sep 2026 14:32:19 +0000 https://campinashoje.com/ia-na-educacao-entre-a-inovacao-e-a-responsabilidade/2026/15210/ Diretrizes do CNE estabelecem parâmetros para o uso da inteligência artificial nas escolas e universidades, com foco em aprendizagem, ética e proteção de estudantes Coluna Janguiê Diniz A inteligência artificial (IA) já faz parte da realidade educacional. Ela está presente nas pesquisas realizadas pelos estudantes, na preparação de aulas e em diferentes atividades acadêmicas e […]

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Diretrizes do CNE estabelecem parâmetros para o uso da inteligência artificial nas escolas e universidades, com foco em aprendizagem, ética e proteção de estudantes

Coluna Janguiê Diniz

A inteligência artificial (IA) já faz parte da realidade educacional. Ela está presente nas pesquisas realizadas pelos estudantes, na preparação de aulas e em diferentes atividades acadêmicas e administrativas. Nesse contexto, proibir a sua utilização seria tão inadequado quanto permitir a sua aplicação sem critérios claros e objetivos. Por isso, a aprovação, pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), das Diretrizes Orientadoras para a Utilização da Inteligência Artificial na Educação Brasileira representa um passo fundamental para adequar a formação oferecida no país às exigências e evoluções do nosso tempo.

O documento abrange todos os níveis e formatos de ensino. Seu mérito inicial está em reconhecer que a tecnologia deve permanecer subordinada às finalidades educacionais. A IA pode ampliar possibilidades de aprendizagem, apoiar o trabalho docente, favorecer a acessibilidade e contribuir para a gestão, mas não deve substituir o julgamento, a responsabilidade e a mediação das pessoas.

Ao mesmo tempo, o documento não ignora que os estudantes precisam ser preparados para compreender a tecnologia que já influencia a vida social e profissional. A proposta prevê a integração progressiva da inteligência artificial à educação digital, midiática e computacional. Isso envolve conhecer o papel dos dados, identificar riscos, limitações e vieses, reconhecer conteúdos sintéticos e situações de desinformação, verificar fontes e desenvolver autonomia intelectual, cidadania digital e comportamento ético.

Na educação básica, as diretrizes estabelecem cuidados com as crianças e os adolescentes. Até o 5º ano, os estudantes não deverão ter acesso direto, autônomo ou sem supervisão a ferramentas de IA, especialmente às aplicações generativas, conversacionais, preditivas ou adaptativas. Quando utilizadas, elas deverão integrar atividades mediadas por profissionais da educação, com proteção reforçada dos dados pessoais e comunicação às famílias.

Na educação superior, os desdobramentos são ainda mais amplos. As instituições terão o desafio de integrar a IA à formação acadêmica sem permitir que ela enfraqueça a autoria, o pensamento crítico ou a responsabilidade intelectual. A tecnologia poderá ser estudada em si mesma e empregada como apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão, respeitando as Diretrizes Curriculares Nacionais, os projetos pedagógicos dos cursos e as particularidades das diferentes áreas do conhecimento.

Trata-se de um encaminhamento essencial, pois preparar os estudantes para o mercado de trabalho contemporâneo passa, necessariamente, pelo desenvolvimento da capacidade de compreender as possibilidades e limitações desses sistemas, utilizar dados de maneira responsável e reconhecer as implicações éticas, jurídicas e sociais de suas escolhas.

Nesse processo, as licenciaturas ocupam posição estratégica. A formação dos futuros professores deverá abordar o letramento digital docente, o uso pedagógico das tecnologias emergentes, a análise crítica de dados educacionais, a avaliação apoiada por recursos digitais e os aspectos éticos envolvidos. Sempre que possível, esses conhecimentos deverão dialogar com o estágio supervisionado, a extensão e a pesquisa.

Também caberá às instituições de educação superior estabelecer políticas para o uso da IA no ensino, na pesquisa, na extensão e na gestão acadêmica. Será necessário definir parâmetros sobre transparência, autoria, integridade acadêmica, proteção de direitos, declaração do uso da tecnologia e prevenção de condutas incompatíveis com a honestidade intelectual.

