Arquivo de Justiça - Campinas Hoje https://campinashoje.com/grupos/justica/ Thu, 05 Feb 2026 16:01:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://campinashoje.com/wp-content/uploads/2024/03/CAMPINAS-HOJE-1-150x150.png Arquivo de Justiça - Campinas Hoje https://campinashoje.com/grupos/justica/ 32 32 Aposentado relata prejuízo de R$ 600 mil por investimento em corretora suspeita de fraudes em Ribeirão Preto https://campinashoje.com/aposentado-relata-prejuizo-de-r-600-mil-por-investimento-em-corretora-suspeita-de-fraudes-em-ribeirao-preto/2026/14318/ Thu, 05 Feb 2026 16:01:41 +0000 https://campinashoje.com/aposentado-relata-prejuizo-de-r-600-mil-por-investimento-em-corretora-suspeita-de-fraudes-em-ribeirao-preto/2026/14318/ Resumo:Um investidor relatou a perda de R$ 600 mil, quantia destinada à sua aposentadoria, após aplicar recursos na Mercatore Investimentos. Esse indivíduo é um dos mais de 600 clientes que, conforme informações do Ministério Público Federal, realizaram investimentos na Mercatore ou na Meca, corretoras vinculadas aos empresários Breno Pignata, Felipe Rassi e Edilson Games. Recentemente, […]

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Resumo:
Um investidor relatou a perda de R$ 600 mil, quantia destinada à sua aposentadoria, após aplicar recursos na Mercatore Investimentos.

Esse indivíduo é um dos mais de 600 clientes que, conforme informações do Ministério Público Federal, realizaram investimentos na Mercatore ou na Meca, corretoras vinculadas aos empresários Breno Pignata, Felipe Rassi e Edilson Games.

Recentemente, os três foram formalmente acusados de crimes financeiros e associação criminosa.

 

Um homem que optou por manter sua identidade em sigilo relatou que perdeu R$ 600 mil que tinham como finalidade financiar sua aposentadoria em aplicações feitas na Mercatore Investimentos. Os sócios da corretora foram denunciados pela Justiça Federal de Ribeirão Preto (SP), acusados de desvio dos recursos financeiros dos investidores.

 

“Atualmente, se eu for considerar a correção do valor, já ultrapassa R$ 1,2 milhão. Na época, eram R$ 600 mil; todo o meu fundo de aposentadoria desapareceu”, declarou ele em uma entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo.

O depoimento desse homem é parte das alegações do MPF sobre as mais de 600 pessoas que confiaram suas economias na Mercatore ou na Meca, ambas ligadas aos empresários Breno Pignata, Felipe Rassi e Edilson Games, agora processados por crimes financeiros e associação criminosa.

Em resposta à reportagem, Felipe Rassi mencionou ter sido também uma vítima da Mercatore e afirmou ter sofrido perdas financeiras. O advogado de Edilson Games prometeu retornar com uma declaração, mas não enviou uma resposta até o fechamento desta matéria. Não foi possível contatar Breno Pignata para comentários.

‘Não havia mais ninguém’

 

O cliente relatou que após investir R$ 600 mil recebeu retornos apenas durante um mês; logo depois, a situação tornou-se suspeita. Ele afirmou que ao tentar resgatar seu dinheiro não obteve respostas e ao visitar o escritório da corretora encontrou-o fechado e sem funcionários.

 

“Três anos atrás tentei fazer um saque e ele não foi realizado. Quando fui até a empresa, não havia mais ninguém lá. Eles ocupavam um andar inteiro; era uma empresa bem estruturada, mas tudo desapareceu”, contou.

Além disso, o investidor revelou que antes dessa situação crítica chegou a recomendar amigos e familiares para aplicarem seus recursos na corretora. “Eles têm um método persuasivo que leva as pessoas a acreditarem que tudo está sob controle; meu irmão também sofreu perdas. Um passa para o outro essa confiança de que a rentabilidade era alta”, explicou.

