Arquivo de ensino superior - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/ensino-superior/ Tue, 19 May 2026 17:23:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de ensino superior - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/ensino-superior/ 32 32 Consulta pública do CNE sobre licenciaturas semipresenciais fortalece debate democrático na educação https://campinashoje.com/consulta-publica-do-cne-sobre-licenciaturas-semipresenciais-fortalece-debate-democratico-na-educacao/2026/14426/ Tue, 19 May 2026 17:23:02 +0000 https://campinashoje.com/consulta-publica-do-cne-sobre-licenciaturas-semipresenciais-fortalece-debate-democratico-na-educacao/2026/14426/ Janguiê Diniz defende alinhamento regulatório entre ensino presencial e EAD e destaca importância da escuta pública na definição das novas diretrizes educacionais Coluna Janguiê Diniz Em mais uma decisão acertada, o Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu submeter à consulta pública a definição dos percentuais de presencialidade dos cursos de licenciatura ofertados no formato semipresencial. […]

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Janguiê Diniz defende alinhamento regulatório entre ensino presencial e EAD e destaca importância da escuta pública na definição das novas diretrizes educacionais

Coluna Janguiê Diniz

Em mais uma decisão acertada, o Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu submeter à consulta pública a definição dos percentuais de presencialidade dos cursos de licenciatura ofertados no formato semipresencial. A medida representa um gesto de maturidade institucional e compromisso democrático com a construção das políticas públicas educacionais. 

Em um cenário marcado por intensas transformações regulatórias, ouvir a sociedade, as instituições de educação superior, especialistas, entidades representativas e os próprios profissionais da educação é não apenas prudente, mas essencial para a construção de diretrizes equilibradas, viáveis e coerentes com a realidade brasileira.

A medida ganha ainda mais relevância quando observamos o contexto recente de reorganização da política nacional de educação a distância. O Decreto nº 12.456, de 19 de maio de 2025, promoveu mudanças profundas na organização dos formatos educacionais. Entre elas, a vedação de oferta integralmente a distância para as licenciaturas e a definição de 40% de presencialidade para os cursos semipresenciais.

Contudo, as atuais Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para a formação inicial de professores estabelecem outros parâmetros. Enquanto o novo marco regulatório da EAD passou a trabalhar com a lógica do formato semipresencial estruturado a partir de percentuais mínimos de atividades presenciais e síncronas mediadas, a regulamentação das licenciaturas exige 50% de presencialidade, criando um descompasso normativo que gera insegurança jurídica e dúvidas operacionais para as instituições de ensino.

Nesse contexto, a iniciativa do CNE de abrir consulta pública demonstra disposição para construir convergência regulatória. Mais do que um debate sobre números, a expectativa é de que o processo resulte no alinhamento de duas políticas públicas. Esta é uma medida relevante, ainda que o decreto reconheça a sobreposição das DCNs em situações de divergência.

Por isso, é falaciosa a narrativa de que o Decreto nº 12.456/2025 enfraqueceu a formação docente. Pelo contrário. O texto buscou consolidar uma política de educação a distância orientada pela qualidade acadêmica, pela valorização da docência e pelo fortalecimento das experiências formativas presenciais e síncronas. Trata-se de um posicionamento essencial para assegurar qualidade sem ignorar a diversidade territorial, social e econômica do Brasil.

Cabe ressaltar que alterações em percentuais de presencialidade produzem impactos concretos sobre acesso, permanência e sustentabilidade da oferta educacional. Um aumento excessivo das atividades presenciais pode dificultar o ingresso e a continuidade de milhares de estudantes que vivem longe dos grandes centros urbanos, trabalham em tempo integral ou dependem da flexibilidade proporcionada pela educação mediada pela tecnologia. Ao mesmo tempo, é legítima a preocupação com a necessidade de experiências práticas, interação pedagógica qualificada e fortalecimento da identidade docente durante o processo formativo.

Por isso, a consulta pública se apresenta como um caminho adequado. Ela permite que o debate saia do campo das disputas ideológicas simplificadas e avance para uma discussão técnica, baseada em evidências, experiências institucionais e compreensão das diferentes realidades do país. A formação de professores é complexa demais para ser conduzida a partir de decisões unilaterais ou construídas sem ampla escuta social.

