Arquivo de Críticas de cinema - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/criticas-de-cinema/ Tue, 13 Oct 2026 14:42:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de Críticas de cinema - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/criticas-de-cinema/ 32 32 Zona Zero”: a inesperada reviravolta que transforma tudo https://campinashoje.com/zona-zero-a-inesperada-reviravolta-que-transforma-tudo/2026/15432/ Tue, 13 Oct 2026 14:42:37 +0000 https://campinashoje.com/zona-zero-a-inesperada-reviravolta-que-transforma-tudo/2026/15432/ O filme transforma um dia comum em uma corrida pela sobrevivência, e é justamente essa proximidade com a realidade que torna o terror ainda mais assustador.
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Olá, amigos! É sempre um prazer retornar e discutir sobre cinema. Contudo, lamento informar que aqui no Sul temos recebido poucos lançamentos para apresentar. Estúdios, não se esqueçam de nós do Rio Grande do Sul! Mas, para nossa alegria, temos um filme incrível para comentar. E os fãs de terror com zumbis? Então, preparem-se para uma conversa sobre “Zona Zero”.

Imagine-se participando de uma conferência dedicada a inovações científicas. Você está em um grande edifício comercial, semelhante a um shopping center, onde diversas pessoas estão vivendo suas vidas cotidianas: irmãos planejando o fim de semana, jovens decidindo o que comer. Enquanto isso, pesquisadores e cientistas se reúnem para discutir futuros avanços na ciência. Porém, você não faz ideia de que está prestes a ser testemunha de um ataque bioterrorista!

Que filme sensacional! Simplesmente incrível.

Não sou muito familiarizado com filmes de zumbis e aceito sugestões nesse sentido. Sempre tive a impressão de que as narrativas desse gênero se passam em mundos distópicos — aqueles futuros arruinados onde tudo deu errado e os mortos-vivos surgem por conta de alguma catástrofe radioativa. Agora, imagine um dia comum sendo transformado em caos instantaneamente — e sem qualquer elemento sobrenatural. Não sei dizer se os argumentos apresentados em “Zona Zero” têm alguma base científica real, mas a produção é tão bem elaborada que, sinceramente, dá medo pensar que algo assim poderia acontecer.

Assistindo “Zona Zero”, lembrei-me do livro “Praga Z”, escrito pelo meu amigo Hiagor Mallmann. Enquanto o filme nos leva à Coreia do Sul, o livro se passa no Brasil. O que eles compartilham? Uma construção coerente da realidade e a forma como eventos desastrosos se desenrolam como um efeito dominó. O resultado é um caos total e a pergunta angustiante de “como sobreviver a tudo isso?”. É exatamente isso que tanto no cinema quanto na literatura essas obras conseguem transmitir: uma atmosfera de tensão, medo e ansiedade de maneira muito autêntica.

Trazendo para o nosso contexto: ninguém imaginava que em dezembro de 2019 estaríamos enfrentando o início da COVID-19. É doloroso lembrar das autoridades minimizando a situação como “apenas uma gripezinha”. Somente aqueles que viveram aquele período sabem quão difícil foi. O desenvolvimento do roteiro reflete essa realidade: pessoas comuns vivendo dias normais acabam se tornando vítimas de um atentado bioterrorista.

O verdadeiro terror do filme não reside nos zumbis atacando inocentes, mas na possibilidade assustadora de tal situação ser real. Ver um edifício sendo isolado para conter o “vírus”, enquanto um grupo luta pela sobrevivência lá dentro, é angustiante. Assistir às reações humanas diversas — afinal, lidamos com seres humanos — revela que mesmo em busca da sobrevivência coletiva, as ações nem sempre são racionais sob emoções extremas. O terror não está nos infectados, mas naqueles que ainda estão considerados “sãos”. Seria ideal ver todos lutando por uma cura e resgatando sobreviventes, mas a dura verdade é que cada um busca apenas salvar SE mesmo.

Minha única frustração ao assistir “Zona Zero” foi ter visto em uma cabine virtual; imagino que na tela grande essa experiência seja muito mais envolvente. Portanto, fiquem atentos à estreia e garantam seus ingressos!

Então é isso por hoje! Um forte abraço! Thi.

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Filme ‘Feito Pipa’ será a bandeira do Brasil no Oscar de 2027 https://campinashoje.com/filme-feito-pipa-sera-a-bandeira-do-brasil-no-oscar-de-2027/2026/15350/ Tue, 29 Sep 2026 14:40:15 +0000 https://campinashoje.com/filme-feito-pipa-sera-a-bandeira-do-brasil-no-oscar-de-2027/2026/15350/ Longa de Allan Deberton venceu quatro Kikitos em Gramado e já foi premiado em Berlim (Alemanha). Escolha brasileira ainda não garante indicação.
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Nesta quarta-feira, dia 16, a Academia Brasileira de Cinema anunciou que o filme “Feito Pipa” foi selecionado para ser o representante do Brasil na concorrência por uma vaga no Oscar 2027, na categoria de melhor filme internacional. Contudo, essa escolha não garante que o longa já esteja formalmente indicado ao prêmio.

Com estreia marcada para 5 de novembro, a direção de “Feito Pipa” fica a cargo de Allan Deberton. A narrativa gira em torno de Gugu, um jovem de 12 anos que é apaixonado por futebol e vive sob os cuidados de sua avó Dilma, enfrentando a possibilidade de se mudar para viver com seu pai, Batista.

