Arquivo de Ademir Pereira Andrade - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/ademir-pereira-andrade/ Tue, 17 Dec 2024 16:59:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de Ademir Pereira Andrade - Campinas Hoje https://campinashoje.com/marcadores/ademir-pereira-andrade/ 32 32 Operação Tacitus: Polícia Federal desarticula esquema de corrupção policial ligado ao PCC em São Paulo https://campinashoje.com/operacao-tacitus-policia-federal-desarticula-esquema-de-corrupcao-policial-ligado-ao-pcc-em-sao-paulo/2024/13045/ Tue, 17 Dec 2024 16:59:02 +0000 https://campinashoje.com/operacao-tacitus-policia-federal-desarticula-esquema-de-corrupcao-policial-ligado-ao-pcc-em-sao-paulo/2024/13045/ Na manhã desta terça-feira (17/12/2024), a Polícia Federal (PF), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), deflagrou a Operação Tacitus com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e relações ilícitas com […]

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Na manhã desta terça-feira (17/12/2024), a Polícia Federal (PF), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), deflagrou a Operação Tacitus com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e relações ilícitas com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Resumo da Operação

  • Participação: 130 agentes da Polícia Federal e apoio da Corregedoria da Polícia Civil.
  • Mandados: 8 de prisão e 13 de busca e apreensão.
  • Locais: São Paulo, Bragança Paulista, Igaratá e Ubatuba.

Motivação e Contexto

A operação tem como foco o esquema criminoso de policiais civis que recebiam propinas milionárias para:

  1. Manipular investigações policiais;
  2. Vazar informações confidenciais;
  3. Fornecer proteção a integrantes do PCC;
  4. Lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas e outros crimes da facção.

A investigação avançou após o assassinato de Vinícius Gritzbach, corretor de imóveis e delator do PCC, ocorrido em 8 de novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Antes de sua morte, Gritzbach revelou nomes de policiais envolvidos no esquema em uma delação premiada.

Presos e Foragidos

Os principais alvos da operação incluem:

  • Fábio Baena (delegado);
  • Eduardo Monteiro (policial civil);
  • Marcelo Ruggeri;
  • Marcelo “Bombom”;
  • Rogério de Almeida Felício (foragido);
  • Ademir Pereira Andrade, Ahmed Hassan e Robinson Granger de Moura (conhecido como Molly).

Crimes e Penalidades

Os envolvidos responderão por:

  1. Organização criminosa: 4 a 8 anos de prisão;
  2. Corrupção ativa: 2 a 12 anos;
  3. Corrupção passiva: 2 a 12 anos;
  4. Ocultação de capitais (lavagem de dinheiro): 3 a 10 anos.

Somadas, as penas podem ultrapassar 40 anos de reclusão para cada envolvido.

Defesa

O advogado Daniel Bialski, responsável pela defesa do delegado Fábio Baena e do policial Eduardo Monteiro, classificou as prisões como abusivas e afirmou que só se pronunciará após acesso à decisão judicial que embasou as prisões.

Origem do Nome “Tacitus”

A operação foi batizada de “Tacitus”, termo em latim que significa “silencioso” ou “não dito”, uma alusão ao modo discreto de atuação da organização criminosa e ao silêncio em torno dos esquemas ilícitos.

Impacto e Relevância

A Operação Tacitus lança luz sobre a corrupção sistêmica que atinge setores da segurança pública e a profunda infiltração do PCC nesses espaços. A exposição de policiais de alto escalão envolvidos em esquemas milionários revela a complexidade do crime organizado no Brasil.

A investigação segue em andamento e poderá resultar em novos desdobramentos, trazendo à tona mais nomes e detalhes sobre a rede criminosa.

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Ação da PF prende delegado envolvido em execução de delator do PCC https://campinashoje.com/acao-da-pf-prende-delegado-envolvido-em-execucao-de-delator-do-pcc/2024/13043/ Tue, 17 Dec 2024 16:53:24 +0000 https://campinashoje.com/acao-da-pf-prende-delegado-envolvido-em-execucao-de-delator-do-pcc/2024/13043/ A Operação Tacitus, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (17/12), resultou na prisão de sete pessoas, entre elas um delegado e três policiais civis envolvidos em crimes ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação mobilizou 130 policiais federais, além de contar com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil e […]

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A Operação Tacitus, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (17/12), resultou na prisão de sete pessoas, entre elas um delegado e três policiais civis envolvidos em crimes ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação mobilizou 130 policiais federais, além de contar com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Contexto da Operação

A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa responsável por:

  • Lavagem de dinheiro para o PCC;
  • Manipulação e vazamento de investigações policiais;
  • Venda de proteção a membros da facção;
  • Crimes de corrupção ativa e passiva.

A operação foi motivada pela execução do delator Vinícius Gritzbach, ocorrida em 8 de novembro, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Antes de ser assassinado, Gritzbach havia delatado nomes de autoridades envolvidas no esquema, incluindo delegados e investigadores.

Presos e Foragidos

Os principais nomes envolvidos são:

  • Fábio Baena Martin (delegado);
  • Eduardo Lopes Monteiro (investigador);
  • Marcelo Ruggieri;
  • Marcelo Bombom;
  • Rogério de Almeida Felício (foragido);
  • Outros três detidos: Ademir Pereira Andrade, Ahmed Hassan e Robinson Granger de Moura.

A PF e o MPSP confirmaram que todos os alvos foram mencionados nas delações de Gritzbach, que revelou os esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo as autoridades policiais e o PCC.

Detalhes da Ação

  • Mandados cumpridos: 8 de prisão e 13 de busca e apreensão;
  • Locais: São Paulo, Bragança Paulista, Igaratá e Ubatuba;
  • Infraestrutura: 130 agentes da Polícia Federal, com apoio direto da Corregedoria da Polícia Civil.

O nome “Tacitus” foi escolhido para a operação por significar, em latim, “silencioso” ou “não dito”, uma referência ao modo discreto de atuação da organização criminosa.

Repercussão e Declarações

  • A defesa do delegado Fábio Baena classificou a prisão como abusiva, mas afirmou que só se manifestará oficialmente após ter acesso aos autos do processo.
  • A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo declarou que acompanha a operação por meio da Corregedoria da Polícia Civil e que colabora com as autoridades envolvidas.

O Ministério Público informou que os investigados responderão pelos crimes de:

  1. Organização criminosa;
  2. Corrupção ativa e passiva;
  3. Ocultação de capitais (lavagem de dinheiro).

As penas somadas podem alcançar 30 anos de reclusão.

Conclusão

A Operação Tacitus representa um marco no combate à corrupção policial e ao crime organizado em São Paulo. A prisão de figuras-chave, incluindo um delegado e investigadores, evidencia a profunda infiltração do PCC em setores da segurança pública.

Com o assassinato de Vinícius Gritzbach, delator-chave no caso, a operação também lança luz sobre a violência sistêmica usada pelo PCC para silenciar ameaças e proteger seus interesses. As investigações seguem em andamento, e novos desdobramentos são esperados nos próximos dias.

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