Uma mulher que também optou por permanecer anônima disse ter perdido R$ 300 mil na Mercatore. Segundo seu relato, os responsáveis pela corretora eram muito articulados e forneciam informações detalhadas para ganhar a confiança dos clientes.

“Eram extremamente convincentes; falavam como gerentes de banco. Explicavam tudo com clareza até conseguirmos entender onde nossos investimentos estavam sendo aplicados”, contou.

Ação judicial contra os responsáveis

A denúncia apresentada pelo MPF afirma que os réus angariaram fundos de mais de 600 investidores, convencendo-os a alocar recursos em um fundo exclusivo da Mercatore e/ou da Meca. Entre julho de 2018 e novembro de 2021, foram registradas pelo menos 527 transações realizadas sem respeitar os contratos estabelecidos com os clientes, conforme a Polícia Federal.

Alegações indicam que os executores prometeram rentabilidades elevadas e segurança nas aplicações financeiras através de um “fundo garantidor próprio”, semelhante ao Fundo Garantidor de Créditos da Bolsa. No entanto, posteriormente impediram os investidores de retirar seus valores aplicados, conforme exposto pelo Ministério Público Federal.

Ainda segundo a denúncia, parte dos recursos captados pela Mercatore foi direcionada a empresas privadas em fase inicial associadas aos denunciados, resultando em dissipação dos valores sem retorno aos investidores. Outra fração foi aplicada em operações arriscadas na Bolsa, ocasionando perdas estimadas em R$ 16,1 milhões.

A denúncia destaca que embora alguns investidores tenham conseguido realizar resgates parciais na Mercatore, muitos foram privados total ou parcialmente do patrimônio investido quando a empresa fechou devido a pedidos de liquidação das aplicações financeiras.

Conforme consta nas acusações, Breno ofereceu um plano para recuperação extrajudicial mas não cumpriu as promessas feitas. Os problemas continuaram nas operações da Meca Investimentos — fundada por Felipe e Edilson — onde levaram parte dos clientes da Mercatore.

A denúncia ainda sublinha que mesmo após a dissolução da sociedade entre Felipe e Breno em 2020, os contratos investigados evidenciam uma relação simbiótica entre Mercatore e Meca.

No encerramento das investigações, o Ministério Público Federal acusou os empresários por atuarem como assessores financeiros sem as licenças adequadas e por gestão temerária além da apropriação indébita dos valores dos investidores.

No mês de janeiro passado, a juíza federal Milenna Marjorie Fonseca da Cunha tornou os três acusados réus no processo. Eles responderão por crimes relacionados à gestão fraudulenta e negociação irregular de valores mobiliários além dos atos associativos criminosos.

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TJRJ – Juiz recebe denúncia de suposta quadrilha de hackers presa em Búzios https://campinashoje.com/tjrj-juiz-recebe-denuncia-de-suposta-quadrilha-de-hackers-presa-em-buzios/2026/14306/ Wed, 28 Jan 2026 14:48:39 +0000 https://campinashoje.com/tjrj-juiz-recebe-denuncia-de-suposta-quadrilha-de-hackers-presa-em-buzios/2026/14306/ O juiz Mauricio Magnus, titular da 2ª Vara Criminal de Barra Mansa, recebeu nesta quinta-feira, dia 24, denúncia do Ministério Público contra dezoito pessoas acusadas de desviar dinheiro de contas correntes pela internet. Na decisão, o magistrado decretou a prisão preventiva de oito dos denunciados. Parte da suposta quadrilha foi presa em uma mansão em […]

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O juiz Mauricio Magnus, titular da 2ª Vara Criminal de Barra Mansa, recebeu nesta quinta-feira, dia 24, denúncia do Ministério Público contra dezoito pessoas acusadas de desviar dinheiro de contas correntes pela internet. Na decisão, o magistrado decretou a prisão preventiva de oito dos denunciados. Parte da suposta quadrilha foi presa em uma mansão em Búzios e um deles ainda está foragido.