Outro aspecto positivo consiste no reconhecimento de que políticas educacionais precisam ser harmônicas. O Brasil viveu, nos últimos anos, diversas alterações regulatórias no campo da educação superior. Muitas vezes, essas mudanças foram implementadas sem a devida articulação entre decretos, portarias, diretrizes curriculares e instrumentos de avaliação. O resultado foi um ambiente de instabilidade regulatória que dificultou o planejamento institucional e gerou insegurança jurídica para o setor educacional.

Também merece destaque o fato de que a própria abertura da consulta pública reforça o papel do Conselho Nacional de Educação como instância de mediação qualificada entre governo, sociedade e sistema educacional. Em tempos de polarização e radicalização de debates, optar pela escuta e pela construção coletiva representa uma maturidade institucional importante. Não se trata de abrir mão da regulação, mas de fortalecê-la a partir da legitimidade do diálogo.

A educação brasileira precisa superar a lógica das falsas dicotomias. Presencialidade e tecnologia não são conceitos incompatíveis. Qualidade e flexibilidade também não. O desafio contemporâneo consiste exatamente em construir modelos híbridos capazes de combinar experiências formativas robustas, acompanhamento pedagógico efetivo, desenvolvimento de competências profissionais e ampliação do acesso educacional.

Nesse sentido, a consulta pública promovida pelo CNE deve ser celebrada não apenas pelo seu conteúdo imediato, mas pelo método adotado. Escutar antes de decidir é sempre um sinal positivo. Especialmente quando se trata de um tema tão sensível quanto a formação dos futuros professores brasileiros.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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IA na educação exige política de Estado para garantir soberania tecnológica e formação crítica, defende Janguiê Diniz https://campinashoje.com/ia-na-educacao-exige-politica-de-estado-para-garantir-soberania-tecnologica-e-formacao-critica-defende-janguie-diniz/2026/14376/ Fri, 15 May 2026 20:13:44 +0000 https://campinashoje.com/ia-na-educacao-exige-politica-de-estado-para-garantir-soberania-tecnologica-e-formacao-critica-defende-janguie-diniz/2026/14376/ Em artigo, presidente da ABMES elogia diretrizes do CNE sobre inteligência artificial na educação, mas alerta para a falta de uma estratégia nacional robusta diante do avanço global da tecnologia Coluna Janguiê Diniz A submissão à consulta pública das Diretrizes Orientadoras para a Utilização da Inteligência Artificial na Educação Brasileira, pelo Conselho Nacional de Educação […]

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Em artigo, presidente da ABMES elogia diretrizes do CNE sobre inteligência artificial na educação, mas alerta para a falta de uma estratégia nacional robusta diante do avanço global da tecnologia

Coluna Janguiê Diniz

A submissão à consulta pública das Diretrizes Orientadoras para a Utilização da Inteligência Artificial na Educação Brasileira, pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), representa um passo importante, ainda que inicial, na construção de uma política educacional sobre inteligência artificial no país. O documento parte da premissa acertada de que a IA não pode mais ser tratada como um fenômeno periférico, tampouco como mera curiosidade tecnológica. Afinal, ela já está reorganizando a produção do conhecimento, as formas de aprendizagem, os modelos de avaliação e a gestão acadêmica, além da percepção contemporânea sobre formação humana. 

Neste sentido, talvez o maior mérito da proposta apresentada pelo CNE esteja na prudência regulatória adotada. Em vez de criar um conjunto rígido de normas, o parecer é composto por diretrizes orientadoras, princípios gerais e recomendações de boas práticas, preservando a autonomia pedagógica das instituições de ensino e reconhecendo a velocidade com que a tecnologia se transforma. Trata-se de uma escolha inteligente, pois o excesso de regulamentação poderia resultar na caducidade da normativa antes mesmo da sua entrada em vigor.

O documento também acerta ao reafirmar a centralidade da mediação humana no processo educacional: a IA deve atuar como ferramenta complementar, jamais substitutiva da atuação docente. Merece elogio, ainda, a preocupação com aspectos como proteção de dados, ética digital, transparência algorítmica, inclusão e desenvolvimento da autonomia intelectual dos estudantes. O parecer demonstra sensibilidade institucional ao evidenciar que a discussão sobre inteligência artificial não é apenas tecnológica, mas profundamente pedagógica, social e civilizatória.

