Arquivo de Corrupção - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/corrupcao/ Mon, 13 Jul 2026 13:44:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de Corrupção - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/corrupcao/ 32 32 Processo sobre suposto esquema de precatórios de R$ 182,9 milhões envolvendo Blairo Maggi aguarda sentença https://campinashoje.com/processo-sobre-suposto-esquema-de-precatorios-de-r-1829-milhoes-envolvendo-blairo-maggi-aguarda-sentenca/2026/14897/ Mon, 13 Jul 2026 13:44:45 +0000 https://campinashoje.com/processo-sobre-suposto-esquema-de-precatorios-de-r-1829-milhoes-envolvendo-blairo-maggi-aguarda-sentenca/2026/14897/ Ação proposta pelo Ministério Público contra o ex-governador, Valdir Piran e outros oito réus permanece sem desfecho após sete anos de tramitação na Justiça de Mato Grosso A ação contra o ex-governador Blairo Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas, acusados de causar um prejuízo de R$ 182,9 milhões aos […]

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Ação proposta pelo Ministério Público contra o ex-governador, Valdir Piran e outros oito réus permanece sem desfecho após sete anos de tramitação na Justiça de Mato Grosso

A ação contra o ex-governador Blairo Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas, acusados de causar um prejuízo de R$ 182,9 milhões aos cofres públicos em um suposto esquema envolvendo o pagamento de precatórios, completa sete anos de tramitação sem desfecho na Justiça de Mato Grosso.

Proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) em 2019, a ação está conclusa para sentença desde 2 de junho, após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) rejeitar, em março deste ano, um recurso apresentado pela defesa do ex-governador.

Além de Maggi e Piran, também respondem à ação os ex-secretários de Estado Éder de Moraes e Edmilson José dos Santos, o procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho (Chico Lima), o procurador João Virgílio do Nascimento, a Construtora Andrade Gutierrez, os ex-diretores Rogério Norá de Sá e Luiz Otávio Moura, além da empresa Piran Participações e Investimentos Ltda.

Segundo o Ministério Público, entre 2009 e 2011, o Governo de Mato Grosso pagou R$ 276 milhões à Andrade Gutierrez para quitar precatórios judiciais relativos a uma dívida do extinto Departamento de Estradas de Rodagem de Mato Grosso (Dermat), sucedido pelo também extinto Departamento de Viação e Obras Públicas (DVOP).

A investigação sustenta, porém, que a antecipação desses pagamentos teria servido para quitar uma dívida de R$ 40 milhões que o grupo político liderado por Blairo Maggi e Éder de Moraes mantinha com o empresário Valdir Piran.

De acordo com o MPE, a suspeita ganhou força após o ex-governador Silval Barbosa, que era vice-governador à época dos fatos, afirmar em depoimento ao Ministério Público Federal que o pagamento dos precatórios teve como objetivo gerar “retorno” financeiro para liquidar o débito com Piran.
Ainda conforme a ação, para ocultar a verdadeira finalidade da operação, a Andrade Gutierrez e a empresa de Piran teriam firmado um contrato de cessão de direitos creditórios considerado simulado.

O Ministério Público sustenta que o documento serviu apenas para conferir aparência de legalidade à transferência dos recursos.

O órgão também afirma que os investigados montaram um esquema para viabilizar os pagamentos, inclusive com a criação de uma lista separada de precatórios relativos ao extinto DVOP, onde estavam os créditos da empreiteira.

Segundo o MPE, a medida burlou a ordem cronológica exigida por lei para o pagamento dos precatórios.

Recurso rejeitado

No recurso julgado em março, a defesa de Blairo Maggi pediu o julgamento antecipado parcial da ação para excluir do processo dois dos três precatórios questionados. A alegação era de que um laudo da Contadoria Judicial concluiu não ter havido dano ao erário nesses dois títulos.

O pedido, no entanto, foi rejeitado pela Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo.

Relatora do caso, a desembargadora Maria Erotides Kneip entendeu que, embora os cálculos técnicos apontem ausência de pagamento acima do devido em dois precatórios, ainda é necessária a produção de provas para esclarecer a eventual responsabilidade dos réus, a existência de dolo e a configuração de prejuízo aos cofres públicos.

A magistrada ressaltou ainda que o julgamento antecipado parcial é uma faculdade do juiz, e não uma obrigação, especialmente em ações de improbidade administrativa, nas quais a instrução processual é essencial para a análise completa dos fatos.

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Polícia Federal mira deputado baiano em nova fase da Operação Overclean https://campinashoje.com/policia-federal-mira-deputado-baiano-em-nova-fase-da-operacao-overclean/2026/13760/ Tue, 13 Jan 2026 11:06:50 +0000 https://campinashoje.com/policia-federal-mira-deputado-baiano-em-nova-fase-da-operacao-overclean/2026/13760/ Félix Mendonça Jr. é alvo de mandados de busca em investigação que apura desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro na Bahia. O deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) é o principal alvo da nona fase da Operação Overclean, que investiga uma organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem […]

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Félix Mendonça Jr. é alvo de mandados de busca em investigação que apura desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro na Bahia.

O deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) é o principal alvo da nona fase da Operação Overclean, que investiga uma organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal deflagrou a nova fase nesta terça-feira (13), com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal.

São cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Mata do São João e Vera Cruz, todas na Bahia.

De acordo com informações da TV Globo, os endereços onde foram cumpridos os mandados estão relacionados ao parlamentar baiano, que já foi alvo da Overclean em junho do ano passado, na quarta fase. Na ocasião, a PF cumpriu mandados contra Félix Mendonça Jr, o assessor dele e prefeitos de municípios baianos.

Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa utilizava um esquema estruturado para direcionar recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais. As investigações constataram a prática de superfaturamento em obras e desvios de recursos com o apoio de interlocutores que facilitavam a liberação de verbas destinadas a projetos previamente selecionados pela ORCRIM.

O grupo atuava por meio de operadores centrais e regionais, que cooptavam servidores públicos para obter vantagens indevidas, tanto no direcionamento quanto na execução de contratos. Após garantir a celebração dos contratos fraudulentos, as empresas envolvidas superfaturavam valores e aplicavam sobrepreços. Os pagamentos de propinas eram realizados por meio de empresas de fachada ou métodos que dificultavam a identificação da origem dos valores.

A lavagem de dinheiro era realizada de forma altamente sofisticada, incluindo o uso de: empresas de fachada controladas por “laranjas”, que movimentavam os recursos ilícitos; empresas com grande fluxo financeiro em espécie, utilizadas para dissimular a origem dos valores desviados.

Relatórios elaborados pela Receita Federal, em cumprimento à ordem judicial, apontaram inconsistências fiscais, movimentações financeiras incompatíveis, omissão de receitas, utilização de interpostas pessoas e indícios de variação patrimonial a descoberto.

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Prefeito de Ferraz de Vasconcelos é acusado de fraudar licitações e causar prejuízo de R$ 15 milhões https://campinashoje.com/prefeito-de-ferraz-de-vasconcelos-e-acusado-de-fraudar-licitacoes-e-causar-prejuizo-de-r-15-milhoes/2015/14681/ Fri, 04 Dec 2015 14:49:00 +0000 https://campinashoje.com/prefeito-de-ferraz-de-vasconcelos-e-acusado-de-fraudar-licitacoes-e-causar-prejuizo-de-r-15-milhoes/2015/14681/ Operação do Gaeco cumpriu mandados na prefeitura e nas residências dos investigados; bens e documentos foram apreendidos Promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram, nesta sexta-feira, 4, mandados de busca e apreensão na prefeitura de Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana, e também nas casas do prefeito Acir Filló […]

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Operação do Gaeco cumpriu mandados na prefeitura e nas residências dos investigados; bens e documentos foram apreendidos

Promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram, nesta sexta-feira, 4, mandados de busca e apreensão na prefeitura de Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana, e também nas casas do prefeito Acir Filló dos Santos (PSDB), do secretário

Todos são acusados de montar uma quadrilha para fraudar licitações e lesar os cofres públicos em pelo menos R$ 15 milhões. Policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) deram apoio à operação. 

A Justiça determinou a apreensão de documentos, computadores, relógios, joias, dinheiro, carros e todos os bens adquiridos com dinheiro supostamente ilícito na residência dos suspeitos. Na casa do prefeito, foram apreendidos cerca de R$ 7 mil em dinheiro.

Na casa da secretária de segurança e mobilidade, Elizabeth Soliman Evangelista, foi apreendida uma arma sem registro. Ela, que é sogra de Lima Dias e coronel da Polícia Militar aposentada, foi levada à delegacia da cidade para o registro do caso.

Os promotores suspeitam que a Nova Opção foi criada pelo próprio secretário Lima Dias, que teria colocado um casal de amigos como laranjas do esquema. Dias financiou a campanha do atual prefeito e tem passagem na polícia por tráfico de drogas, clonagem de cartões e associação para o tráfico. Segundo o Gaeco, Lima Dias tem um salário mensal de R$ 11 mil e mora em uma casa, em Arujá, avaliada em R$ 2,5 milhões. Ele não foi localizado para comentar as acusações.

Em nota, a prefeitura de Ferraz de Vasconcelos informou que “o corpo jurídico vai analisar o processo e impetrar os recursos judiciais necessários, para que o prefeito da cidade reassuma o cargo. Neste período quem assume o posto de administrador do município é o vice-prefeito José Izidro Neto.” 

 

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