Arquivo de Adrenalina - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/adrenalina/ Tue, 05 May 2026 14:35:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de Adrenalina - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/adrenalina/ 32 32 Caso Benício: Profissional de saúde comercializava cosméticos enquanto criança sofria após erro médico https://campinashoje.com/caso-benicio-profissional-de-saude-comercializava-cosmeticos-enquanto-crianca-sofria-apos-erro-medico/2026/14290/ Tue, 05 May 2026 14:35:21 +0000 https://campinashoje.com/caso-benicio-profissional-de-saude-comercializava-cosmeticos-enquanto-crianca-sofria-apos-erro-medico/2026/14290/ Nas mensagens obtidas pelos investigadores, a médica combina pagamentos, envia descontos e fornece dados para transferência bancária, enquanto Benício agonizava devido ao erro na medicação prescrita pela profissional e administrada por uma técnica de enfermagem

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A apuração sobre a morte de Benício, um menino de apenas 6 anos, teve novos avanços com a análise das mensagens trocadas pela médica Juliana Brasil durante o atendimento da criança em um hospital particular em Manaus. O inquérito revelou que, enquanto o garoto enfrentava um estado crítico após receber uma dosagem inadequada de adrenalina intravenosa, a profissional estava ocupada negociando a venda de produtos de beleza pelo celular.

O incidente ocorreu em novembro de 2025, no Hospital Santa Júlia. Benício buscou ajuda médica com sintomas considerados leves, como tosse seca. Contudo, durante a avaliação, a médica decidiu prescrever adrenalina diretamente na veia, um procedimento que, segundo as investigações, violava o protocolo que recomendava a administração do medicamento por meio de nebulização. Após receber a dose, o menino teve uma reação adversa severa e faleceu horas depois na UTI.

Veja as fotos

Caso Benício: médica vendia maquiagem enquanto menino agonizava após receber adrenalina na veiaFoto: Reprodução/TV Globo
Caso Benício: médica é indiciada por homicídio doloso com dolo eventualFoto: Reprodução/TV Globo
Caso Benício: polícia conclui que menino de 6 anos foi vítima de erro médico e morreu após overdose de adrenalinaFoto: Reprodução/TV Globo

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Caso Benício: Médica vendia maquiagem enquanto criança agonizava após erro

As investigações revelaram que, na “sala vermelha”, destinada aos pacientes em estado crítico, Juliana monitorava a situação do menino enquanto mantinha conversas no WhatsApp sobre vendas de maquiagem. As mensagens coletadas pelos investigadores mostram que ela discutia pagamentos, oferecia descontos e enviava dados para transferências bancárias.

Em um dos diálogos, ela confirma ter recebido um pagamento via Pix e responde à cliente com mensagens carinhosas e figurinhas. Em outra conversa, envia sua chave para pagamento após receber um elogio.

“Parece que ela não estava consciente da gravidade da situação do paciente”, comentou o delegado Marcelo Martins.

Conforme as autoridades policiais, as trocas de mensagem ocorreram cerca de uma hora e meia após a administração da adrenalina, momento em que Benício já apresentava sérios sinais de complicações devido ao medicamento. Os investigadores destacam que a médica permaneceu grande parte do tempo utilizando seu celular enquanto a equipe tentava estabilizar a criança.

“Enquanto meu filho precisava de assistência urgente, ela estava vendendo cosméticos pelo telefone e ignorando o que acontecia ao seu redor”, relatou Joyce Xavier, mãe do menino.

Investigação aponta tentativa de afastar responsabilidade

O inquérito também revelou que Juliana tentou atribuir o erro ao sistema eletrônico do hospital após a morte da criança. Durante os procedimentos investigativos, ela apresentou um vídeo alegando que a plataforma tinha mudado automaticamente a via de administração do medicamento. No entanto, uma perícia técnica refutou qualquer falha operacional.

Os investigadores também descobriram mensagens nas quais Juliana supostamente ofereceu dinheiro para criar conteúdo que sustentasse sua versão dos acontecimentos.

Com base nas conclusões da investigação policial, Juliana Brasil foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual, além de fraude processual e falsidade ideológica. A pesquisa indicou ainda que ela se apresentava como pediatra sem ter uma especialização reconhecida na área.

Em declaração enviada ao Fantástico, a defesa defendeu a autenticidade do vídeo anexado ao processo e insistiu na hipótese de uma falha no sistema hospitalar durante o atendimento ao paciente.

O advogado Sérgio Figueiredo acrescentou que, quando Benício foi intubado, ele já não estava sob os cuidados diretos da médica.

“Ela já não tinha mais controle sobre aquele paciente. Seguiu seu plantão normalmente”, afirmou.

Hospital e equipe também foram indiciados

Além da médica, a técnica de enfermagem responsável pela administração da adrenalina e os diretores do hospital também estão sendo investigados. A Polícia Civil identificou diversas falhas estruturais na unidade de saúde, incluindo falta de profissionais e ausência de um farmacêutico para checar as prescrições médicas.

Dependendo do andamento das investigações, tanto Juliana Brasil quanto a técnica de enfermagem poderão enfrentar um júri popular.

Os pais de Benício esperam que essa tragédia leve à implementação de mudanças significativas para prevenir casos semelhantes no futuro.

“A punição deve ser aplicada para evitar que outras famílias passem pela dor que estamos enfrentando”, declarou a mãe.

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