Arquivo de construção civil - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/construcao-civil/ Mon, 05 Jan 2026 10:05:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de construção civil - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/construcao-civil/ 32 32 Entenda as razões do sucesso do Minha Casa, Minha Vida em 2025 https://campinashoje.com/entenda-as-razoes-do-sucesso-do-minha-casa-minha-vida-em-2025/2026/13635/ Mon, 05 Jan 2026 10:05:07 +0000 https://campinashoje.com/entenda-as-razoes-do-sucesso-do-minha-casa-minha-vida-em-2025/2026/13635/ Com orçamento recorde de R$ 180 bilhões, programa habitacional alcança aprovação de 90% e impulsiona a construção civil em todo o país. O programa habitacional do Governo Federal alcançou resultados históricos em 2025. No ano, o programa contou com orçamento recorde de cerca de R$ 180 bilhões. Os recursos ajudaram o Minha Casa, Minha Vida […]

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Com orçamento recorde de R$ 180 bilhões, programa habitacional alcança aprovação de 90% e impulsiona a construção civil em todo o país.

O programa habitacional do Governo Federal alcançou resultados históricos em 2025. No ano, o programa contou com orçamento recorde de cerca de R$ 180 bilhões. Os recursos ajudaram o Minha Casa, Minha Vida a superar e muito o ritmo de contratações esperado no início do governo e se tornar o programa social preferido pelos brasileiros, com aprovação de 90%, segundo pesquisa Genial-Quaest.

Com o Minha Casa, Minha Vida, estamos enfrentando o desafio do déficit habitacional e trabalhando para que cada vez mais famílias brasileiras possam morar com condições dignas”, disse o ministro das Cidades, Jader Filho. ‘Em 2025, aceleramos o ritmo de entregas, ampliamos o programa e, entre outros avanços, criamos a faixa 4 para as famílias que ganham mais de R$ 8.600 e até R$ 12 mil. Já fora do MCMV, criamos também um novo modelo de crédito imobiliário para a classe média porque não deixamos ninguém para trás”, afirmou.

Estímulo ao setor da construção civil

O Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi o grande motor do setor da construção civil em 2025. O programa já contratou mais de 1,9 milhão de unidades desde 2023, com investimento público superior a R$ 300 bilhões e atualmente a meta é chegar a 3 milhões de moradias contratadas no final de 2026, 50% a mais que a meta original.

A cidade de São Paulo, maior do País, o Minha Casa, Minha Vida respondeu por 62% dos lançamentos e 63% das vendas de janeiro a outubro de 2025, de acordo com o Secovi-SP, Sindicato de Empresas do Setor de Habitação em São Paulo. O setor de construção civil cresceu 2% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Crédito: AESCOM/MCID

Geração de empregos

A geração de empregos com carteira assinada na construção civil foi de 192.176 em 2025 até novembro, com aumento de 6,73% sobre o mesmo período de 2024, segundo dados do Novo CAGED divulgados em 30/12. No total, a quantidade de trabalhadores com carteira assinada no setor em novembro era de 3.049.483.

Diferentes faixas de renda beneficiadas

Famílias com renda até R$ 4.700,00, das Faixas 1 e 2, foram priorizadas, com contratações e financiamentos de mais de 661 mil unidades habitacionais ao todo, até o início de dezembro de 2025. O programa destinou recursos recordes para reduzir o déficit habitacional, beneficiando grupos vulneráveis.

As contratações resultaram em um investimento superior a R$ 36,2 bilhões por meio do Orçamento Geral da União (OGU), enquanto os financiamentos somaram para R$ 57,2 bilhões, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Também foi criado, em 2025, a faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, para famílias com renda mensal acima de R$ 8.600 até R$ 12 mil, que estavam sem opção de financiamento. A nova faixa financia imóveis novos ou usados de até R$ 500 mil, com juros de 10% ao ano e prazo de 420 meses. Até o início de dezembro de 2025, haviam sido beneficiadas 25.191 famílias por meio desta novidade, representando um investimento de R$ 6,6 bilhões.

Minha Casa, Minha Vida Sustentável

A sustentabilidade e a inovação foram algumas das bandeiras destacadas neste terceiro ano de retomada. Em 2025, o MCMV integrou sustentabilidade em suas construções e empreendimentos, com materiais de baixa absorção solar, mais árvores e uma redução de 55% da carga térmica nas moradias. Essas ações se alinham à atuação do Ministério das Cidades na COP30, com práticas para cidades resilientes, e a metas climáticas para o futuro, com aprovação de novas normas ABNT para materiais qualificados no setor da construção civil.