O filme chega à disputa após conquistar diversos prêmios em festivais internacionais e nacionais. Em fevereiro, teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Berlim, na Alemanha, onde foi agraciado com o Urso de Cristal de Melhor Filme e o Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra Generation Kplus.

Na 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado, “Feito Pipa” foi premiado com quatro Kikitos: Melhor Direção para Allan Deberton, Melhor Atriz para Teca Pereira, Melhor Ator Coadjuvante para Lázaro Ramos e o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular. Além disso, Yuri Gomes recebeu uma Menção Honrosa.

O longa também fez sucesso em festivais na Colômbia e no México, sendo premiado em Cartagena das Índias e Guadalajara. Exibições estão previstas em festivais adicionais na Itália, nos Estados Unidos e na China.

Vale ressaltar que esta seleção é apenas o primeiro passo do processo. Após a inscrição oficial, a AMPAS (Academia de Artes e Ciências Cinematográficas) irá escolher 15 filmes para uma lista preliminar. Um novo processo eleitoral determinará quais cinco obras estarão indicadas à categoria de melhor filme internacional.

A cerimônia do Oscar ocorrerá no dia 14 de março.

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Código: Entre a diversão e a contenção nas sequências de ação https://campinashoje.com/codigo-entre-a-diversao-e-a-contencao-nas-sequencias-de-acao/2026/15193/ Tue, 08 Sep 2026 14:38:12 +0000 https://campinashoje.com/codigo-entre-a-diversao-e-a-contencao-nas-sequencias-de-acao/2026/15193/ Jason Statham e Annabelle Wallis sustentam um longa eficiente, embora as lutas deixem a sensação de que poderiam ir além.
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Você é fã de adrenalina nas telonas? Então, prepare-se, pois o tema de hoje é pura ação! Às vezes, não buscamos enredos complexos em um filme, mas sim sequências eletrizantes que nos mantenham grudados na cadeira. Hoje, vamos discutir “Código: Vingança” (Paris Filmes, 2026) com você.

No papel principal está Jason Statham, que vive um ex-policial de Nova Iorque e veterano das Forças Especiais. Atualmente, ele se dedica à segurança de um magnata bilionário que o considera quase um membro da família, em função de um ato heroico do passado. Contudo, a tranquilidade é quebrada quando ambos são alvo de uma emboscada após um evento, resultando na morte do chefe e na injusta acusação contra Statham. O desfecho? Um desejo incontrolável de vingança!

Para quem busca entretenimento descomplicado, este filme cumpre seu papel. É ideal para deixar as preocupações do dia a dia do lado de fora e se deixar levar pela ação. Se alguém for assistir com uma visão mais crítica, pode não encontrar a mesma diversão. Não pretendo aqui discutir se o enredo é ou não conveniente em certos aspectos.

Um ponto que me chama atenção é o título: “Código: Vingança”. O nome original “Mutiny” parece mais apropriado ao contexto, embora compreenda que a tradução como “motim” possa não ter grande apelo comercial. Outro aspecto que poderia melhorar seriam as cenas de luta — se o filme tivesse classificação indicativa para maiores de 18 anos, provavelmente teríamos embates mais intensos. As lutas são bem coreografadas, mas a limitação para 16 anos acaba tornando algumas sequências menos impactantes do que poderiam ser. Isso levanta a questão se essa foi uma escolha criativa ou uma estratégia do estúdio para atrair um público mais amplo e garantir maior bilheteira.

Se você gosta de filmes de ação, vale a pena conferir esta produção. Uma dica: consulte apenas a sinopse antes da sessão. Com isso e nossas considerações aqui, você já terá uma boa ideia sobre o que esperar. Evite assistir ao trailer para não criar expectativas exageradas — ele resume muitas partes da trama e das cenas emocionantes.

As atuações de Statham e Annabelle Wallis são pilares do filme, fazendo com que seus personagens sejam críveis e cativantes. Roland Møller brilha como o capitão envolvido em atividades clandestinas. No entanto, o elenco coadjuvante deixa a desejar em alguns momentos — embora para papéis menores em filmes de ação não seja necessário muito talento, posso dizer que Chaneil Kular como o filho enlutado está aquém do esperado.

Confesso que esperava mais brutalidade nas cenas de combate. A tensão entre os personagens é bem construída e o jogo psicológico é interessante. Porém, anseio por mais intensidade nas lutas; parece que os realizadores queriam ir além, mas as restrições etárias acabaram limitando essa entrega. Apesar disso, consegui me divertir bastante durante a projeção.

Quem sabe este filme me transforme em um verdadeiro entusiasta do gênero?

Por fim, se você aprecia as performances de Jason Statham, não hesite: adquira seu ingresso e assista. Depois volte aqui para compartilhar sua opinião! Um forte abraço.

Thi

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Tensão constante marca os dias que antecedem o grande evento https://campinashoje.com/tensao-constante-marca-os-dias-que-antecedem-o-grande-evento/2026/15192/ Tue, 08 Sep 2026 14:38:11 +0000 https://campinashoje.com/tensao-constante-marca-os-dias-que-antecedem-o-grande-evento/2026/15192/ Andrew Scott, Kerry Condon, Brendan Fraser e Chris Messina integram um drama histórico, em que meteorologia é fator decisivo para o sucesso do Dia D.
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Meus amigos, que prazer é ir a uma cabine de imprensa sabendo pouco sobre o filme e sair completamente satisfeito! Se você aprecia produções inspiradas em eventos históricos, com um elenco excepcional, e gosta de se manter grudado na tela até o último minuto, continue comigo, pois você não vai se arrepender. Prepare-se, pegue um café e vamos conversar sobre “Pressão” (Universal Pictures, 2026).

