Arquivo de cinema brasileiro - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/cinema-brasileiro/ Tue, 02 Jun 2026 14:29:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de cinema brasileiro - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/cinema-brasileiro/ 32 32 O Enigma dos Meninos Desaparecidos: uma narrativa urbana que provoca reflexões sobre conexões humanas https://campinashoje.com/o-enigma-dos-meninos-desaparecidos-uma-narrativa-urbana-que-provoca-reflexoes-sobre-conexoes-humanas/2026/14530/ Tue, 02 Jun 2026 14:29:05 +0000 https://campinashoje.com/o-enigma-dos-meninos-desaparecidos-uma-narrativa-urbana-que-provoca-reflexoes-sobre-conexoes-humanas/2026/14530/ Crédito: Filmicca /DivulgaçãoNessa fábula urbana, um garoto interiorano está em busca de um amor na cidade grande. O que ele não esperava era que havia um assassino "caçando" garotos da idade dele.
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Olá, pessoal! Como vocês estão? Hoje, nosso bate-papo sobre cinema traz uma novidade emocionante: o Cinema Nacional! Neste mês de celebração do Orgulho LGBTQIAPN+, estreia nas salas de cinema o filme “Labirinto dos Garotos Perdidos” (Filmicca, 2025). Este longa-metragem, dirigido por Matheus Marchetti, apresenta uma fábula urbana envolvente e impactante que ressoa profundamente com a comunidade. Então, pegue sua bebida favorita e venha comigo nessa jornada!

A trama de “Labirinto dos Garotos Perdidos” segue um jovem do interior que busca seu lugar e um amor na grande cidade. A narrativa é repleta de sensualidade, misturando momentos macabros com cenas divertidas sobre o mundo dos relacionamentos. No entanto, ele se depara com uma ameaça inesperada: um assassino está à solta, atacando garotos da sua faixa etária na metrópole.

Esse filme provoca uma reflexão importante sobre a necessidade de ter uma rede de apoio sólida, especialmente em momentos de autodescoberta e compreensão do próprio lugar no mundo. Essa mensagem é relevante para todos, independentemente da orientação sexual. A história é contada sob a perspectiva de um personagem homossexual.

Esta é minha segunda vez assistindo “Labirinto dos Garotos Perdidos”. Tive a chance de conhecê-lo durante o Fantaspoa (Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre) e fiquei surpreso ao ter acesso a essa obra antes de sua exibição oficial. Agora, ao reassistir durante a cabine de imprensa, consigo extrair novas reflexões que vão além das minhas primeiras impressões do festival.

Embora eu considere que este filme fale diretamente à comunidade LGBTQIAPN+, acredito que todos possam tirar lições valiosas dele. É essencial destacar a importância de ter um suporte emocional saudável – seja através da família ou amigos próximos. Embora isso não necessariamente evite algumas decisões do protagonista, ele teria alguém para compartilhar suas experiências e buscar conselhos.

É importante esclarecer que o protagonista tem alguém com quem conversar sobre seus sentimentos. Ele menciona seu primeiro encontro, mas fica claro que essa relação não é profunda. O diálogo é superficial: “ele foi tão gentil e atencioso online, mas quando nos encontramos pessoalmente parecia outra pessoa”. E a resposta recebida é bastante fria: “isso é um truque clássico para enganar quem está desavisado. Além disso, você estava implorando por carinho pela internet”. Não me surpreende as escolhas que ele faz se essa era sua única fonte de apoio.

Não estou isentando o personagem da responsabilidade por suas ações; cada um deve arcar com suas próprias consequências. No entanto, imagine um jovem que está se descobrindo e buscando entender seus sentimentos desabafando com uma amiga e recebendo esse tipo de resposta… Como você se sentiria? Outro ponto relevante aqui é que ele opta por procurar uma amiga em vez de contar com o apoio familiar. Muitas vezes, as famílias não oferecem o acolhimento necessário para pessoas LGBTQIAPN+, criando uma realidade complexa.

Além das cenas íntimas e encontros efêmeros, o filme me fez refletir sobre como as pessoas podem ser cruéis consigo mesmas. Ter alguém para conversar e pedir ajuda é fundamental. Não estou dizendo que todas as pessoas são irresponsáveis; há aqueles que têm apoio e ainda assim tomam decisões erradas. Meu foco são aqueles que se identificam como LGBTQIAPN+ e enfrentam dificuldades sem querer se machucar – como ver alguém adulto tentando dar os primeiros passos na vida.

Felizmente, estamos avançando em direção a uma nova realidade aos poucos. No entanto, discutir sexualidade ainda é considerado um tabu em nossa sociedade. Mesmo em tempos em que conectar-se parece fácil nas redes sociais, abrir-se pode ser extremamente complicado devido ao medo do julgamento alheio ao confessar sentimentos como atração por determinadas pessoas.

Compreendem o que digo? Em meio a um mundo onde tudo parece perfeito nas redes sociais – cheio de felicidade e conexões superficiais – os bastidores muitas vezes não refletem essa imagem idealizada. Nesse contexto, o longa-metragem me fez perceber a importância vital de ter uma rede de apoio saudável para todos nós. Embora isso não impeça possíveis ferimentos nesse caminho cheio de obstáculos emocionais, ao menos teremos alguém disposto a ouvir sem julgamentos.