Compra Assistida

Iniciado no Rio Grande do Sul, por meio do Minha Casa, Minha Vida Reconstrução, o Compra Assistida auxiliou mais de 9 mil famílias gaúchas a reconstruírem suas vidas após as enchentes de 2024. Os contemplados puderam escolher imóveis novos ou usados, de até R$ 200 mil, em qualquer município do estado gaúcho para se mudarem. Essa ação inovadora, criada como resposta de curto prazo, se mostrou eficiente, passando a ser adotada em outras situações de urgência ou vulnerabilidade. No Rio Grande do Sul, foram mais de R$ 1,8 bilhão investidos para garantir que todas as famílias voltassem a ter uma moradia para chamar de sua.

Parcerias inovadoras

O Ministério das Cidades fortaleceu sua rede de parceiros em 2025, com a criação da Rede Nacional de Inovação para a Habitação Sustentável, em parceria com 17 entidades do setor da construção civil e instituições de pesquisa, durante a COP30. Ao lado da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), a rede de entidades vai articular laboratórios, empresas e centros técnicos para promover a inovação em todo o ciclo produtivo da construção civil, da fabricação de materiais à execução das obras, além de integrar as Jornadas Setoriais de Baixo Carbono, que orientam a medição e redução das emissões no setor.
 

O Ministério das Cidades também aderiu, ao longo da COP30, à Coalizão pela Habitação Net-Zero. O movimento busca mobilizar governos, empresas, organizações da sociedade civil, investidores e cidadãos a unirem forças para colocar a habitação no centro da agenda climática.
 

E vem mais por aí em 2026!

Para 2026, o orçamento recorde do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para habitação é de R$ 144,5 bilhões. Somado a demais fontes de recursos, será maior ainda. Além disso, o teto do subsídio por família no programa sobe para R$ 65 mil.

Em 2026, também passa a valer o novo conjunto de ajustes nos tetos dos valores dos imóveis financiáveis pelo Minha Casa, Minha Vida. A decisão atualiza os limites de valores dos imóveis nos municípios com população acima de 750 mil habitantes e aqueles entre 300 mil e 750 mil habitantes.

Nas capitais regionais com mais de 750 mil habitantes, o novo teto chega a R$ 260 mil, representando uma elevação de 4% em relação ao valor anterior. Enquanto nas metrópoles de mesma população, o aumento foi de 6%, representando R$ 270 mil. Nas metrópoles e capitais regionais com população entre 300 mil e 750 mil habitantes, o limite passa a ser de R$ 255 mil, um valor 4% maior.

Locação social

Em dezembro de 2025, o Ministério das Cidades lançou a PPP Morar no Centro, juntamente com a Prefeitura do Recife (PE) e a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) do Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). Esse é apenas a primeira de uma série de parcerias público-privadas com foco na locação social, oferecendo moradias acessíveis por aluguel a famílias de baixa renda.

No decorrer do ano, também haverá novidades sobre mais PPPs que ocorrerão em outros municípios brasileiros, como Campo Grande (MS) e Santo André (SP).

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CAIXA retoma liberação de múltiplos financiamentos imobiliários pelo SBPE https://campinashoje.com/caixa-retoma-liberacao-de-multiplos-financiamentos-imobiliarios-pelo-sbpe/2025/13625/ Wed, 10 Dec 2025 06:59:04 +0000 https://campinashoje.com/caixa-retoma-liberacao-de-multiplos-financiamentos-imobiliarios-pelo-sbpe/2025/13625/ Medida volta a valer após suspensão e integra pacote de ações para ampliar o acesso à moradia e impulsionar o setor da construção civil. A CAIXA voltou a disponibilizar a possibilidade de contratação de mais de um financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). A medida, que estava suspensa desde novembro […]

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Medida volta a valer após suspensão e integra pacote de ações para ampliar o acesso à moradia e impulsionar o setor da construção civil.

A CAIXA voltou a disponibilizar a possibilidade de contratação de mais de um financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). A medida, que estava suspensa desde novembro de 2024, entra novamente em vigor para atender à demanda do mercado e ampliar as oportunidades para famílias e investidores.

As modalidades de financiamento com recursos SBPE tem seu saldo devedor atualizado pela TR, ofertam taxas de juros efetivas a partir de 10,99% ao ano e prazo de até 420 meses.