“Com relação aos réus Richard Lucas da Silva Miranda, Jordan José Pessegueiro Brum, Paulo Junior Braga Rocha, Abraão Dietro da Silva, Douglas Ferreira Duarte, José Paulo Lopes do Rosário, Erick Neves de Oliveira, ainda foragido, e Renan Leonardo de Araújo, verifica-se que a segregação cautelar dos mesmos se mostra necessária para garantir a ordem pública e econômica e para assegurar a aplicação da lei penal. Vale dizer, os documentos acostados aos autos indicam que os citados réus apresentam anotações em suas folhas de antecedentes criminais, demonstrando a reiteração na prática criminosa”, destacou o juiz na decisão.

Os outros réus responderão o processo em liberdade, mas terão que cumprir as seguintes medidas cautelares: comparecimento periódico em juízo, mensalmente, para informar e justificar suas atividades, e proibição de se ausentar da comarca de Barra Mansa sem prévia autorização do juiz, mantendo atualizado endereço, a fim de não prejudicar a investigação e a instrução criminal.

Os denunciados são: Richard Lucas da Silva Miranda, Jordan José Pessegueiro Brum, José Paulo Lopes do Rosário, Victor Vital Pessegueiro, Archilão Bastos Neto, Douglas Ferreira Duarte, Erick Neves de Oliveira, Paulo Júnior Braga Rocha, Abraão Dietro da Silva, Jefferson Henrique de Oliveira Tinte, Vitor Tavares Nascimento, Elaine Pires Vieira, Tiago Guimarães da Silva, Arlisson Willian Rosa da Cruz, Lindomar Xavier Cardoso, Igor da Silva Diamantino, Roseli Gomes, Roberta Mayara Gomes, Noemi Vasconcelo de Brito e Renan Leonardo de Araújo. Todos são acusados de furto qualificado.

Nº do processo: 0021071-18.2012.8.19.0007

 

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Justiça de SP decreta prisão de policiais civis e advogado acusados de extorsão contra comerciante https://campinashoje.com/justica-de-sp-decreta-prisao-de-policiais-civis-e-advogado-acusados-de-extorsao-contra-comerciante/2025/13537/ Mon, 01 Sep 2025 18:36:42 +0000 https://campinashoje.com/justica-de-sp-decreta-prisao-de-policiais-civis-e-advogado-acusados-de-extorsao-contra-comerciante/2025/13537/ A Justiça de São Paulo determinou a prisão temporária, por 30 dias, de três policiais civis e de um advogado investigados por extorquir o comerciante Rubens César Barros Oliveira, de 45 anos, proprietário de uma farmácia na zona sul da capital. Foram detidos o policial Marco Aurélio Scheffer, 55, e os investigadores Jorge Oriel Pereira […]

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A Justiça de São Paulo determinou a prisão temporária, por 30 dias, de três policiais civis e de um advogado investigados por extorquir o comerciante Rubens César Barros Oliveira, de 45 anos, proprietário de uma farmácia na zona sul da capital.

Foram detidos o policial Marco Aurélio Scheffer, 55, e os investigadores Jorge Oriel Pereira do Valle, 44, e Rodrigo Franco Sittinieri, 33. Eles são acusados de manter o comerciante em cárcere, algemá-lo, ameaçá-lo e exigir R$ 150 mil para que não fosse preso, sob a alegação de comércio ilegal de medicamentos de uso controlado. O advogado Nilson Ribeiro Nunes também foi preso, apontado como intermediário da negociação criminosa.

Como ocorreu a abordagem

Segundo a Corregedoria da Polícia Civil, no dia 18 de junho, Rubens recebeu uma solicitação para entregar um medicamento controlado na avenida Santa Catarina, 935, Vila Mascote. Ao chegar ao local, foi surpreendido por cinco homens que se apresentaram como policiais. Um deles anunciou: “perdeu, perdeu”.