Neste longa-metragem, acompanhamos os eventos que antecederam o Dia D. Embora não tenha relação com a obra de Spielberg, a narrativa é repleta de camadas que podem causar certa confusão. A boa notícia é que todas as peças se encaixam no final, tudo isso em apenas 1h40min! Filmes longos não são necessariamente ruins, mas convenhamos que muitos deles têm momentos desnecessários. Assistir a uma produção coesa e com uma duração adequada é algo realmente gratificante!

A trama se desenvolve em torno do Dia D, a maior operação anfíbia e marítima da história militar, ocorrida em 6 de junho de 1944. Mesmo que você não tenha conhecimento prévio sobre esse marco histórico, fique tranquilo: o filme proporciona uma contextualização tão eficaz que até aqueles sem noção do ocorrido sairão enriquecidos após a sessão. Além disso, oferece uma experiência cinematográfica de alta qualidade.

Com essa base estabelecida, somos apresentados aos protagonistas da história. É importante destacar o elenco neste contexto. Andrew Scott dá vida ao meteorologista James Stagg: desde o início, percebemos sua dualidade como pai amoroso e como capitão do Serviço Meteorológico que precisa agir com seriedade e firmeza. Em contraste, seu colega Irving Krick, interpretado por Chris Messina, tenta trazer um tom mais leve ao ambiente tenso da guerra, sempre se gabando de suas conquistas.

Kerry Condon e Brendan Fraser também entregam atuações notáveis em seus papéis. A interpretação de Condon como secretária-executiva de um oficial superior durante a Segunda Guerra Mundial é particularmente significativa num momento em que observamos retrocessos nos direitos das mulheres atualmente.

Uma das camadas intrigantes do filme aborda o estudo da meteorologia. O americano baseava suas previsões em modelos analógicos, comparando as condições climáticas atuais com padrões históricos; enquanto isso, o escocês utilizava métodos tradicionais do serviço meteorológico britânico, combinando mapas desenhados à mão com dados observações e padrões atmosféricos.

Não espere uma aula sobre meteorologia. Afinal, lembre-se das “barriguinhas” presentes em muitos filmes? Se o longa se aprofundasse demais nesse tema técnico, poderia acabar se tornando desnecessariamente longo. Para quem assiste, os números podem parecer aleatórios à primeira vista, mas entendemos que esses dados são cruciais para a narrativa.

E quanto à imersão? O filme prende tanto a atenção que parece que o tempo voa; mesmo quando surge aquela vontade urgente de ir ao banheiro, não encontramos um espaço na trama para sair da sala. A sensação é a de que cada minuto perdido faz diferença.

Novamente: filmes longos não são intrinsecamente ruins. No entanto, é gratificante ver uma obra com edição bem ajustada e sem enrolações ou momentos questionáveis na narrativa. Não sabe o que foi o Dia D? Sem problemas! Não entende nada sobre meteorologia? Tudo certo! Você ainda terá uma experiência incrível ao assistir “Pressão”.

Poderia continuar destacando diversos outros aspectos positivos como a fotografia impressionante, a ambientação nos anos 1940 e os figurinos — vocês sabem como aprecio os detalhes. Porém, quero aguçar sua curiosidade para que assista ao filme sem revelar spoilers.

E assim encerro! Se você curte filmes “baseados em fatos reais”, garanta já seu ingresso. Como sempre, estou ansioso para saber sua opinião. Um grande abraço! Thi.

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Coyote e Acme: A Grande Aventura que Chega aos Cinemas https://campinashoje.com/coyote-e-acme-a-grande-aventura-que-chega-aos-cinemas/2026/15123/ Tue, 25 Aug 2026 14:36:02 +0000 https://campinashoje.com/coyote-e-acme-a-grande-aventura-que-chega-aos-cinemas/2026/15123/ Wile E. Coyote contrata um advogado humano azarado para processar a fabricante de produtos defeituosos ACME Corporation.
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Amigos, um filme que parecia estar “esquecido no churrasco” finalmente está prestes a ser lançado! Confesso que sinto uma certa apreensão em comemorar antes da hora, pois temo que o projeto possa novamente ser adiado ou até mesmo engavetado (risos). A pergunta que fica é: valeu a pena esperar tantos anos por “Coyote vs. Acme”? Venham comigo para discutirmos esse aguardado lançamento!

Após uma série de fracassos dos produtos da ACME Corporation na interminável busca pelo Papa-Léguas, Wile E. Coyote decide contratar um advogado humano, que não é exatamente um sortudo, para processar a empresa.

Este filme traz uma fusão interessante entre o universo real e as animações. É como se, em certos momentos, ambos os mundos convivessem de maneira natural. Ver personagens enfrentando situações absurdas e, logo em seguida, agindo como se nada tivesse acontecido se torna totalmente aceitável. Essa familiaridade é facilitada pelos icônicos personagens dos Looney Tunes (1930-1969). No entanto, fica a dúvida: por que esse filme não foi lançado antes?

Estamos vivendo em uma época repleta de obras “caça-níqueis”, que exploram a nostalgia do público para criar live actions ou sequências desgastantes que, na maioria das vezes, são superficiais e desprovidas de profundidade.

Contudo, temos aqui um longa que utiliza personagens já queridos pelo público. Um filme que realmente entrega qualidade. É intrigante pensar por que um projeto finalizado não chegou às telonas antes. Enquanto cancelar uma residência como a da Britney Spears pode ser compreensível por razões de saúde, não faz sentido ter um bom filme pronto e decidir: “hum, galera… Acho melhor não”.