Entre novembro de 2024 e dezembro de 2025, clientes que já possuíam um financiamento habitacional ativo na CAIXA, incluindo seus cônjuges, independentemente do regime de casamento, não podiam contratar um novo crédito imobiliário no banco. Com a mudança anunciada, essa limitação deixa de existir, permitindo que os clientes contratem mais de um financiamento pelo SBPE.

A liberação do compulsório da poupança contribui para ampliar a liquidez do sistema financeiro, oferecendo suporte às operações de crédito imobiliário em um cenário de maior demanda. Essa medida fortalece a capacidade das instituições de manter o ritmo de concessões, mesmo diante da redução dos saldos de poupança, garantindo estabilidade e continuidade no atendimento ao mercado”, explica o presidente da CAIXA, Carlos Vieira.

A mudança acompanha uma série de iniciativas estratégicas para facilitar o acesso à moradia e estimular o setor da construção civil. Dentre as medidas anunciadas recentemente, estão:

Elevação do teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH): o valor máximo dos imóveis financiáveis passou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, permitindo que famílias de renda média e alta tenham acesso a condições mais vantajosas.

Aumento da cota de financiamento: a CAIXA voltou a financiar até 80% do valor do imóvel na modalidade SAC e até 70% na modalidade Price, reduzindo a necessidade de entrada e ampliando a capacidade de compra.

Linha de crédito para reformas: lançada em outubro de 2025, dentro do programa Reforma Casa Brasil, com taxas atrativas. Além de operacionalizar R$ 30 bilhões do Fundo Social no Programa Minha Casa, Minha Vida para pessoas com renda até R$ 9,6 mil, a CAIXA disponibilizará R$ 10 bilhões em linha própria com recursos do SBPE para famílias com renda superior a esse limite. Através do site do banco é possível verificar a elegibilidade ao programa, simular condições e obter orientações.

Otimização do uso do compulsório da poupança, após mudanças regulatórias do Banco Central, garantindo liquidez e estabilidade para manter o ritmo de concessões. Com as alterações, a previsão é de elevação do orçamento SBPE para 2026.

Habitação é com a CAIXA:

A CAIXA é líder absoluta em crédito imobiliário, com 67,1% de participação no mercado. O saldo da carteira imobiliária do banco encerrou o terceiro trimestre deste ano em R$ R$ 905 bilhões, crescimento de 11,4% em relação a setembro de 2024. Até setembro de 2025, o banco alcançou R$ 174,4 bilhões em novas contratações.

Mais informações sobre crédito imobiliário estão disponíveis no site da CAIXA.

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A Importância do Setembro Amarelo e de Programas de Apoio Psicológico na Construção Civil https://campinashoje.com/a-importancia-do-setembro-amarelo-e-de-programas-de-apoio-psicologico-na-construcao-civil/2024/12787/ Tue, 03 Sep 2024 17:38:38 +0000 https://campinashoje.com/a-importancia-do-setembro-amarelo-e-de-programas-de-apoio-psicologico-na-construcao-civil/2024/12787/ O setor da construção civil é um dos pilares da economia, movimentando milhões e empregando milhares de trabalhadores em todo o país. No entanto, é também um ambiente que, muitas vezes, coloca seus trabalhadores em situações de risco, não apenas físico, mas também mental. Embora os acidentes de trabalho em canteiros de obras sejam amplamente […]

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O setor da construção civil é um dos pilares da economia, movimentando milhões e empregando milhares de trabalhadores em todo o país. No entanto, é também um ambiente que, muitas vezes, coloca seus trabalhadores em situações de risco, não apenas físico, mas também mental. Embora os acidentes de trabalho em canteiros de obras sejam amplamente documentados e discutidos, a saúde mental dos operários da construção civil ainda é um tema que precisa de maior atenção.

Estudos recentes têm demonstrado que os trabalhadores da construção civil estão entre as categorias profissionais mais afetadas por problemas de saúde mental, incluindo depressão e ansiedade, fatores que podem levar ao suicídio. Segundo um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizado em 2022, trabalhadores da construção civil estão entre os mais vulneráveis ao suicídio, sendo este o segundo maior índice de mortalidade por causa não natural entre esses profissionais.