O comerciante foi revistado, algemado, teve celulares e a chave da moto apreendidos, e foi levado ao 96º Distrito Policial (Monções), onde permaneceu uma hora e quinze minutos incomunicável. Durante esse tempo, os policiais teriam exigido a senha do celular e ameaçado colocá-lo em uma cela caso não colaborasse.

O esquema de cobrança

De acordo com a investigação, os agentes condicionaram a libertação imediata de Rubens ao pagamento de R$ 10 mil no mesmo dia e mais R$ 15 mil dois dias depois, enquanto o valor restante deveria ser pago em até 40 dias.

Familiares do comerciante se mobilizaram e conseguiram parte do montante. O advogado Nilson teria repassado R$ 14.300,00 aos policiais no dia 18, garantindo que o comerciante seria solto e recuperaria os pertences apreendidos. No dia 20 de junho, a esposa de Rubens entregou os R$ 10.700,00 restantes da primeira parcela.

Ainda assim, no dia 7 de julho, Nilson voltou a pressionar a vítima, afirmando que, se os outros R$ 25 mil não fossem pagos, Rubens “sofreria as consequências”.

Provas e gravações

As acusações ganharam força porque o comerciante gravou conversas com o advogado e entregou os áudios à Corregedoria, além de comprovantes bancários dos valores retirados pela família para pagar a quantia exigida.

O Ministério Público de São Paulo apoiou o pedido de prisão temporária, que foi aceito pela juíza Arielle Escandolhero Martinho em 18 de agosto. Os acusados foram detidos uma semana depois.

Busca na farmácia

Em outro episódio, Rubens foi novamente algemado e levado até sua farmácia. No local, os policiais revistaram o estabelecimento e recolheram medicamentos — controlados e comuns — além do DVR das câmeras de segurança. Nenhum desses itens, porém, foi oficialmente registrado em apreensão no 96º DP.

A esposa de Rubens, preocupada com a situação, procurou o advogado Nilson, cujo escritório fica no mesmo prédio da farmácia. Ele teria reforçado a gravidade do caso e dito que o comerciante poderia ficar preso por sete dias se não pagasse. O valor inicial exigido, de R$ 150 mil, acabou reduzido para R$ 50 mil, a serem pagos em duas parcelas de R$ 25 mil.

Defesa

Até o momento, a reportagem não conseguiu contato com os advogados dos policiais civis e do advogado detido. O espaço segue aberto para manifestação da defesa, e o texto será atualizado caso haja posicionamento oficial.

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PCC ligado a três nomes entre os principais alvos da Operação Carbono Oculto https://campinashoje.com/pcc-ligado-a-tres-nomes-entre-os-principais-alvos-da-operacao-carbono-oculto/2025/13535/ Fri, 29 Aug 2025 15:49:18 +0000 https://campinashoje.com/pcc-ligado-a-tres-nomes-entre-os-principais-alvos-da-operacao-carbono-oculto/2025/13535/ Sigla PCC aparece 39 vezes na decisão judicial, que autorizou as ações de busca e apreensão e os bloqueios de bens e valores O líder de um grupo empresarial que atua em toda a cadeia produtiva do setor de combustíveis, um homem investigado por financiamento ao tráfico de drogas e o dono de redes de […]

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Sigla PCC aparece 39 vezes na decisão judicial, que autorizou as ações de busca e apreensão e os bloqueios de bens e valores

O líder de um grupo empresarial que atua em toda a cadeia produtiva do setor de combustíveis, um homem investigado por financiamento ao tráfico de drogas e o dono de redes de lojas de conveniência e postos de gasolina estão entre as figuras centrais associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na Operação Carbono Oculto, deflagrada na última quinta-feira (28).

A investigação revelou a infiltração do crime organizado tanto no setor de combustíveis quanto no mercado financeiro. Entre centenas de investigados, uma decisão judicial aponta nove pessoas físicas e 68 jurídicas como principais responsáveis pelo esquema criminoso.