Em contrapartida, existem live actions de “Moana”, “A Branca de Neve”; sequências intermináveis de “Toy Story” 10; “Pânico” 50; “Indiana Jones”… A indústria do entretenimento realmente é difícil de entender! O caso de “Coyote vs. Acme”, por exemplo, foi inicialmente engavetado pela Warner Bros., mas os direitos foram adquiridos pela Ketchup Entertainment e a distribuição no Brasil ficará a cargo da Paris Filmes. É confuso! Você tem uma boa história com personagens amados e ainda considera não lançá-la? Mas vamos deixar isso de lado.

Assim como Anitta conseguiu um equilíbrio em seu trabalho, “Coyote vs. Acme” também alcança essa harmonia entre cartoons e humanos. Diferente de produções onde fica evidente que os humanos estão interagindo com animações em 3D. Embora eu tenha carinho pelos filmes “Scooby-Doo”, de 2002 e 2004, onde vemos pessoas interagindo com um cachorro CGI e aceitamos isso sem questionar.

Em “Coyote vs. Acme”, a sensação é de que os cartoons realmente fazem parte do nosso mundo. Chegamos a imaginar encontrar o Pernalonga no supermercado escolhendo cenouras na seção de hortifruti.

Essa naturalidade não se limita apenas aos diálogos entre os personagens. Tudo o que envolve as animações interage com o mundo real de forma convincente e bem elaborada. De fato, acreditamos que uma bigorna possa atingir um cartoon sem causar danos; já se cair sobre um carro… aí sim é problema! Embora haja momentos estranhos aqui e ali, isso não prejudica tanto o restante do filme.

“Coyote vs. Acme” é uma excelente produção! Uma comédia com elementos de aventura e suspense. Para aqueles como eu, que cresceram assistindo aos clássicos dos “Looney Tunes”, será uma diversão garantida! Rever personagens menos destacados nos desenhos antigos, saborear a trilha sonora icônica e ouvir o clássico encerramento: “Isso é tudo pessoal!”. Vale mencionar também que assistir ao filme dublado traz um sabor especial – não apenas pelas vozes conhecidas dos personagens, mas também pelas narrações e inserções durante a projeção.

Foi válida a espera? Sem dúvida! Garanta seu ingresso e confira o filme o quanto antes; vai saber se a ACME decide retirá-lo das salas. Afinal, ele pode ser apenas para demonstração contábil da empresa (risos). Brincadeiras à parte, fazia tempo que eu não me divertia tanto do início ao fim em uma sessão cinematográfica. Sem dúvida alguma é uma das melhores comédias deste ano! Estou curioso para saber sua opinião sobre o filme. Então vá assistir e depois venha conversar comigo! Um abraço. Thi.

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Antártida: longa-metragem que inaugura o Festival de Cinema de Gramado levou quase uma década para ser concluído https://campinashoje.com/antartida-longa-metragem-que-inaugura-o-festival-de-cinema-de-gramado-levou-quase-uma-decada-para-ser-concluido/2026/15082/ Tue, 18 Aug 2026 14:36:02 +0000 https://campinashoje.com/antartida-longa-metragem-que-inaugura-o-festival-de-cinema-de-gramado-levou-quase-uma-decada-para-ser-concluido/2026/15082/ Longa escrito por Claudia Jouvin e dirigido por Bruno Safadi inaugurou a programação principal nesta sexta-feira.
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Na última sexta-feira (14), teve início oficialmente a programação principal do 54º Festival de Cinema de Gramado, com a apresentação hors-concours do filme “Antártida”, dirigido por Bruno Safadi e roteirizado por Claudia Jouvin. A roteirista revelou que dedicou nove anos para levar essa história da página para as telas.

Claudia compartilhou sua determinação ao afirmar: “Essa história é uma história que eu tinha que contar. E eu lutei nove anos”, durante a introdução do filme no Palácio dos Festivais.

A escritora destacou que, desde o começo, a ideia de filmar na Antártida parecia um desafio considerável. No entanto, ao contar com a colaboração da equipe e do elenco, ela sentiu que a narrativa deixou de ser exclusivamente sua e se transformou em uma construção coletiva.

O diretor Bruno Safadi também enfatizou que, apesar da trama se passar na Antártida, as filmagens ocorreram no Rio de Janeiro. A produção adotou a tecnologia Unreal Engine em um estúdio virtual equipado com painéis de LED, que projetavam as paisagens geladas do continente em tempo real.

<p“Realizamos ‘Antártida’ no calor de 30 graus do Rio. E vocês verão que parece que estamos realmente na Antártida”, comentou Safadi antes da exibição.

A tecnologia foi crucial para viabilizar o projeto. Em uma entrevista, Claudia Jouvin mencionou que a produção foi “salva pela tecnologia” após a Globo adquirir os recursos necessários em 2023. O longa foi filmado em um estúdio virtual com mais de 1.500 m², incluindo 300 m² dedicados às telas de LED.

Safadi descreveu o filme como uma narrativa contemporânea sobre violência de gênero e a solidariedade entre mulheres após um crime. Na história, cientistas e militares se preparam para enfrentar o rigoroso inverno em uma base brasileira, onde Inês, interpretada por Marina Ruy Barbosa, é vítima de violência sexual.

A partir desse trágico evento, desconfianças começam a surgir na estação. Elisabeth, vivida por Andrea Beltrão e subcomandante da base, lidera uma investigação com o apoio das outras mulheres presentes.

