Arquivo de CVM - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/cvm/ Tue, 14 Apr 2026 19:54:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de CVM - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/cvm/ 32 32 SinalOn aposta em mercados de previsão e entra no debate regulatório no Brasil https://campinashoje.com/sinalon-aposta-em-mercados-de-previsao-e-entra-no-debate-regulatorio-no-brasil/2026/14114/ Tue, 14 Apr 2026 19:54:45 +0000 https://campinashoje.com/sinalon-aposta-em-mercados-de-previsao-e-entra-no-debate-regulatorio-no-brasil/2026/14114/ Plataforma propõe modelo baseado em inteligência coletiva e se diferencia das “bets” em meio a discussões com Banco Central do Brasil e Comissão de Valores Mobiliários Enquanto o Brasil avança na regulamentação das apostas esportivas, um outro modelo começa a ganhar espaço no debate sobre inovação financeira e análise de dados: os mercados de previsão. […]

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Plataforma propõe modelo baseado em inteligência coletiva e se diferencia das “bets” em meio a discussões com Banco Central do Brasil e Comissão de Valores Mobiliários

Enquanto o Brasil avança na regulamentação das apostas esportivas, um outro modelo começa a ganhar espaço no debate sobre inovação financeira e análise de dados: os mercados de previsão.

Embora muitas vezes associados às chamadas “bets”, especialistas apontam que os dois sistemas operam com lógicas distintas.

Nas apostas esportivas tradicionais, o usuário aposta contra uma casa que define previamente as odds. Já nos mercados de previsão, os participantes negociam entre si contratos ligados à ocorrência de eventos do mundo real, como indicadores econômicos, decisões políticas ou avanços tecnológicos.

É nesse contexto que surge a SinalOn, que pretende operar no Brasil com um modelo baseado em negociação peer-to-peer de previsões.

Plataforma de previsões

Nesse formato, os contratos geralmente representam respostas binárias — “sim” ou “não” — para determinados eventos. O preço desses contratos varia conforme a oferta e a demanda entre os participantes, passando a refletir, em tempo real, a probabilidade coletiva de um acontecimento.

A lógica do sistema está na agregação de informação: ao alocar recursos em suas previsões, os participantes ajudam a formar um indicador coletivo sobre expectativas futuras.

Nos Estados Unidos, plataformas como Kalshi e Polymarket ajudaram a popularizar o modelo ao permitir negociações sobre eleições, economia e tendências tecnológicas.

Debate regulatório

No Brasil, o tema ainda enfrenta incerteza regulatória. O avanço ocorre em paralelo à regulamentação das apostas esportivas, conduzida pela Secretaria de Prêmios e Apostas, ligada ao Ministério da Fazenda. Até o momento, os mercados de previsão não possuem enquadramento jurídico específico.

É nesse cenário que a SinalOn busca se posicionar — não como uma plataforma de apostas, mas como uma infraestrutura voltada à geração de dados probabilísticos a partir da inteligência coletiva.

Segundo a empresa, a plataforma foi estruturada com mecanismos de identificação de usuários (KYC), políticas de prevenção à lavagem de dinheiro e integração com o Pix.

Além da operação tecnológica, a companhia afirma que pretende contribuir para o debate regulatório. Entre as iniciativas estão a elaboração de um white paper sobre o tema e a proposta de criação de um sandbox regulatório para testes em ambiente supervisionado.

A discussão pode envolver instituições como o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários, que acompanham a evolução de novos modelos digitais no sistema financeiro.

Mercados de previsão não são apostas. A lógica é a de um mercado informacional, em que as pessoas negociam probabilidades sobre acontecimentos reais. O resultado é um indicador coletivo que pode ajudar na leitura de cenários”, afirma Sandro Santos.

Segundo o executivo, a proposta é que esse tipo de plataforma funcione como uma nova camada de dados sobre expectativas econômicas e sociais.

A ideia é transformar percepções coletivas em sinais quantitativos. Em vez de apenas opiniões ou enquetes, o mercado passa a gerar probabilidades em tempo real baseadas em incentivos econômicos”, diz.

Novo segmento

Além da plataforma, a SinalOn também anunciou a criação do Instituto Brasileiro de Mercados de Previsão (IBMP), iniciativa voltada à produção de estudos e ao desenvolvimento de boas práticas para o setor.

A expectativa é que o avanço das discussões sobre inovação financeira, economia de dados e regulação digital leve os mercados de previsão a ganhar espaço gradual no debate econômico brasileiro.

Mais informações sobre os serviços da SinalOn podem ser conferidas no site.

Importante: O modelo de previsão ainda não é regulado no Brasil e pode envolver riscos financeiros.