“Labirinto dos Garotos Perdidos” vai muito além das interações sexuais entre jovens na cidade grande; ele nos leva a refletir sobre como conduzimos nossas vidas e os riscos associados aos encontros quando faltam cuidado e respeito por nós mesmos. A vida real raramente se parece com um conto de fadas; muitas vezes o “príncipe encantado” não aparece logo no primeiro encontro. Precisamos nos proteger para não perdermos aquilo que temos mais precioso: nossa própria vida.

É gratificante ver essa produção ganhar destaque no circuito cinematográfico após ser apresentada em festivais. É crucial apoiar essas obras especialmente no fim de semana de estreia para garantir sua permanência nas salas. Este longa-metragem visceral certamente me provocou diversas reflexões; convido você a assisti-lo com mente aberta e buscando conectar-se às vivências do protagonista. E claro, adoraria saber sua opinião depois! Um abraço a todos! Thi.

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Mayana Neiva vence prêmio em festival de cinema de Hollywood com documentário “Onde Eu Começo?” https://campinashoje.com/mayana-neiva-vence-premio-em-festival-de-cinema-de-hollywood-com-documentario-onde-eu-comeco/2026/14124/ Mon, 20 Apr 2026 16:15:11 +0000 https://campinashoje.com/mayana-neiva-vence-premio-em-festival-de-cinema-de-hollywood-com-documentario-onde-eu-comeco/2026/14124/ Artista paraibana conquistou o prêmio de Melhor Documentário Curta-Metragem pelo Júri Popular no Beverly Hills Film Festival com obra sobre identidade, memória e reencontro com suas origens O documentário “Onde Eu Começo?”, dirigido pela artista paraibana Mayana Neiva, conquistou reconhecimento internacional ao vencer o prêmio de Melhor Documentário Curta-Metragem pelo Júri Popular durante o Beverly […]

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Artista paraibana conquistou o prêmio de Melhor Documentário Curta-Metragem pelo Júri Popular no Beverly Hills Film Festival com obra sobre identidade, memória e reencontro com suas origens

O documentário “Onde Eu Começo?”, dirigido pela artista paraibana Mayana Neiva, conquistou reconhecimento internacional ao vencer o prêmio de Melhor Documentário Curta-Metragem pelo Júri Popular durante o Beverly Hills Film Festival, realizado nos Estados Unidos. A exibição aconteceu no tradicional Chinese Theatre, em Hollywood, em Los Angeles, e marcou o início da trajetória internacional da produção já acompanhada por uma importante vitória. A sessão ocorreu no dia 13 de abril de 2026, data que ficou registrada como a estreia mundial do filme.

O filme propõe uma reflexão sensível sobre identidade, memória e afetos na contemporaneidade. Nesse contexto, a artista, então radicada em Nova York, retorna ao sertão da Paraíba em busca de suas origens, em um percurso que combina deslocamento geográfico e reencontro emocional com suas raízes familiares, em especial com a história de seus avós paternos, José e Eulália Neiva.

Cada fotografia é um pedaço de pele autobiográfico, uma carta, um filme, um álbum de família”, descreve a artista ao falar sobre o processo criativo da obra, que nasceu de um mergulho pessoal em sua própria história.

A conquista do prêmio reforça a potência emocional do projeto e o diálogo direto que a narrativa estabelece com o público. “Às vezes é preciso refazer a curva do tempo, para entender onde a gente começa, o que é nosso, de verdade. Quando percebi que estava longe demais de mim, eu senti que era tempo de voltar”, afirmou Mayana, ao comentar a motivação que deu origem ao documentário.

Além do cinema, a artista também segue em circulação com o espetáculo “Tá Tudo Aqui Dentro”, que vem percorrendo o Brasil com excelente aceitação do público. Com a palestra “A Felicidade Não Está Lá Fora”, Mayana Neiva também discute temas relacionados à natureza da mente, meditação e criatividade, ampliando sua atuação para diferentes formatos de expressão artística.

Mais informações sobre o filme

Documentário de estreia de Mayana Neiva, a obra propõe uma reflexão sobre as relações contemporâneas por meio de um reencontro com suas origens. A narrativa parte do questionamento “de onde eu começo?” para investigar os vínculos humanos em um contexto marcado pela aceleração e pela hiperconectividade.

Ao revisitar memórias familiares, especialmente a trajetória de seus avós, o documentário constrói uma espécie de cartografia afetiva que conecta passado e presente. Com linguagem intimista, a obra utiliza fotografias, imagens de arquivo e uma montagem fragmentada para explorar diferentes noções de tempo, do ritmo lento das lembranças à efemeridade da vida contemporânea. A proposta estética combina elementos autobiográficos e poéticos, resultando em uma reflexão sobre pertencimento e reinvenção pessoal.

O roteiro é assinado por Mayana Neiva em parceria com Duda Casoni, que também responde pela montagem. A produção executiva é de Mayana Neiva e Vladimir Neiva, com coprodução da Ladaia Filmes, Pedro Formigoni e André Bulscoshi. A direção de fotografia é de Kennel Roggis, enquanto as imagens de arquivo são de Vladimir Neiva e José Neiva.

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