Seguindo essa compreensão de que a IA não deve ser resumida a uma ferramenta operacional, o texto é assertivo ao defender a inclusão do ensino sobre inteligência artificial nos currículos da educação básica e da educação superior. Essa medida é relevante porque desloca o debate do simples “uso da tecnologia” para a formação de competências cognitivas, críticas e profissionais compatíveis com o século XXI.

Contudo, apesar dos acertos constantes do documento, é impossível não perceber uma inquietante timidez por parte do Estado brasileiro. O parecer do CNE é importante, mas ele surge quase como uma iniciativa isolada dentro de um cenário nacional ainda marcado pela ausência de uma visão sistêmica sobre inteligência artificial e educação.

O contraste internacional torna essa percepção ainda mais evidente. Enquanto o Brasil debate diretrizes orientadoras, e ainda hesita em transformar a inteligência artificial em política pública estruturante, a China já opera em outro patamar. O recém-lançado Plano de Ação IA + Educação 2030, publicado por cinco órgãos governamentais, não trata a IA apenas como ferramenta pedagógica, mas como política de desenvolvimento humano, econômico, científico e geopolítico.

O plano chinês estabelece metas para integração da IA em todos os níveis educacionais até 2030, envolvendo currículo, formação docente, infraestrutura computacional, plataformas públicas de dados, modernização da pesquisa científica, sistemas inteligentes de avaliação e políticas massivas de alfabetização em IA para toda a população.

Esse planejamento, ousado e a curto-prazo, ressalta-se, mostra que a China compreendeu que inteligência artificial não se constitui em inovação tecnológica apenas, mas em um projeto de Estado. O documento chinês fala explicitamente em soberania tecnológica, construção de ecossistema nacional de IA, fortalecimento de talentos estratégicos e criação de infraestrutura pública de inteligência artificial para educação. Em outras palavras, não se trata somente de usar plataformas existentes, mas de construir capacidade nacional de produção tecnológica e domínio intelectual sobre o futuro.

No Brasil, infelizmente, ainda estamos muito distantes dessa compreensão estratégica. A quase inexistência de referências robustas à inteligência artificial no novo Plano Nacional de Educação é sintoma eloquente desse atraso. Embora o documento mencione educação digital em alguns pontos, a IA aparece de forma periférica, difusa e sem densidade estratégica compatível com a dimensão da transformação em curso. Não há metas estruturantes claras sobre formação docente em IA, desenvolvimento de infraestrutura, alfabetização algorítmica, pesquisa aplicada ou políticas públicas de soberania tecnológica educacional.

Essa ausência é especialmente preocupante porque a inteligência artificial deixou de ser uma promessa de futuro para se consolidar como uma força estruturante do presente. Trata-se de uma transformação capaz de redefinir modelos econômicos, relações de trabalho, produção de conhecimento e dinâmicas de poder em escala global. Nesse contexto, os países que não compreenderem rapidamente a centralidade dessa agenda estarão sujeitos a um processo profundo de dependência tecnológica, intelectual e econômica, com impactos sem precedentes na história contemporânea. Em outras palavras, mais do que uma discussão sobre ferramentas ou inovação digital, trata-se de um desafio essencialmente formativo.

Estamos, portanto, diante de uma disputa que transcende a dimensão tecnológica e alcança aspectos centrais da soberania das nações, como linguagem, pensamento, criatividade, autonomia intelectual e capacidade produtiva. Os países que estruturarem políticas consistentes para a inserção da IA na educação terão condições de formar profissionais, pesquisadores e cidadãos preparados para liderar os processos de transformação das próximas décadas. Em contrapartida, aqueles que negligenciarem essa agenda correm o risco de ocupar uma posição periférica, limitada ao consumo passivo de tecnologias, plataformas e soluções desenvolvidas por terceiros, aprofundando relações de dependência econômica, científica e estratégica.

Voltando ao contexto brasileiro, o parecer construído pelo CNE merece reconhecimento. Em um ambiente institucional ainda hesitante, ele representa um avanço significativo. Embora embrionário, inaugura uma discussão séria, técnica e equilibrada sobre o uso e as aplicações da inteligência artificial na educação; e faz isso com maturidade regulatória, evitando tanto o deslumbramento acrítico quanto o proibicionismo improdutivo.