A classificação das aplicações em diferentes níveis de risco é outro avanço. Quanto maior o potencial de uma ferramenta interferir em avaliações, certificações, permanência, seleção, benefícios ou sanções, mais rigorosas deverão ser as exigências de transparência, documentação, supervisão e controle. 

Nesse sentido, algumas práticas serão incompatíveis com a educação, entre elas a pontuação social, a inferência automatizada de emoções, a vigilância biométrica contínua, a exploração de vulnerabilidades e a atribuição automática de notas a produções autorais que exijam interpretação. Detectores de conteúdo gerado por IA, por sua vez, não poderão fundamentar isoladamente punições acadêmicas ou disciplinares. Dessa forma, as diretrizes preservam a autonomia institucional, mas deixam claro que autonomia não significa ausência de responsabilidade. 

O novo marco não traz respostas definitivas para uma transformação que seguirá impondo desafios. Oferece, entretanto, algo essencial: princípios para que a inovação avance com segurança, equidade e propósito pedagógico. Ao colocar a inteligência artificial a serviço da aprendizagem e manter as pessoas no centro das decisões, o CNE ajuda a educação brasileira a olhar para o futuro sem abandonar valores que dão sentido à formação humana.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Bastidores da Demissão de Rodrigo Bocardi: Acusações de Ética e Investigações na Globo https://campinashoje.com/bastidores-da-demissao-de-rodrigo-bocardi-acusacoes-de-etica-e-investigacoes-na-globo/2025/13224/ Wed, 05 Feb 2025 17:03:33 +0000 https://campinashoje.com/bastidores-da-demissao-de-rodrigo-bocardi-acusacoes-de-etica-e-investigacoes-na-globo/2025/13224/ O jornalista Felipeh Campos fez um pronunciamento no programa Pânico, da Jovem Pan, no dia 31 de janeiro, trazendo informações inéditas sobre a saída de Rodrigo Bocardi da TV Globo. Segundo Felipeh, os bastidores do desligamento do apresentador do Bom Dia São Paulo envolvem questões muito além do que foi divulgado oficialmente pela emissora. A […]

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O jornalista Felipeh Campos fez um pronunciamento no programa Pânico, da Jovem Pan, no dia 31 de janeiro, trazendo informações inéditas sobre a saída de Rodrigo Bocardi da TV Globo. Segundo Felipeh, os bastidores do desligamento do apresentador do Bom Dia São Paulo envolvem questões muito além do que foi divulgado oficialmente pela emissora.

A Globo alegou que Bocardi foi demitido por descumprir normas éticas do jornalismo da casa. Em empresas jornalísticas, as regras de compliance costumam ser ainda mais rigorosas para garantir a credibilidade da informação.

Felipeh Campos relembrou que Bocardi já havia sido alvo de acusações de assédio moral, mantinha uma relação difícil com colegas de trabalho e teria influenciado na demissão de Dony De Nuccio. Além disso, Campos afirmou no programa que Rodrigo Bocardi possuía uma empresa de comunicação e utilizava sua posição para negociar acordos com políticos. Segundo ele, o jornalista barrava pautas que poderiam prejudicar seus possíveis clientes.

A Globo teria iniciado uma investigação rigorosa para identificar outros envolvidos no esquema. Fontes indicam que a empresa de Bocardi também atuava na remoção de conteúdos da internet, facilitando a boa relação com políticos e outras figuras públicas que poderiam ser mencionadas no jornal matinal. Supostamente, o jornalista revisava as pautas e as mantinha em stand-by, solicitando ajustes ou novas fontes para ganhar tempo e negociar diretamente com os citados na reportagem, removendo provas e eliminando conteúdos dos próprios arquivos da Globo e de outros veículos.

Agora, a emissora avalia os danos à sua credibilidade e se há base para uma possível ação judicial contra Bocardi. Qualquer decisão será tomada apenas após a conclusão dessa análise, que envolve a revisão de arquivos, e-mails, conversas e outros elementos que possam consolidar as acusações. Internamente, uma apuração detalhada já foi iniciada para verificar se o jornalista utilizou sua posição para benefício próprio ou de terceiros – seja por meio de reportagens, sugestões de pauta ou comentários durante os telejornais. Caso as denúncias sejam confirmadas, isso configuraria uma grave infração ética.

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