Segundo o documento da 2ª Vara Criminal de Catanduva, três pessoas têm vínculo direto com a facção paulista: Mohamad Hussein Mourad, José Carlos Gonçalves (vulgo “Alemão”) e Ricardo Romano. A sigla PCC aparece 39 vezes na decisão, que autorizou as ações de busca, apreensão e bloqueio de bens e valores. Outras pessoas associadas à facção aparecem no processo em contextos indiretos ou em investigações relacionadas tramitando em varas diferentes.

Mohamad Hussein Mourad

Mourad é apontado como um dos principais operadores do esquema, envolvendo fraudes fiscais, estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes contábeis. Ele administra uma rede de empresas que inclui usinas sucroalcooleiras, distribuidoras, transportadoras, terminais de armazenamento, postos de combustíveis, lojas de conveniência e padarias, utilizadas para ocultar a origem e destino de dinheiro ilícito.

O empresário já havia sido alvo da Operação Cassiopeia, que investigou fraudes fiscais na empresa formuladora de combustíveis Copape e sua distribuidora Aster. Segundo a Justiça, Mourad manteve fortes ligações com o PCC, especialmente via redes de postos e distribuidoras. Para dificultar a investigação, ele teria constituído empresas em nome de laranjas e movimentado recursos por empresas fictícias, com duplicidade de CNPJs e incongruências contábeis.

Ricardo Romano

Romano é considerado “figura-chave” na lavagem de dinheiro ligada às empresas de Mourad. A Receita Federal identificou diversas declarações fiscais falsas, incluindo a criação artificial de R$ 21.650.000,00 em dinheiro em espécie, declarado sem origem comprovada.

Ele e a irmã teriam usado uma rede de empresas fictícias, incluindo Strawberry Lojas de Conveniências Ltda., para ocultar vínculos com Mourad. Romano também foi denunciado em 2024 por sonegação fiscal de ICMS em empresas de sucata em Guarulhos. Seu nome foi citado por um delator do PCC que foi assassinado no Aeroporto de Guarulhos em 2024, reforçando sua ligação com a facção.

José Carlos Gonçalves, o “Alemão”

Gonçalves possui ligações comprovadas com o PCC e é suspeito de atuar como financiador do tráfico e na lavagem de dinheiro. Ele e familiares têm participação em redes de postos de combustível e teriam tentado ocultar a propriedade das empresas por meio da substituição de quadros societários, prática considerada fraudulenta pela Justiça. Parte dos postos controlados por sua família teria sido transferida para Romano. Gonçalves também já foi sócio de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, delator do PCC morto em 2024.

Sobre a Operação Carbono Oculto

Considerada a maior operação contra o crime organizado no país em termos de cooperação institucional, a Carbono Oculto investiga mais de 350 alvos, incluindo pessoas físicas e jurídicas, suspeitas de crimes como adulteração de combustíveis, fraude fiscal, lavagem de dinheiro, estelionato e crimes ambientais.

A operação foi deflagrada em oito estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Até o início da tarde do dia 28, apenas 6 dos 14 principais alvos haviam sido presos, e a PF investiga possível vazamento de informações que favoreceu a fuga de integrantes da facção.

Segundo a investigação, o grupo atua em toda a cadeia do combustível, incluindo metanol, nafta, gasolina, diesel e etanol, controlando estruturas portuárias, formulação, refino, transporte, distribuição e postos de combustíveis, além de lojas de conveniência. Foram constatadas irregularidades em mais de 300 postos, com bombas viciadas e combustíveis adulterados.