Antes da projeção do filme, Safadi dedicou a sessão à presença de Andrea Beltrão, que não pôde comparecer à abertura em Gramado. O diretor expressou sua gratidão à família pelo suporte durante todo o processo criativo.

O elenco conta ainda com nomes como Leandra Leal, Lázaro Ramos, Antônio Calloni, Gero Camilo, Adélio Lima, João Vitor Silva, Renan Monteiro e Mariana Sena.

Nesta mesma sexta-feira, Marina Ruy Barbosa e Leandra Leal estiveram presentes na cerimônia de registro das mãos na Calçada da Fama de Gramado antes da exibição no Palácio dos Festivais.

Produzido pelo Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo em coprodução com a TV Globo, “Antártida” tem Isabela Bellenzani como produtora e será distribuído pela Paris Filmes. Sua estreia nos cinemas está agendada para 17 de setembro.

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Colegas e o Herdeiro’: A Inclusão no Cinema Como Reflexo da Diversidade https://campinashoje.com/colegas-e-o-herdeiro-a-inclusao-no-cinema-como-reflexo-da-diversidade/2026/15047/ Tue, 11 Aug 2026 14:35:04 +0000 https://campinashoje.com/colegas-e-o-herdeiro-a-inclusao-no-cinema-como-reflexo-da-diversidade/2026/15047/ Longa estreia em 13 de agosto e retoma a história iniciada em “Colegas”, lançado em 2013.
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Caros leitores, a alegria que sinto ao assistir a filmes brasileiros é imensa, e participar de uma pré-estreia é ainda mais especial. A noite de 6 de agosto foi memorável! Não apenas pelo filme incrível que assisti, que comunica-se com diversos públicos e traz uma mensagem essencial, mas também por reforçar a ideia de que o cinema deve ser acessível a todos. Hoje, convido vocês a refletirem comigo sobre “Colegas e o Herdeiro” (H2O Films, 2026).

Uma das coisas que mais valorizo ao ir ao cinema é a capacidade de ser surpreendido. E posso afirmar que não foi apenas o filme que trouxe surpresas naquela noite; toda a experiência foi impactante. A questão da representatividade é um tema recorrente e muito significativo. Sou profundamente grato à equipe Dropzando por me permitir participar das exibições para a imprensa. Essas ocasiões vão muito além de simplesmente ver filmes antes do lançamento; elas proporcionam aprendizado e crescimento, algo que tem sido inestimável ao longo do último ano.

Não existe preço que possa medir o valor dessas vivências. Elas não envolvem apenas as trocas entre profissionais da área, mas também nos permitem ouvir aqueles que estiveram envolvidos na produção das obras que assistimos. Desde que conheci Renata e Daya, meu conhecimento tem se ampliado consideravelmente. Portanto, quero expressar aqui minha sincera gratidão.

Se eu tivesse que resumir a experiência da noite passada em uma única palavra, essa palavra seria família. Porém, não no sentido tradicional de um lar com pais e filhos, mas sim na perspectiva da família que formamos ao longo da vida — aquela que nos acolhe independentemente do grau de parentesco. O clima daquela noite era exatamente isso: pessoas unidas não só por laços sanguíneos, mas também pela força e motivação mútua em busca de seus sonhos.

Neste conceito de família, todos encontram apoio e esperança para trabalhar arduamente em busca dos seus objetivos.

Peço desculpas pela repetição, mas foi realmente uma noite incrível! Estar em um ambiente onde você se sente ‘diferente’ sem receber olhares de julgamento é algo impactante. Pelo contrário: fui recebido com carinho, abraços e apertos de mão por pessoas que mal me conhecem. Embora isso possa parecer estranho para alguns, essa atmosfera me fez sentir parte de algo maior. É um lembrete poderoso de que somos todos humanos, cada um com suas singularidades. Temos nossas falhas, mas estamos juntos nessa jornada — unidos para celebrar o cinema brasileiro!

Confesso que cheguei à Cinemateca Capitólio um pouco tímido; no entanto, tamanha recepção calorosa logo me fez sentir em casa. Além disso, o fato de “Colegas e o Herdeiro” ter sido exibido em uma sala quase centenária torna tudo ainda mais especial! Fui surpreendido de maneiras diversas: pela acolhida calorosa, pela qualidade do filme e pela interação entre o público e a equipe criativa ao final da sessão. Sem dúvida alguma, foi um momento precioso para guardar na memória.

Entretanto, é lamentável perceber como pessoas com síndrome de Down frequentemente enfrentam preconceito na sociedade. A impressão é de que não há espaço para elas — nem mesmo em empregos comuns ou muito menos como protagonistas em filmes. Contudo, desafiando essas barreiras sociais desde seu lançamento em 2013, “Colegas” se destacou como uma obra celebrada em vários festivais e premiada no Festival de Gramado!

Ao chegar a 2026 com “Colegas e o Herdeiro”, o filme reafirma a possibilidade de realizar sonhos e ser quem se deseja! Para aqueles que acreditam que pessoas com síndrome de Down não têm capacidade suficiente, convido vocês a reconsiderarem essa visão! Nunca é tarde para lutar por nossos objetivos.

Lamentavelmente, ainda não habitamos um mundo ideal onde preconceitos enraizados não existem — seja por questões financeiras, cor da pele ou condições de saúde. Não estou sugerindo que será fácil; porém, com os “colegas” certos ao nosso lado, essa jornada pode se tornar mais leve.

