Arquivo de Ebola - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/ebola/ Tue, 02 Jun 2026 14:36:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de Ebola - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/ebola/ 32 32 Pacientes em investigação de ebola no Brasil são diagnosticados com meningite e malária https://campinashoje.com/pacientes-em-investigacao-de-ebola-no-brasil-sao-diagnosticados-com-meningite-e-malaria/2026/14577/ Tue, 02 Jun 2026 14:36:30 +0000 https://campinashoje.com/pacientes-em-investigacao-de-ebola-no-brasil-sao-diagnosticados-com-meningite-e-malaria/2026/14577/ Homens estiveram recentemente na República Democrática do Congo e em Uganda, os únicos países com casos de ebola, e continuam monitorados por autoridades de saúde

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Atualmente, as autoridades de saúde brasileiras estão monitorando dois indivíduos com suspeita de infecção pelo vírus Ebola. Embora os primeiros exames tenham diagnosticado meningite em um deles e malária no outro, a possibilidade de contaminação pelo vírus ainda está sendo averiguada, aguardando resultados laboratoriais conclusivos.

Ambos os homens viajaram recentemente para a República Democrática do Congo e Uganda, regiões que têm reportado casos da doença. Após apresentarem sintomas que se assemelham a infecções graves, foram colocados em isolamento e permanecem sob supervisão médica em unidades especializadas localizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

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Profissionais de saúde mobilizados durante um surto de Ebola na RDC.Foto: Arlette Bashizi/The New York Times
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Em São Paulo, um homem de origem congolense encontra-se internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Apesar da confirmação de meningite, os testes específicos para detectar o vírus Ebola ainda estão em andamento, com resultados esperados nos próximos dias.

Paciente internado apresenta estado grave

O paciente, que possui 37 anos e esteve recentemente na República Democrática do Congo, precisou ser sedado, o que impossibilitou os médicos de verificar se ele frequentou áreas mais afetadas pelo surto atual da doença.

A situação está sendo acompanhada por uma colaboração entre a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo e o Ministério da Saúde.

A investigação foi intensificada quando o homem procurou ajuda médica devido a sintomas típicos de doenças infecciosas. Inicialmente atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ele apresentou febre alta e exames que não conseguiram confirmar ou descartar malária.

Após sua transferência para o Emílio Ribas, houve uma rápida piora em seu estado clínico. O paciente começou a apresentar diarreia, confusão mental e um agravamento contínuo do quadro, resultando na necessidade de intubação. Segundo o infectologista Raulcion Teixeira, ele está recebendo antibióticos e suporte para hidratação.

Os testes laboratoriais detectaram a presença da bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica. No entanto, a investigação sobre a possibilidade de infecção por Ebola continua até que os resultados dos testes sejam finalizados.

Caso monitorado no Rio também permanece sob observação

No Rio de Janeiro, um cidadão belga que retornou recentemente de Uganda está sob vigilância das autoridades sanitárias. O caso envolve a Secretaria Municipal e Estadual de Saúde, além dos especialistas do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz.

Apesar dos exames confirmarem malária, as medidas protocolares continuam até que os resultados definitivos para Ebola sejam divulgados.

Conforme informado pela Secretaria Estadual de Saúde, o paciente apresentou sintomas como tosse, calafrios e diarreia, sem registros significativos de febre ou dor intensa na cabeça.

“Dada a situação epidemiológica do local visitado pelo paciente”, destacou o órgão estatal, “o protocolo foi acionado imediatamente”.

Para garantir segurança máxima, o viajante foi transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), onde ficará isolado até que seja descartada a infecção pelo vírus.

Mecanismos de transmissão do ebola

O vírus Ebola se propaga através do contato direto com sangue, secreções corporais ou tecidos de indivíduos infectados que apresentem sintomas. A transmissão é mais comum durante a fase aguda da enfermidade.

A Coordenadoria de Controle das Doenças (CCD) reiterou suas orientações aos serviços sanitários devido ao surto relacionado à cepa Bundibugyo. Entre as recomendações principais estava a implementação imediata do isolamento diante da suspeita da doença.

“Em 2014, o ebola foi declarado como Emergência Global em Saúde Pública. Contudo, vale ressaltar que nunca houve registro de transmissão autóctone na América do Sul”.

“Os sintomas mais frequentes associados à infecção incluem febre alta, dores musculares intensas, fadiga extrema, dor na cabeça, náuseas e vômitos bem como diarreia e desconforto abdominal”.

“O maior risco decorre do contato direto com fluidos corporais durante as fases mais críticas da enfermidade”, alerta o comunicado emitido pela CCD.