Globalmente, o setor de construção tem um dos piores recordes de saúde mental e suicídios dos colaboradores. As taxas globais de suicídio na construção civil foram descritas como alarmantes na publicação da conferência de 2017,  Suicide in the Construction Industry: It’s Time to Talk. A publicação detalhava que, em muitos países, as taxas de suicídio para aqueles que trabalhavam no setor de construção eram mais altas do que na população geral.

“As razões para isso são múltiplas: a pressão por produtividade, o ambiente muitas vezes hostil e perigoso, as jornadas extenuantes, e a falta de reconhecimento e de apoio psicológico são fatores que contribuem significativamente para esse quadro alarmante. O estigma em torno da saúde mental também impede que muitos trabalhadores busquem a ajuda de que necessitam, perpetuando um ciclo de sofrimento e isolamento” relata Ramalho da Construção, líder sindical na área da construção civil que representou os trabalhadores da área por mais de 25 anos a frente do Sintracon – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Civil.

O presidente licenciado da Sintracon fala sobre a importância de campanhas de conscientização como o Setembro Amarelo destacando a importância de falar sobre o tema e de promover a saúde mental. “No contexto da construção civil, essa campanha se torna ainda mais crucial, visto que os índices de suicídio nessa área são preocupantes” declara ele.

Ramalho quando esteve à frente do sindicato criou parcerias para a realização do projeto “SOS da Construção – Salvando Vidas” com o objetivo de promover a saúde mental e prevenir suicídios entre os trabalhadores da construção, mediante atendimento prévio, via telemedicina, atendimento presencial, palestras nas obras, rodas de conversas e painéis com profissionais de saúde mental. 

O projeto inclui a divulgação, nas obras, dos recursos para tratamento da saúde mental do Seconci-SP, além de lives, plataforma de conteúdo, treinamentos online, oficinas de terapia ocupacional, programas especiais de prevenção personalizados, e técnicas alternativas como yoga e meditação. 

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio que ganha mais relevância a cada ano.

Durante o mês de setembro, empresas e organizações são incentivadas a promover ações que não apenas conscientizem sobre a importância de cuidar da saúde mental, mas que também ofereçam suporte real e prático aos seus colaboradores. Isso pode incluir desde palestras e workshops sobre o tema, até a disponibilização de canais de apoio psicológico e linhas de assistência que permitam que os trabalhadores busquem ajuda de forma anônima e sem medo de represálias.

Ramalho reitera que para além das campanhas de conscientização, é fundamental que a construção civil implemente programas permanentes de apoio psicológico aos seus trabalhadores. “Muitas empresas já começaram a adotar práticas como a contratação de psicólogos organizacionais, a criação de grupos de apoio e a oferta de consultas terapêuticas. Esses programas têm se mostrado eficazes não apenas na redução dos índices de suicídio, mas também na melhoria geral da qualidade de vida dos trabalhadores, que se sentem mais valorizados e cuidados. Além disso, um ambiente de trabalho mais saudável e seguro, onde a saúde mental é levada a sério, também resulta em maior produtividade e menor índice de absenteísmo, beneficiando tanto o trabalhador quanto a empresa” finaliza ele que tem uma vida de luta dedicada aos direitos dos trabalhadores.

A construção civil é um setor vital para a economia, mas também precisa ser um espaço onde a saúde mental dos trabalhadores seja prioridade. O Setembro Amarelo é uma oportunidade importante para começar ou intensificar essa conversa, mas é fundamental que as ações de apoio psicológico não se limitem apenas a esse mês. Programas permanentes de suporte psicológico podem salvar vidas e transformar o ambiente de trabalho em canteiros de obras, promovendo um setor mais seguro, humano e produtivo.

É vital, também, a elaboração de políticas públicas que garantam a Saúde Mental nos espaços organizacionais e também no SUS, a promoção e a formação de gestores públicos e privados com foco na saúde do trabalhador, o fortalecimento dos coletivos e das entidades de representação trabalhistas, a criação de  espaços de acolhimento (denúncia) e o aprimoramento da rede de saúde mental, para que de fato ela esteja preparada para receber esses pacientes.

É importante a desestigmatização dos problemas de saúde mental e para descobrir benefícios complementares que poderiam evitar futuras mortes, enquanto também reduzem as considerações legais, financeiras e reputacionais que procedem inevitavelmente dessas tragédias.

As empresas de construção que adotam uma abordagem progressiva diante da saúde mental do operário estão se colocando na dianteira, tanto legal quanto moralmente.