Sendo assim, queridos amigos, anotem na agenda: “Colegas e o Herdeiro” estreia no dia 13 deste mês. Não percam a chance de garantir seus ingressos! Ah, mas Thi, sobre o que se trata o filme? Acreditem: vocês não irão se arrepender! E se você não assistiu ao primeiro filme? Não tem problema! Vocês podem vê-lo antes ou depois desse lançamento; é simples assim. Mas não deixem passar essa oportunidade de prestigiar essa obra.

Meu agradecimento às equipes da H2O Films e do Primeiro Plano pelo convite especial. E à equipe Dropzando: sou grato por me proporcionar momentos tão valiosos junto dessa turma maravilhosa! Espero encontrá-los novamente na próxima oportunidade. Um grande abraço a todos! Thi.

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Amor em Crise: Manhattan Como Cenário de Reviravoltas Emocionantes https://campinashoje.com/amor-em-crise-manhattan-como-cenario-de-reviravoltas-emocionantes/2026/15010/ Tue, 04 Aug 2026 14:35:15 +0000 https://campinashoje.com/amor-em-crise-manhattan-como-cenario-de-reviravoltas-emocionantes/2026/15010/ Filme começa como um drama sobre casamento e terapia, mas revela novas camadas à medida que as escolhas dos personagens provocam um efeito dominó.
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Você já passou pela experiência de assistir a algo sem saber o que esperar e acabou sendo surpreendido? Foi exatamente isso que ocorreu comigo na última cabine de imprensa virtual.

Normalmente, após essa primeira impressão, há dois caminhos possíveis: o filme pode ser uma grande decepção, fazendo você agradecer por não ter ido ao cinema, ou então pode ser uma obra que realmente te impressiona em diversos aspectos.

Pois bem, meus amigos, eu terminei a exibição do filme completamente impactado. Vamos conversar sobre “Desejo em Manhattan” (Cinemation Studios, 2026).

Nos minutos iniciais, já dá para sentir que algo intrigante está prestes a acontecer. É quase irresistível querer mandar uma mensagem para aquele amigo especial: “Ei, você precisa ver isso comigo!”

A solidão durante a visualização traz uma vontade intensa de compartilhar a experiência com alguém. Essa foi exatamente minha sensação durante os primeiros trinta minutos da cabine virtual. Muitas vezes assistimos a produções ruins e sentimos a necessidade de dividir o sofrimento, mas é raro quando um filme nos surpreende de maneira tão positiva.

A princípio, tudo sugere que estamos diante de mais uma narrativa sobre um casal enfrentando dificuldades no relacionamento. Contudo, mesmo focando nessa crise inicial, o longa transmite a ideia de que há algo mais profundo acontecendo.

À medida que você se envolve na trama e percebe que existem segredos ocultos, as revelações começam a surpreender.

Se observada superficialmente, a história se apresenta como um casal buscando terapia para salvar seu relacionamento. Elementos familiares estão presentes: houve traição e ambos desejam superar esse desafio; ele é reservado e tem dificuldade em expressar suas emoções; ela anseia pela presença genuína do parceiro; e o terapeuta tenta mediar essas tensões.

Aqueles que assistirem apenas sob essa perspectiva podem acabar ignorando as nuances do filme ou considerá-lo “entediante”.

Quando você realmente mergulha na narrativa, começa a ter sentimentos conflitantes em relação aos protagonistas. Surge o desejo de atravessar a tela e impedi-los de tomar decisões erradas ou convencê-los a agir de outra forma.

A ansiedade também aparece à medida que você se pergunta sobre as consequências das ações deles. O que inicialmente parecia ser apenas um drama conjugal logo se transforma em um suspense envolvente, revelando novas camadas ao longo da história.

O resultado é uma experiência profundamente imersiva. Acompanhamos cada passo da trama com uma dúvida constante: o desfecho já está definido ou ainda há espaço para mudanças?

Que prazer assistir a esse filme!

Os eventos se desenrolam como um efeito dominó: uma ação provoca outra até culminar em um clímax inevitável. O sentimento de impotência é palpável. Será que realmente não há nada capaz de alterar esse destino?

Muitos filmes apresentam reviravoltas genéricas ou desnecessárias. Uma revelação acontece e provoca uma reação momentânea sem agregar valor à história.

No entanto, em “Desejo em Manhattan”, as reviravoltas são inseridas com sutileza. Elas não são apenas para chocar; cada nova informação muda nossa percepção dos personagens e dos eventos anteriores.

Esta produção vai muito além da crise entre um casal. O enredo explora personagens marcados por conflitos emocionais e existenciais, além das repercussões resultantes de suas escolhas.

Outro ponto importante é o recorte racial presente no filme. Ele analisa como uma mulher branca interage em um ambiente predominantemente negro e como sua confiança nas consequências erradas parece herdar proteção contra os problemas criados por ela mesma. Essa é mais uma camada sofisticada abordada pela obra.

Ao final da exibição, fica o desejo ardente de dialogar com outras pessoas que também assistiram ao filme. Quero saber suas impressões, se ficaram surpresas nos mesmos momentos e como interpretaram as decisões dos personagens.

Dessa forma, fica a dica: assistam “Desejo em Manhattan”.

Não incluí a sinopse intencionalmente. Desejo que vocês tenham uma experiência semelhante à minha, descobrindo gradualmente o que essa trama realmente quer transmitir.

Um forte abraço a todos!