“Dados recentes da Organização Mundial da Saúde apontam que o surto atual ocorrido na República Democrática do Congo e Uganda já contabiliza 134 casos confirmados e 18 óbitos.  A taxa letalidade gira em torno dos 13%, percentagem inferior à verificada em surtos anteriores. Além disso, outras 906 ocorrências estão sob análise das autoridades sanitárias acompanhadas por mais 223 mortes em investigação”.

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Brasil implementa medidas de emergência contra o Ebola em resposta ao surto na África; saiba mais! https://campinashoje.com/brasil-implementa-medidas-de-emergencia-contra-o-ebola-em-resposta-ao-surto-na-africa-saiba-mais/2026/14483/ Tue, 26 May 2026 14:30:14 +0000 https://campinashoje.com/brasil-implementa-medidas-de-emergencia-contra-o-ebola-em-resposta-ao-surto-na-africa-saiba-mais/2026/14483/ Segundo dados divulgados pela OMS até o dia 21 de maio, o Congo contabilizou 746 notificações suspeitas e 220 mortes relacionadas ao Ebola, tornando-se o centro da atual emergência sanitária

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Embora não tenha registrado casos de Ebola, o Brasil implementou uma série de medidas preventivas para impedir a entrada da doença em seu território. O Ministério da Saúde ativou o Plano Nacional de Contingência para Febres Hemorrágicas Virais em resposta ao avanço do surto que se espalha pela África Subsaariana.

O alerta foi intensificado após a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmar que a epidemia já afeta dez países na região africana, com foco principal na República Democrática do Congo, onde a cepa Bundibugyo do vírus está em circulação.

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Até 21 de maio, dados da OMS indicam que o Congo registrou 746 notificações suspeitas e 220 mortes relacionadas à doença, consolidando-se como o epicentro da atual crise sanitária.

Dentre as ações planejadas pelo governo brasileiro, destaca-se o fortalecimento da vigilância epidemiológica para viajantes provenientes das áreas afetadas. Essa abordagem inclui a identificação precoce de potenciais infectados, isolamento imediato dos casos suspeitos e rastreamento das pessoas que tiveram contato com esses pacientes.

O protocolo determina que, em caso de suspeita clínica, um novo exame sanguíneo deve ser realizado 48 horas após a coleta inicial, mesmo que o primeiro teste resulte negativo.

A versão mais recente do plano, atualizada em 2024, não prevê fechamento de fronteiras nem interrupção das viagens e atividades comerciais. Além disso, a ausência de voos diretos entre o Brasil e as regiões afetadas é considerada um fator positivo pelas autoridades, reduzindo consideravelmente o risco de introdução do vírus no país.

Ainda que a OMS tenha declarado uma emergência em saúde pública internacional, especialistas sublinham que a situação atual não se compara ao início da pandemia de Covid-19. Fora do continente africano, acredita-se que o potencial de propagação do Ebola seja baixo.

O surto resultou na morte de três voluntários brasileiros da Cruz Vermelha. Entretanto, especialistas afirmam que o risco de transmissão no Brasil permanece baixo, especialmente porque o país não abriga o principal vetor natural associado à disseminação do vírus — os chimpanzés em estado selvagem. No Brasil, esses primatas estão restritos a ambientes controlados como zoológicos.

Entenda o que é o Ebola e quais são seus sintomas?

A doença conhecida como Ebola é uma enfermidade grave e rara causada por um vírus extremamente letal. Inicialmente, a infecção ocorre em animais – principalmente morcegos frugívoros – podendo ser transmitida aos humanos através do consumo ou do contato com animais contaminados.

Sintomas iniciais podem aparecer entre dois e 21 dias após a exposição ao vírus. No começo, os sinais são semelhantes aos da gripe e incluem febre, dores corporais, dor de cabeça e fadiga intensa.

Com a progressão da doença, os pacientes podem desenvolver vômitos, diarreia e danos aos órgãos internos. Em casos mais severos, pode haver sangramentos tanto internos quanto externos.

A transmissão entre indivíduos ocorre pelo contato direto com fluidos corporais contaminados como sangue, suor ou saliva.

Quais são as particularidades deste surto? Existe vacina disponível?

A epidemia atual envolve a variante Bundibugyo do vírus Ebola, uma cepa não registrada há mais de dez anos. Antes deste surto recente, ela havia sido identificada apenas em dois outros surtos anteriores, resultando na morte de cerca de um terço dos infectados.

A cepa representa desafios adicionais para as equipes médicas. Em alguns pacientes suspeitos, testes iniciais apresentaram resultados negativos devido à limitação dos exames disponíveis que foram desenvolvidos predominantemente para detectar variantes mais conhecidas do vírus.

No momento, não há vacinas oficialmente aprovadas contra o Bundibugyo; no entanto, pesquisadores estão trabalhando no desenvolvimento de imunizantes experimentais. Há também investigações sobre se vacinas criadas contra a cepa Zaire poderiam oferecer algum nível de proteção cruzada.