Fonte: Ana Lopes

AL9 Comunicação

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Ramalho da Construção fala sobre os direitos das mulheres na sociedade e na construção civil: os avanços e esforços. https://campinashoje.com/ramalho-da-construcao-fala-sobre-os-direitos-das-mulheres-na-sociedade-e-na-construcao-civil-os-avancos-e-esforcos/2024/12767/ Tue, 13 Aug 2024 12:14:08 +0000 https://campinashoje.com/ramalho-da-construcao-fala-sobre-os-direitos-das-mulheres-na-sociedade-e-na-construcao-civil-os-avancos-e-esforcos/2024/12767/ A luta pelos direitos das mulheres tem sido uma jornada longa e desafiadora, marcada por conquistas significativas e desafios contínuos. No Brasil, essa batalha por igualdade e justiça se reflete em diversos aspectos da sociedade, incluindo no ambiente de trabalho, como na construção civil.  Ramalho da Construção, presidente licenciado do Sindicato dos Trabalhadores da Construção […]

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A luta pelos direitos das mulheres tem sido uma jornada longa e desafiadora, marcada por conquistas significativas e desafios contínuos. No Brasil, essa batalha por igualdade e justiça se reflete em diversos aspectos da sociedade, incluindo no ambiente de trabalho, como na construção civil. 

Ramalho da Construção, presidente licenciado do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP),  enfatiza que a conquista dos direitos das mulheres é um marco essencial na história da justiça social. Um dos principais instrumentos dessa luta no Brasil é a Lei Maria da Penha, considerada uma das mais avançadas legislações de proteção à mulher no mundo. Criada para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, essa lei se tornou um símbolo da resistência contra a violência de gênero, fornecendo uma estrutura legal robusta para a proteção das mulheres.

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) não apenas define as formas de violência (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral), mas também estabelece mecanismos para a prevenção e punição desses atos, além de criar medidas de assistência às vítimas. Ela representou uma revolução na maneira como a sociedade brasileira e o sistema de justiça encaravam a violência contra a mulher, proporcionando um amparo legal que antes era inexistente.

Ramalho comenta que historicamente, a construção civil foi um ambiente dominado por homens, onde a presença feminina era rara e, muitas vezes, vista com preconceito. No entanto, essa realidade tem mudado gradualmente, com um aumento na participação das mulheres nesse setor. Apesar do progresso, ainda há muitos desafios a serem superados, como a discriminação de gênero, as desigualdades salariais e a falta de oportunidades iguais.

As mulheres na construção civil têm direitos garantidos por lei, como o direito à igualdade salarial e de condições de trabalho, além do acesso a ambientes de trabalho seguros e livres de assédio. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e outras legislações específicas asseguram que as mulheres devem ser tratadas com equidade em relação aos homens, tendo as mesmas oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional.

Ramalho tem desempenhado um papel fundamental na promoção dos direitos das mulheres no setor da construção civil, tendo sido um defensor ativo da igualdade de gênero e da inclusão das mulheres no mercado de trabalho da construção.

“Sob minha liderança, o Sintracon implementou diversas iniciativas para melhorar as condições de trabalho para as mulheres, incluindo campanhas contra o assédio sexual no ambiente de trabalho, programas de formação e capacitação específicos para mulheres e a promoção de uma cultura de respeito e inclusão nas obras. Essas ações têm sido fundamentais para garantir que as mulheres se sintam seguras e valorizadas no ambiente de trabalho, encorajando mais mulheres a ingressarem e permanecerem na construção civil” explica o líder sindical

Para Ramalho, o momento político mais democrático permite intensificar os debates, as ações por igualdade de salário e de direitos na sociedade e as lutas contra a violência e os preconceitos contra a mulher.

“Em 1998, nomeei Maria Divina, a primeira mulher diretora de base do Sintracon, hoje temos mais duas mulheres na direção Sueli Ramos de Lira e Josileide Neri” , conta ele.

Os direitos das mulheres, tanto na sociedade em geral quanto na construção civil, têm avançado significativamente, mas ainda há muito a ser feito. A Lei Maria da Penha continua sendo um pilar crucial na luta contra a violência de gênero

Lideres como Ramalho da Construção desempenham um papel vital na promoção da igualdade de oportunidades e no combate à discriminação no ambiente de trabalho. 

A construção de um futuro mais igualitário depende de esforços contínuos e da conscientização de toda a sociedade sobre a importância dos direitos das mulheres.

 

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