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Pirâmide Financeira de R$ 7 Bilhões da Atlas Quantum é Investigada por CPI; Entenda o Caso https://campinashoje.com/piramide-financeira-de-r-7-bilhoes-da-atlas-quantum-e-investigada-por-cpi-entenda-o-caso/2023/12803/ Tue, 30 May 2023 12:48:32 +0000 https://campinashoje.com/piramide-financeira-de-r-7-bilhoes-da-atlas-quantum-e-investigada-por-cpi-entenda-o-caso/2023/12803/ No início de 2018, enquanto o Brasil vivia momentos políticos e sociais intensos, com a prisão de Lula e o assassinato de Marielle Franco, a empresa Atlas Quantum surgia no cenário das criptomoedas. Utilizando a imagem de celebridades como Tatá Werneck e Cauã Reymond, a Atlas promovia um suposto “robô de arbitragem” chamado Quantum, prometendo […]

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No início de 2018, enquanto o Brasil vivia momentos políticos e sociais intensos, com a prisão de Lula e o assassinato de Marielle Franco, a empresa Atlas Quantum surgia no cenário das criptomoedas. Utilizando a imagem de celebridades como Tatá Werneck e Cauã Reymond, a Atlas promovia um suposto “robô de arbitragem” chamado Quantum, prometendo lucros automáticos com Bitcoin.

O que parecia uma inovação no mercado cripto brasileiro, no entanto, logo se revelou uma farsa. Estima-se que cerca de 200 mil pessoas no Brasil e em outros 50 países foram prejudicadas, acumulando um prejuízo entre R$ 5 e R$ 7 bilhões. Agora, o caso é investigado pela CPI das pirâmides financeiras, na Câmara dos Deputados.

O “Robô Milagroso” e a Queda da Atlas Quantum

Fundada em maio de 2018 por Rodrigo Marques dos Santos e Fabrício Spiazzi, a Atlas Quantum prometia ganhos garantidos através de seu suposto robô de arbitragem. A proposta era simples: o robô compraria e venderia Bitcoin automaticamente entre diferentes exchanges, gerando lucros constantes para os investidores.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no entanto, interveio em 2019, ordenando que a empresa parasse de oferecer o serviço por considerá-lo um contrato de investimento coletivo (CIC). A partir de então, a Atlas Quantum começou a atrasar pagamentos e cessou os resgates, levando a uma avalanche de processos judiciais.

Processos e Investigações

Em São Paulo, a Atlas Quantum enfrentou mais de 700 processos civis, enquanto muitos investidores ainda aguardam uma solução judicial. Em resposta, a empresa processou a CVM, pedindo R$ 3 bilhões em indenização por danos morais e materiais. No entanto, a ação não teve progresso, e a Atlas permanece sem se manifestar publicamente desde março de 2022.

Com denúncias de investidores, um inquérito criminal foi aberto em São Paulo, e a Polícia Federal foi acionada para investigar possíveis crimes financeiros. No entanto, em uma reviravolta jurídica, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) devolveu o caso para a justiça estadual, o que interrompeu temporariamente as investigações.

O Fundador Foge e o Dinheiro Desviado

Rodrigo Marques, o fundador da Atlas Quantum, desapareceu do Brasil após o colapso da empresa. Segundo fontes, ele teria se mudado para o México e depois para a Espanha, vivendo uma vida luxuosa financiada pelo dinheiro dos investidores. Relatos indicam que ele morou em uma mansão avaliada em 1,2 milhão de euros, levantando suspeitas de que os recursos desviados ainda estão disponíveis.

Em relatórios de auditoria acessados pela imprensa, a Atlas Quantum chegou a ter mais de 15.000 Bitcoins e cerca de 35 milhões de USDT sob custódia, valores que, em 2020, somavam aproximadamente R$ 2,5 bilhões.

CPI das Pirâmides Financeiras

A Atlas Quantum é uma das principais empresas investigadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das pirâmides financeiras, aprovada em maio de 2023 pela Câmara dos Deputados. Além dela, outras empresas como Genbit, Braiscompany e até o fan token fracassado da Seleção Brasileira também estão sob investigação.

O objetivo da CPI, segundo o deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), é acabar com a falsa promessa de rendimentos garantidos no mercado financeiro, que iludiu milhares de brasileiros. Profissionais da área de direito, como a advogada Nicole Dyskant, veem a CPI como uma ferramenta essencial para coibir práticas ilícitas e proteger o mercado de ativos digitais.

Impacto no Mercado Cripto

Golpes como o da Atlas Quantum prejudicam a imagem do mercado de criptomoedas, que, segundo especialistas, tem o potencial de transformar o sistema financeiro global. A má reputação gerada por fraudes mancha a credibilidade dos criptoativos, afastando o público de investimentos legítimos e inovadores no setor.

A CPI e as investigações em andamento são vistas como cruciais para limpar o mercado e punir os responsáveis, garantindo que golpes como o da Atlas Quantum não se repitam.

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