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A Odisseia”: a estreia da primeira superprodução gravada integralmente em IMAX https://campinashoje.com/a-odisseia-a-estreia-da-primeira-superproducao-gravada-integralmente-em-imax/2026/14959/ Tue, 28 Jul 2026 14:36:05 +0000 https://campinashoje.com/a-odisseia-a-estreia-da-primeira-superproducao-gravada-integralmente-em-imax/2026/14959/ Cena de "A Odisseia". Filme escrito, produzido e dirigido por Christopher Nolan. Crédito: Universal PicturesChristopher Nolan adapta a obra de Homero em uma superprodução de 2h52 que combina ação e um elenco estrelado.
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Amantes do cinema, será que Christopher Nolan conseguiu transformar uma das obras clássicas da literatura em um épico cinematográfico? Prepare sua bebida preferida e vamos discutir sobre “A Odisseia”, produção da Universal Pictures.

A obra de Homero não possui uma data exata de publicação, mas estima-se que tenha sido escrita no final do século VIII a.C. Mesmo que você não tenha lido, é provável que já tenha ouvido falar de “A Odisseia”: o cerco de Troia, o famoso cavalo que escondia soldados, e o embate de Odisseu com o ciclope Polifemo são apenas alguns dos muitos episódios marcantes.

Esse clássico atrai muitos leitores, talvez por contar uma narrativa épica que não se assemelha àquelas “obras com mais de mil páginas”, que muitas vezes intimidam antes mesmo da leitura começar.

Agora imagine a tarefa de pegar uma narrativa tão rica em nuances, tramas e significados e adaptá-la para as telonas. Com certeza, Christopher Nolan realizou um trabalho notável. “A Odisseia” conta com um elenco estelar e, apesar de suas 2h52min de duração, mal percebemos o tempo passar.

Defendo ainda que essa obra poderia ser dividida em duas partes. Afinal, resumir uma história tão complexa em menos de três horas não é tarefa fácil. Este filme merece uma exibição acompanhada por professores de História, especialmente por aqueles que têm familiaridade com a Grécia Antiga, para promover um debate enriquecedor entre ficção, mitologia e realidade. E se isso ocorrer, gostaria muito de ser convidado.

Posso estar sendo excessivamente entusiasmado, mas creio que temos aqui não apenas um dos lançamentos mais impactantes do ano, mas também uma obra que poderia ser utilizada nas escolas para incentivar a leitura.

Embora seja uma criação ficcional, ela está imbuída de elementos históricos, culturais e mitológicos. Há uma base sólida por trás dessa narrativa. Para além das cenas de combate e ação, somos levados a refletir sobre questões contemporâneas e relembrar a importância do conhecimento histórico.

Muitas pessoas podem considerar o estudo da História como algo irrelevante. Qual seria a utilidade de conhecer eventos passados? No entanto, uma sociedade desprovida de conhecimento tende a regredir. Ela acaba se deixando levar por informações superficiais nas redes sociais sem questionar sua veracidade.

Meu trabalho se tornaria sem valor se não houvesse essa troca de saberes. Seria apenas eu falando para o nada. É muito mais fácil ir às cabines de imprensa para assistir ao filme antes dos outros. Mas qual seria o benefício disso? Um post temporário nas redes sociais? Isso parece tão vazio.

Por isso gosto de vir aqui e convidar você a refletir junto comigo. Esta obra de Nolan me leva não só a discutir o filme em si, mas também a explorar as raízes históricas que lhe deram origem.

Pode parecer um tanto rigoroso dizer isso, mas se você não consegue se desconectar das redes sociais durante o filme e pretende passar a sessão checando notificações, talvez valha mais a pena não comprar seu ingresso. Você provavelmente achará o longa maçante e poderá prejudicar quem realmente deseja assisti-lo com atenção.

Esse filme não é feito para ser exibido nas redes sociais como um “cult”. É um convite para mergulhar na narrativa e deixar-se envolver até os créditos finais.

Hoje foi um daqueles dias em que deixei a sala de cinema sentindo que assisti a algo grandioso. Escolher uma sala adequada faz toda diferença; afinal, o longa foi filmado inteiramente em IMAX. Se você puder investir um pouco mais nesse formato, sua experiência será significativamente aprimorada.

Caso eu fosse comentar individualmente sobre cada membro do elenco, nossa conversa se prolongaria bastante. O filme conta com estrelas como Matt Damon, Anne Hathaway, Tom Holland, Zendaya, Robert Pattinson, Charlize Theron, Elliot Page e Lupita Nyong’o entre outros talentos incríveis.

Pois posso afirmar com confiança que cada ator traz algo especial para tornar essa película ainda mais grandiosa. Não estamos diante de meras participações especiais; em certos momentos esquecemos quem são esses astros fora das telas e nos envolvemos emocionalmente com seus personagens.

De fato, “A Odisseia” é uma produção impressionante: direção primorosa, elenco competente, trilha sonora envolvente e efeitos visuais deslumbrantes. A minuciosidade dos detalhes me deixou impressionado ao sair da cabine de imprensa após a exibição.

Equipe! Precisamos garantir nossos ingressos para esse filme! E se você aprecia cinema como eu aprecio, prepare-se para vivenciar uma superprodução memorável.

Por ora me despeço. Se você é fã de História e cinema ao mesmo tempo, assegure seu ingresso! Depois quero saber suas impressões sobre essa experiência cinematográfica.

Um grande abraço!