A falta de medicamentos específicos voltados para essa variante representa outro desafio significativo nas opções terapêuticas disponíveis.

Cabe destacar que o surto ocorre em uma região afetada por conflitos armados e deslocamentos populacionais. Estima-se que aproximadamente 250 mil pessoas tenham abandonado suas residências devido à situação tensa na área; além disso, a movimentação frequente entre fronteiras aumenta as preocupações das autoridades sanitárias.

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OMS classifica surto de Ebola na África Central como emergência global https://campinashoje.com/oms-classifica-surto-de-ebola-na-africa-central-como-emergencia-global/2026/14420/ Tue, 19 May 2026 14:32:03 +0000 https://campinashoje.com/oms-classifica-surto-de-ebola-na-africa-central-como-emergencia-global/2026/14420/ Apesar da gravidade da situação, a OMS destacou que o surto “não atende aos critérios” para ser classificado como pandemia

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No último sábado (16/5), a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu aumentar o nível de alerta internacional em resposta ao aumento de casos de Ebola na África Central. Esta ação, que representa o segundo nível mais elevado de emergência sanitária da organização, foi tomada após a identificação de uma variante rara do vírus na República Democrática do Congo e em Uganda.

Em um comunicado emitido de Genebra, a OMS declarou que “a infecção por Ebola, provocada pelo vírus Bundibugyo, na República Democrática do Congo e em Uganda, é considerada uma Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional”. Apesar da seriedade da situação, a entidade ressaltou que o surto “não se encaixa nos critérios” para ser classificado como uma pandemia.

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A variante Bundibugyo levanta preocupações entre os profissionais de saúde devido à ausência de vacinas ou tratamentos específicos disponíveis. Ao contrário da cepa Zaire, que causou as epidemias mais mortais já registradas, os imunizantes existentes não demonstram eficácia contra essa nova mutação do vírus.

A província de Ituri, localizada no leste da República Democrática do Congo, vive a situação mais crítica. Consoante aos dados fornecidos pela OMS até 16 de maio, foram confirmados oito casos por testes laboratoriais, com 246 infecções suspeitas e 80 mortes também consideradas suspeitas. Além disso, foi relatado um caso na capital Kinshasa e uma morte em Uganda envolvendo indivíduos que retornaram recentemente das áreas afetadas.

A agência de saúde da União Africana também alertou que o número real de vítimas pode ser ainda mais elevado. No levantamento mais recente divulgado neste sábado, contabilizou-se um total estimado de 88 mortes atribuídas ao vírus entre 336 casos suspeitos.

A província enfrenta desafios adicionais devido à sua dinâmica marcada pela mineração aurífera e pelo intenso fluxo migratório entre as fronteiras com Uganda e Sudão do Sul. Além disso, conflitos armados dificultam o acesso das equipes médicas a diversas localidades.

A escassez de exames laboratoriais é outra preocupação significativa para os especialistas. O foco do surto está concentrado em regiões remotas onde poucas amostras puderam ser analisadas, resultando em grande parte das estatísticas ainda baseadas em suspeitas clínicas.

“Estamos observando pessoas morrerem há duas semanas”, comentou Isaac Nyakulinda, membro da sociedade civil na cidade de Rwampara em Ituri, durante uma entrevista por telefone à AFP.

“Não existem locais adequados para isolar os enfermos. Eles falecem em suas residências e seus corpos são manuseados pelos familiares”, acrescentou.

A história do Ebola no Congo remonta a várias décadas. Entre agosto e dezembro de 2015, o país enfrentou um surto que resultou em pelo menos 34 mortes. A epidemia mais devastadora ocorreu entre 2018 e 2020, onde quase 2.300 pessoas perderam a vida entre cerca de 3.500 casos registrados.

No pronunciamento deste sábado, Samuel-Roger Kamba, ministro da Saúde congolês, reiterou a gravidade desta cepa ao afirmar: “A variante Bundibugyo não possui vacina ou tratamento específico disponível”.

A transmissão do vírus Ebola ocorre através do contato direto com fluidos corporais ou secreções de indivíduos infectados, sejam eles vivos ou falecidos. Os pacientes só começam a transmitir o vírus após o surgimento dos sintomas, com um período de incubação que pode se estender até 21 dias.

Nas últimas cinco décadas, o Ebola resultou em mais de 15 mil óbitos no continente africano. Este representa o décimo sétimo surto registrado na República Democrática do Congo desde que a doença foi identificada em 1976, época em que o país era conhecido como Zaire.

A além do Congo, outras nações africanas também têm enfrentado surtos recentes da doença, especialmente Guiné e Serra Leoa.

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