Contudo, talvez seja o momento de o Brasil abandonar essa postura meramente reativa e compreender que não basta regular o uso da inteligência artificial. Ela precisa ser abraçada como estratégia de desenvolvimento, e adotada como política de Estado voltada à formação das pessoas, à competitividade econômica, à soberania científica e tecnológica e à capacidade de o país participar, efetivamente, da economia do conhecimento. Afinal, a questão não é mais se a inteligência artificial fará parte da educação brasileira, pois isso já aconteceu, mas se o Brasil irá adotá-la apenas como tecnologia importada de consumo imediato ou como instrumento estratégico de construção do seu próprio futuro.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

 

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Janguiê Diniz defende inclusão do Fies no Desenrola 2.0 como “segunda chance” para estudantes endividados https://campinashoje.com/janguie-diniz-defende-inclusao-do-fies-no-desenrola-2-0-como-segunda-chance-para-estudantes-endividados/2026/14324/ Fri, 08 May 2026 15:02:56 +0000 https://campinashoje.com/janguie-diniz-defende-inclusao-do-fies-no-desenrola-2-0-como-segunda-chance-para-estudantes-endividados/2026/14324/ Empresário e presidente da ABMES afirma que renegociação de dívidas fortalece o acesso ao ensino superior, reduz desigualdades e devolve oportunidades a milhares de brasileiros Coluna Janguiê Diniz* Poucos dias depois de sancionar o novo Plano Nacional de Educação (PNE) com metas mais ambiciosas para a educação superior do que o documento anterior, o governo […]

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Empresário e presidente da ABMES afirma que renegociação de dívidas fortalece o acesso ao ensino superior, reduz desigualdades e devolve oportunidades a milhares de brasileiros

Coluna Janguiê Diniz*

Poucos dias depois de sancionar o novo Plano Nacional de Educação (PNE) com metas mais ambiciosas para a educação superior do que o documento anterior, o governo federal acertou em cheio em outra decisão estratégica para o futuro do país: a inclusão dos inadimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) na nova edição do programa de renegociação de dívidas, o Desenrola 2.0. Trata-se de uma decisão acertada tanto do ponto de vista econômico quanto social.

Ao ampliar os mecanismos de renegociação de dívidas para alcançar estudantes que recorreram ao crédito educacional, a Medida Provisória nº 1.355/2026 reconhece uma realidade muitas vezes negligenciada: a de milhares de brasileiros que apostaram na educação superior como principal via de transformação de suas trajetórias de vida, mas que hoje enfrentam dificuldades concretas para honrar seus compromissos financeiros.

Ao conceder às dívidas de financiamento estudantil condições especiais de renegociação dispensadas a outros débitos, o poder público demonstrou valorizar o papel estratégico da educação na redução das desigualdades econômicas impostas aos brasileiros. Afinal, não se trata apenas de aliviar passivos acumulados, mas de oferecer uma segunda chance a jovens que, em sua maioria, são oriundos de famílias de baixa renda e que enxergam no diploma de graduação a possibilidade real de romper ciclos geracionais de pobreza.

Entre os benefícios da medida, está a previsão de descontos que podem chegar a até 99% do valor consolidado da dívida para estudantes inscritos no Cadastro Único e com débitos em atraso há mais de um ano. Ao reconhecer a vulnerabilidade desse público, a política pública avança no sentido de alinhar o desenho do programa às reais condições de pagamento de seus usuários, evitando que o financiamento educacional, concebido como mecanismo de acesso, se transforme em um fator de exclusão futura.

Esse aspecto é ainda mais significativo quando se considera que uma parcela expressiva dos estudantes que recorrem ao Fies, na prática, integra o público-alvo do Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferta bolsas de 100% e 50% das mensalidades. Contudo, o limite de vagas e os critérios rigorosos de elegibilidade fazem com que muitos estudantes de baixa renda não consigam acessar o programa, e o Fies acaba sendo a alternativa possível.

Essa dinâmica revela um ponto central do debate sobre políticas públicas educacionais no Brasil: a necessidade de articulação e complementaridade entre os diferentes instrumentos de acesso. Em um sistema no qual 80% das matrículas estão concentradas em instituições privadas, políticas como o Fies e o ProUni não são apenas desejáveis, mas absolutamente essenciais para garantir que estudantes de baixa renda possam acessar essas instituições.