A Receita Federal estima que mais de mil estabelecimentos ligados à facção movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

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Delegado diz que advogado preso em fraude no TJMT agiu com “ganância e cegueira” https://campinashoje.com/delegado-diz-que-advogado-preso-em-fraude-no-tjmt-agiu-com-ganancia-e-cegueira/2025/13516/ Wed, 20 Aug 2025 13:21:28 +0000 https://campinashoje.com/delegado-diz-que-advogado-preso-em-fraude-no-tjmt-agiu-com-ganancia-e-cegueira/2025/13516/ O delegado Pablo Carneiro, da Delegacia de Estelionato, classificou a conduta do advogado Rodrigo Moreira Marinho como marcada por “ganância desproporcional e cegueira” no esquema de fraudes que desviou cerca de R$ 21 milhões do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Marinho, que à época era conselheiro suplente da Ordem dos Advogados do Brasil […]

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O delegado Pablo Carneiro, da Delegacia de Estelionato, classificou a conduta do advogado Rodrigo Moreira Marinho como marcada por “ganância desproporcional e cegueira” no esquema de fraudes que desviou cerca de R$ 21 milhões do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Marinho, que à época era conselheiro suplente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), foi preso durante a Operação Sepulcro Caiado, quando se apresentava como representante da própria OAB. Havia contra ele um mandado de prisão já expedido.

Versão do advogado

Em depoimento, Marinho afirmou que apenas emprestou seu token de acesso ao sistema processual eletrônico para o também advogado e “amigo de infância”, Wagner Vasconcelos. Segundo ele, a intenção era evitar a perda de prazos processuais.

O advogado declarou ainda que atua exclusivamente na área criminal, negou ter recebido valores ligados aos processos sob investigação e disse não conhecer a maioria dos envolvidos. Admitiu, porém, ter voltado a ter contato próximo com Wagner durante a pandemia e reconheceu que ceder o dispositivo com senha foi um ato de negligência.

Entendimento da polícia

Para o delegado Pablo Carneiro, a conduta foi mais grave do que simples descuido:

“Rodrigo, como advogado inscrito na OAB, sabia que o certificado digital é pessoal e intransferível. A justificativa de negligência não se sustenta. Ele aceitou conscientemente o risco de suas credenciais serem usadas em atividades ilícitas.”

Carneiro destacou que o fato de Marinho retomar a amizade com Wagner justamente no período em que o esquema se intensificou, somado ao uso de suas credenciais digitais e à atuação em nome de pessoas sem mandato válido, demonstra participação voluntária e consciente na organização criminosa.

O delegado também ressaltou que a alegação de que o advogado teria recebido apenas valores modestos, abaixo de R$ 5 mil, não o isenta:

“Isso apenas demonstra que sua participação pode ter sido motivada por uma ganância desproporcional ao risco assumido”, concluiu.

O esquema

Além de Rodrigo Marinho e Wagner Vasconcelos, foram indiciados outros cinco advogados — incluindo Melissa Vasconcelos de Moraes (esposa de Wagner), Themis Lessa da Silva, Régis Poderoso de Souza, João Miguel da Costa Neto e Denise Alonso.

O grupo contava ainda com o servidor do TJMT Mauro Ferreira Filho e com os empresários João Ricci Volpato (apontado como líder do esquema), sua mãe Luiza Rios Ricci Volpato e seu irmão Augusto Frederico Ricci Volpato.

Todos foram indiciados por organização criminosa, lavagem de dinheiro, estelionato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos.

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Ex-secretário de Saúde de Sorocaba é acusado de aceitar R$ 240 mil em propina por contrato com ONG https://campinashoje.com/ex-secretario-de-saude-de-sorocaba-e-acusado-de-aceitar-r-240-mil-em-propina-por-contrato-com-ong/2025/14312/ Thu, 19 Jun 2025 15:19:06 +0000 https://campinashoje.com/ex-secretario-de-saude-de-sorocaba-e-acusado-de-aceitar-r-240-mil-em-propina-por-contrato-com-ong/2025/14312/ Segundo a Polícia Federal, o valor teria sido pago durante a negociação da compra da casa do ex-secretário de Saúde de Sorocaba (SP), Vinicius Rodrigues.