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Futuro Futuro” retrata um Brasil em crescente fragmentação à beira do colapso https://campinashoje.com/futuro-futuro-retrata-um-brasil-em-crescente-fragmentacao-a-beira-do-colapso/2026/14916/ Tue, 21 Jul 2026 14:33:07 +0000 https://campinashoje.com/futuro-futuro-retrata-um-brasil-em-crescente-fragmentacao-a-beira-do-colapso/2026/14916/ Cena de "Futuro Futuro" Crédito: Vulcana Cinema Filme de Davi Pretto que imagina um Brasil em colapso social por meio de uma ficção científica inquietante.
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Saudações, amigos! Como vocês estão? Que tal conversarmos sobre o Cinema Brasileiro? Preciso confessar que, ao sair da cabine de imprensa, fiquei em dúvida se havia compreendido completamente a proposta do filme. Algumas questões ficaram pairando na minha mente, mas creio que essa é exatamente a intenção de “Futuro Futuro” (Vulcana Cinema, 2025) ao instigar o espectador. Ao me preparar para escrever para vocês, tive a oportunidade de refletir mais sobre as situações apresentadas e a própria construção do longa. Então, vamos juntos nessa jornada pela obra de Davi Pretto.

Em “Futuro Futuro”, encontramos um filme que pode provocar reações diversas. Enquanto alguns espectadores podem considerá-lo maçante, outros podem enxergar uma proposta inovadora; há ainda aqueles que o veem como uma obra cult ou conseguem reunir todas essas impressões, acabando por gostar dele no final. Confuso? Com certeza! No entanto, admiro produções que têm a ousadia de se distanciar do modelo hollywoodiano tradicional.

Pensem um pouco: quantos filmes abordam cenários distópicos? Exemplos como “Contato”, “Guerra dos Mundos”, “Matrix” e “A Origem” vêm à mente… O foco aqui não é discutir suas qualidades, mas sim ressaltar que a ficção científica oferece uma ampla gama de títulos, seja explorando realidades conhecidas ou criando mundos fantásticos. Na maioria dessas histórias, o protagonista luta contra o tempo para resolver um dilema crucial e tentar salvar o planeta no final. Isso não significa que um filme seja considerado ruim apenas por seguir essa estrutura narrativa.

Permitam-me fazer um adendo: não é justo comparar o orçamento de uma produção nacional com os filmes mencionados anteriormente. Acredito que comparações desse tipo não são saudáveis, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Buscar inspiração em alguém ou em um trabalho é válido; contudo, quando começamos a estabelecer comparações entre eles, isso pode ser prejudicial. Especialmente em um mundo onde tudo parece perfeito nas redes sociais. Se você tem sonhos e metas, ótimo! Trabalhe duro por eles. É possível ter inspirações, mas cada um enfrenta seus próprios desafios para alcançar algo.

Acho extremamente injusto comparar um filme com orçamento milionário a produções nacionais. Não toda obra pode ser comparada a “Ainda Estou Aqui” ou “O Agente Secreto”, cujos realizadores enfrentaram muitos desafios antes de conseguir apoio financeiro e atrair público para as sessões. Por isso, como já mencionei anteriormente, o primeiro final de semana de exibição é crucial para garantir que nossos filmes permaneçam em cartaz. Comparar filmes de grandes estúdios como Disney, Warner ou Universal com longas brasileiros em termos de bilheteira é uma comparação inadequada e até maldosa. Se você aprecia o cinema brasileiro, demonstre seu apoio assistindo aos filmes em vez de fazer comparações desleais.

Desculpem-me por me desviar do assunto principal; vocês sabem como sou! Vamos retomar nosso raciocínio: criar uma produção nacional que desafie as convenções da maioria é realmente admirável! Seria muito mais fácil apresentar um personagem vivendo em São Paulo que descobre algo que as autoridades tentam ocultar porque isso poderia mudar o futuro do país e terminar com ele como herói.

No entanto, abordar situações reais e incorporar elementos fictícios traz uma sensação adicional de tensão ou terror. Todos nós já vivenciamos momentos que pareceram apocalípticos: a pandemia da Covid-19 em 2020 e mais recentemente as enchentes no Sul em 2024 impactaram profundamente muitas vidas. O longa faz alusão a essas enchentes logo no início da trama, pois sua produção ocorreu antes e depois desses eventos.

Assim começa o filme: nosso protagonista se vê perdido sem saber sua identidade ou origem em uma sociedade totalmente fragmentada. De um lado estão aqueles lutando pela sobrevivência sob condições precárias — uma paleta acinzentada permeia suas vidas com chuvas incessantes — onde a polícia se torna predadora ao invés de protetora, saqueando água e alimentos das pessoas necessitadas. Do outro lado há um ambiente mais limpo e privilegiado onde indivíduos desfrutam de suas riquezas enquanto se entregam aos prazeres da vida sem propósito.

Não está claro o que causou essa divisão social extrema. Uma nova pandemia? Os avanços da inteligência artificial? O fato é que algo deteriorou a sociedade a tal ponto que as pessoas aceitam essa nova realidade sem questionamentos sobre seu futuro iminente. Imagine chegar ao ponto em que ninguém se preocupa mais com seu destino ou tenta escapar dele. Acredito que “Futuro Futuro” conseguiu criar uma narrativa original enquanto lança críticas pertinentes sobre os rumos da nossa sociedade.

É admirável ver uma obra nacional desafiando os padrões do mercado comercial habitual. Embora isso possa não se refletir nas bilheteiras imediatamente, trata-se de um filme para ser apreciado ao longo do tempo. Assistir uma vez e refletir sobre os sentimentos e questões provocados; dialogar com outras pessoas sobre isso e talvez reassistir sob uma nova perspectiva.

Como sempre, estou curioso para saber sua opinião: O que você pensa sobre esse tipo de filme? Já garantiu seu ingresso? Venha conversar comigo depois e me conte quais foram suas impressões sobre essa obra! Um grande abraço, Thi.

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