Nesse sentido, a inclusão do Fies no Desenrola 2.0 deve ser interpretada como parte de uma política mais ampla de reequilíbrio social. Ao enfrentar o problema da inadimplência, o governo federal contribui para a sustentabilidade do programa e, ao mesmo tempo, resgata sua função original como instrumento de mobilidade social.

Além dos impactos estruturais, há também efeitos imediatos e transformadores na vida dos beneficiários. A possibilidade de renegociar dívidas com condições acessíveis permite que esses estudantes deixem para trás situações de inadimplência prolongada, muitas vezes associadas à negativação do nome e à inscrição em cadastros restritivos de crédito ou mesmo na dívida ativa da União. Ao superar essas barreiras, esses jovens passam a ter acesso a novas oportunidades, seja no mercado de trabalho, seja no sistema financeiro, podendo planejar com mais segurança seus próximos passos.

É importante reconhecer, ainda, que medidas dessa natureza produzem efeitos positivos que vão além do indivíduo. Ao permitir a reinserção de milhares de pessoas no circuito econômico formal, o programa contribui para a dinamização da economia, ampliando o consumo, estimulando o empreendedorismo e fortalecendo a arrecadação. Trata-se, portanto, de uma política pública que combina sensibilidade social com racionalidade econômica.

Por fim, a inclusão do Fies no Desenrola 2.0 acende a esperança de uma retomada estratégica da política que, em seu auge, foi responsável por transformar o perfil do ensino superior brasileiro. Para isso, o próximo passo consiste na reformulação do programa em si, com o estabelecimento de critérios e diretrizes que dialoguem com a realidade do público ao qual se destina, garantindo não apenas a assinatura dos contratos, mas também o seu encerramento dentro do que é esperado pelo poder público e pelos estudantes.

Ao apostar na renegociação das dívidas como caminho para reequilibrar o sistema e apoiar aqueles que mais precisam, o governo federal reafirma a centralidade da educação superior para um país mais justo e próspero. E, ao permitir que esses jovens iniciem ou retomem suas vidas adultas sem o peso de um endividamento insustentável, dá um passo importante na direção de um Brasil em que o acesso à educação não seja um privilégio, mas um direito efetivamente garantido a todo e qualquer cidadão brasileiro.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Simulado gratuito replica método oficial do Enem e mostra exatamente quantos pontos faltam para entrar no curso dos sonhos https://campinashoje.com/simulado-gratuito-replica-metodo-oficial-do-enem-e-mostra-exatamente-quantos-pontos-faltam-para-entrar-no-curso-dos-sonhos/2026/14374/ Fri, 08 May 2026 11:46:06 +0000 https://campinashoje.com/simulado-gratuito-replica-metodo-oficial-do-enem-e-mostra-exatamente-quantos-pontos-faltam-para-entrar-no-curso-dos-sonhos/2026/14374/ Com mais de 3 milhões de usuários na América Latina, a Filadd lança pela primeira vez um simulado gratuito que replica integralmente o formato e o método oficial de correção do Enem. A plataforma disponibiliza 180 questões corrigidas pela TRI, mesma metodologia utilizada pelo INEP, além de um planejador de estudos personalizado e um simulador integrado ao SISU, que mostra quantos pontos faltam para o estudante alcançar a nota de corte do curso desejado. A iniciativa busca democratizar o acesso a ferramentas de preparação mais precisas e aproximar os alunos de um diagnóstico real do desempenho antes da prova oficial.

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Plataforma disponibiliza pela primeira vez um simulado completo e personalizado que replica formato e metodologia de correção do exame, gera planejador de estudos individualizado e calcula, em tempo real, a distância entre a nota atual do estudante e a nota de corte do curso pretendido

 

O Enem é a maior porta de entrada para o ensino superior no Brasil. Mais de 3 milhões de estudantes se inscrevem no exame todos os anos, e a maioria enfrenta o mesmo dilema: como saber se está no caminho certo quando o resultado só vem em novembro? A lacuna entre o esforço de preparação e o diagnóstico real de desempenho é um dos problemas mais recorrentes entre candidatos ao exame, e é justamente esse espaço que a Filadd decidiu ocupar.