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Resumo

Vinicius Rodrigues, ex-secretário de Saúde de Sorocaba (SP), foi indiciado por corrupção passiva em um inquérito que investiga o suposto recebimento de R$ 240 mil em propinas relacionadas a um contrato entre a prefeitura e o Instituto Nacional de Ciências da Saúde (INCS).

A Polícia Federal, em relatório parcial da operação Sespis, apresentado à Justiça Federal nesta segunda-feira (16), revelou que o pagamento foi realizado pelos dirigentes do INCS ao dono da residência adquirida por Rodrigues, onde ele reside atualmente em um condomínio de alto padrão na cidade. Segundo a PF, a propina teria sido transferida durante as tratativas para a compra do imóvel.

Além disso, os dirigentes do INCS foram indiciados por corrupção ativa em decorrência do pagamento da propina ao ex-secretário. Durante sua gestão na Unidade de Pronto Atendimento do Éden (UPA), a Organização Social recebeu R$ 60 milhões da prefeitura através de um contrato assinado em março de 2022.

 

As apurações continuam, focando em possíveis crimes relacionados à lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa.

 

O que dizem os citados

 

A defesa de Vinicius Rodrigues expressou surpresa diante do indiciamento, afirmando que o advogado Edson Asarias considera as acusações baseadas em “inferências frágeis e suposições dedutivas, desconectadas da realidade dos fatos e da verdade jurídica”.

“Dr. Vinícius nunca solicitou, aceitou ou recebeu qualquer vantagem indevida. A simples amizade com outros investigados não pode ser usada como prova ou servir como justificativa para acusações tão sérias. Estamos confiantes de que o Poder Judiciário, respeitando a Constituição e a presunção de inocência, irá restabelecer a verdade e diferenciar fatos de ficção”, completou Asarias.

A Prefeitura de Sorocaba e o INCS não se manifestaram sobre o caso até o fechamento desta reportagem.

 

Investigação

 

A operação foi dividida em duas fases, ocorrendo nos anos 2023 e 2024. O contrato com a INCS foi cancelado um mês após a primeira fase da operação, realizada em novembro de 2023.

 

No final do ano passado, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) considerou irregular tanto o chamamento público quanto o convênio firmado em 2022 entre a Prefeitura de Sorocaba e o Instituto Nacional de Ciências da Saúde (INCS) para gerir a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Éden.

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Médico condenado por estupro de vulnerável é homenageado na Assembleia Legislativa de São Paulo https://campinashoje.com/medico-condenado-por-estupro-de-vulneravel-e-homenageado-na-assembleia-legislativa-de-sao-paulo/2025/13768/ Thu, 10 Apr 2025 12:27:06 +0000 https://campinashoje.com/medico-condenado-por-estupro-de-vulneravel-e-homenageado-na-assembleia-legislativa-de-sao-paulo/2025/13768/ O médico Milton Seigi Hayashi, condenado a 14 anos e 4 meses de prisão por estupro de vulnerável, foi homenageado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no dia 25 de março deste ano. Ele recebeu a Medalha Cinquentenário das Forças de Paz do Brasil em uma cerimônia promovida pela Associação Brasileira das Forças Internacionais […]

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O médico Milton Seigi Hayashi, condenado a 14 anos e 4 meses de prisão por estupro de vulnerável, foi homenageado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no dia 25 de março deste ano. Ele recebeu a Medalha Cinquentenário das Forças de Paz do Brasil em uma cerimônia promovida pela Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz (ABFIP), com entrega feita pelo deputado estadual Capitão Telhada (PP).

A homenagem ocorreu no auditório Teotônio Vilela, espaço da Alesp cedido para eventos externos. Segundo a Assembleia, a medalha não integra as honrarias oficiais do Parlamento, e o evento foi de responsabilidade exclusiva da entidade organizadora.

Hayashi foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por abusar sexualmente da própria sobrinha, de 9 anos, em 2022, na cidade de Birigui (SP). O crime teria ocorrido durante uma visita da criança à casa do médico. A sentença se baseou em boletim de ocorrência, investigação policial, gravação em que ele admite o abuso e outras provas apresentadas em juízo.