A Filadd, cursinho online pré-vestibular com mais de 3 milhões de usuários na América Latina, lança o Simulado Gratuito Filadd 2026. São 180 questões objetivas divididas em dois dias, com nota calculada pela Teoria de Resposta ao Item (TRI), o mesmo método adotado pelo INEP para corrigir o exame real, diagnóstico detalhado por área de conhecimento e um conjunto de ferramentas de planejamento gerado automaticamente ao final. O simulado está disponível em simulado.filadd.com.br, ficará aberto até 30 de maio e é gratuito para qualquer pessoa, sem necessidade de vínculo com a plataforma.

O formato replica fielmente o Enem. No primeiro dia, o aluno responde 45 questões de Linguagens e Códigos e 45 de Ciências Humanas. No segundo, 45 de Ciências da Natureza e 45 de Matemática. O aluno escolhe as próprias datas no momento do cadastro e tem 24 horas para concluir cada etapa, podendo pausar e retomar quando precisar. Esta é a primeira vez que a Filadd oferece um simulado neste formato no Brasil.

O principal diferencial começa na correção. A TRI não avalia apenas quantas questões o candidato acertou, mas quais acertou e se há coerência pedagógica nas respostas. Dois estudantes com o mesmo número de acertos podem ter diferenças de até 100 pontos na nota final: quem acerta questões difíceis e erra as fáceis do mesmo tema é penalizado, porque o sistema interpreta o padrão como chute. Entender essa lógica e treinar a consistência é parte essencial da preparação. A maioria dos simulados disponíveis gratuitamente no mercado não utiliza a TRI, o que significa que o candidato chega ao exame sem nunca ter sido avaliado pela mesma régua que o INEP vai usar.

“Saber onde erra é o ponto de partida de qualquer preparação que funciona”, afirma Bruno Ferrari, coordenador pedagógico da Filadd no Brasil.

Ao concluir as duas etapas, o aluno recebe imediatamente a nota TRI por área de conhecimento, um comparativo com o desempenho esperado no Enem e acesso à resolução comentada das questões com maior índice de erro. A partir desse resultado, a plataforma gera uma sugestão de cronograma de estudos personalizado, com a distribuição de tempo recomendada para cada área de conhecimento.

Além do diagnóstico, o estudante tem acesso a um simulador de metas integrado ao SISU. Ao informar o curso e a instituição que deseja cursar, ele visualiza a distância entre a própria nota e a nota de corte do último processo seletivo. O objetivo é tangibilizar o esforço que ainda falta: não basta saber que está mal em Matemática. É preciso saber quantos pontos precisa ganhar nessa área, especificamente, para entrar no curso que escolheu.

“A ideia é que nenhum obstáculo fique entre o estudante e o diagnóstico. O simulado tem que ser acessível para ser útil”, completa Bruno Ferrari.

O acesso é inteiramente gratuito: o aluno cria uma conta, escolhe as datas para cada dia de prova e inicia quando quiser. Não há redação e não há obrigatoriedade de fazer os dois dias em sequência. A iniciativa é parte de um movimento mais amplo da Filadd para democratizar o acesso a ferramentas de preparação de qualidade. Recursos como simulado com TRI, planejador de estudos personalizado e simulador de nota de corte estão reunidos em um só lugar, abertos a todos os estudantes que vão prestar o Enem, sem necessidade de vínculo com a plataforma. Combinados, entregam não só um diagnóstico, mas um caminho claro de onde estão e onde precisam chegar.

Sobre a Filadd

A Filadd é um cursinho online pré-vestibular 100% personalizado que vem transformando a forma como os estudantes se preparam para o ENEM e vestibulares. Com mais de 3 milhões de usuários e presença internacional, a edtech nasceu na Argentina e chegou ao Brasil em 2021 com o propósito de democratizar o acesso à educação de qualidade. Unindo inteligência artificial, tecnologia de ponta e acompanhamento humano próximo, a Filadd oferece uma preparação adaptada à realidade de cada aluno. A metodologia já contribuiu para aprovações em universidades como USP, UERJ, UFSC, UFOP e UERN.

 

Serviço

Simulado Gratuito Filadd 2026
Acesso: https://simulado.filadd.com.br/
Encerramento: 30 de maio de 2026
Formato: 180 questões objetivas divididas em 2 dias (sem redação)
Correção: nota TRI por área de conhecimento, entregue imediatamente ao final
Público: qualquer pessoa, sem necessidade de ser aluno da Filadd
Custo: gratuito, sem necessidade de cartão

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Rede Cultural Beija-Flor leva jovens de comunidades ao ensino superior com projeto Meninas Valentes https://campinashoje.com/rede-cultural-beija-flor-leva-jovens-de-comunidades-ao-ensino-superior-com-projeto-meninas-valentes/2026/13853/ Mon, 16 Mar 2026 16:37:23 +0000 https://campinashoje.com/rede-cultural-beija-flor-leva-jovens-de-comunidades-ao-ensino-superior-com-projeto-meninas-valentes/2026/13853/ Iniciativa que começou com bolsas no ensino médio garante graduação para cinco estudantes de comunidades de Diadema, São Bernardo do Campo e São Paulo Ciente da importância da educação na vida dos jovens e o impacto em toda a família, em 2023 a Rede Cultural Beija-Flor (RCBF) deu início ao projeto “Meninas Valentes”, com bolsas […]

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Iniciativa que começou com bolsas no ensino médio garante graduação para cinco estudantes de comunidades de Diadema, São Bernardo do Campo e São Paulo

Ciente da importância da educação na vida dos jovens e o impacto em toda a família, em 2023 a Rede Cultural Beija-Flor (RCBF) deu início ao projeto “Meninas Valentes”, com bolsas de estudos em escola particular de alto padrão para garotas moradoras das comunidades atendidas pela Beija-Flor em Diadema, São Bernardo do Campo e São Paulo. Ao longo de três anos, elas tiveram todos os gastos custeados pelo projeto. Após a formatura, no final de 2025, chegou o momento tão aguardado de ingresso no Ensino Superior.

Vulnerabilidade social, baixa qualidade de ensino e a necessidade de largar os estudos para trabalhar são alguns dos motivos que dificultam a entrada e permanência dos jovens nas faculdades do país. Dados do Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que a porcentagem de jovens na faixa etária de 18 a 24 anos cursando uma graduação naquele ano era de 18,1% a 20,2%.

Laura Freires Merlin, 18 anos, é uma das participantes do projeto “Meninas Valentes”. “Começar a faculdade tem sido uma experiência muito emocionante para mim”, conta. A jovem iniciou no início deste mês a graduação em Direito, na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, conceituada instituição de ensino da região do ABC.

Nos primeiros dias senti uma mistura de alegria, orgulho e também um pouco de nervosismo, porque sei que é o início de uma etapa muito importante da minha vida. Estar na faculdade de Direito representa a realização de um sonho que começou a ser construído há alguns anos”, comenta a estudante.

Durante os próximos anos, o projeto “Meninas Valentes” vai custear as mensalidades para cinco participantes. Além de Laura, também fazem parte Sarah dos Santos (Ciência da Computação) Náthaly Silveira Alves dos Santos (Jornalismo), Antonia Mirella Martins (Relações Internacionais) e Stheffany Melo da Silva (Ciência da Computação).

Ivone Silva, diretora-executiva da RCBF, ressalta a importância do “Meninas Valentes” na vida das adolescentes. “Além do impacto direto na vida dessas garotas, temos certeza que, com a educação de qualidade, elas terão acesso a bons empregos, o que pode mudar a vida de toda a família”.

O intuito do projeto era oferecer uma mudança nas suas realidades e um futuro promissor e cheio de oportunidades. A educação ainda é o melhor caminho para isso, principalmente para meninas que vivem em áreas com altos níveis de vulnerabilidade”, declara Ivone.

Laura também reconhece o impacto do projeto em sua vida. “O projeto ‘Meninas Valentes’ teve um papel fundamental na minha formação, porque me deu acesso a uma educação de qualidade e me ajudou a acreditar que eu poderia ir mais longe. Hoje, estar na faculdade é, para mim, a prova de que todo esse caminho valeu a pena e que ainda tenho muitos objetivos para conquistar.

O projeto “Meninas Valentes” é uma realização da Rede Cultural Beija-Flor em parceria com a Children At Risk Foundation – CARF, da Noruega, e patrocínio da Grieg Foundation, instituição que atua em diferentes países com foco em projetos de educação e bem-estar, especialmente para meninas e mulheres.

Conheça mais sobre a RCBF:

www.instagram.com/rcbeijaflor
www.facebook.com/rcbeijaflor

www.redeculturalbeijaflor.org.br

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