O médico nega o crime e recorre ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o caso tramita em segredo de justiça. Segundo o advogado de defesa, Elber Carvalho de Souza, a mãe da vítima — irmã do médico — teria retratado a denúncia, apresentando uma gravação em que a criança afirma que o episódio com o tio “não passou de uma brincadeira”. A pena inicial foi agravada pelo grau de parentesco com a vítima. Em recurso, a condenação foi mantida, mas a pena foi reduzida em dois anos.

Após a homenagem, o Ministério Público de São Paulo solicitou à Polícia Federal a apreensão do passaporte de Hayashi, por suspeita de que ele planejava viajar ao Japão, o que levantou preocupação com uma possível fuga do país. O documento já havia sido apreendido em 2022.

O registro profissional de Hayashi segue ativo no Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), que não se manifestou sobre possíveis sanções éticas ou administrativas.

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GRUPO CRIMINOSO❗ MP identifica deputado Binho Galinha à frente de milícia e suspeita de ocultação de bens https://campinashoje.com/ministerio-publico-da-bahia-acusa-deputado-binho-galinha-de-envolvimento-em-esquema-de-lavagem-de-dinheiro/2025/13294/ Sat, 01 Mar 2025 13:54:56 +0000 https://campinashoje.com/ministerio-publico-da-bahia-acusa-deputado-binho-galinha-de-envolvimento-em-esquema-de-lavagem-de-dinheiro/2025/13294/ Parlamentar é apontado como chefe de um grupo miliciano que atua na região de Feira de Santana O Ministério Público da Bahia apresentou denúncia contra o policial militar José Hildon Brandão e o deputado estadual Binho Galinha, suspeitos de participarem de um esquema de lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações, o parlamentar seria […]

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Parlamentar é apontado como chefe de um grupo miliciano que atua na região de Feira de Santana

O Ministério Público da Bahia apresentou denúncia contra o policial militar José Hildon Brandão e o deputado estadual Binho Galinha, suspeitos de participarem de um esquema de lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações, o parlamentar seria o líder de uma organização paramilitar que opera na área de Feira de Santana.

A denúncia faz parte de um novo desdobramento da Operação El Patrón, iniciada em dezembro de 2023, cuja apuração gira em torno de crimes de lavagem de dinheiro, extorsão e exploração do jogo do bicho em Feira de Santana e municípios vizinhos.

No documento, o Ministério Público da Bahia pede a continuidade do afastamento cautelar do policial militar e a indisponibilidade de bens dos envolvidos, visando garantir a reparação dos danos ocasionados. Segundo os promotores, os acusados teriam ocultado a procedência ilícita de um lote situado no Bairro Papagaio, cuja aquisição supostamente teria sido financiada com recursos de atividades criminosas lideradas pelo deputado.

A compra teria ocorrido em setembro de 2022, com pagamento feito em espécie e sem documentação que comprovasse a posse legítima do vendedor, configurando indícios de lavagem de dinheiro. Além disso, o Gaeco identificou outras evidências relacionadas ao oficial da PM, como a compra de um automóvel em que parte do valor também foi paga em dinheiro vivo.

Apontado há mais de dez anos como líder de uma organização criminosa dedicada a crimes como agiotagem, receptação qualificada e jogo do bicho, o deputado Binho Galinha teria no policial militar um facilitador para disfarçar a origem de bens obtidos de forma ilícita.

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STJ Mantém Prisão de Empresário Acusado de Lavagem de Dinheiro para Facção Criminosa em MT https://campinashoje.com/stj-mantem-prisao-de-empresario-acusado-de-lavagem-de-dinheiro-para-faccao-criminosa-em-mt/2025/13289/ Tue, 25 Feb 2025 17:55:26 +0000 https://campinashoje.com/stj-mantem-prisao-de-empresario-acusado-de-lavagem-de-dinheiro-para-faccao-criminosa-em-mt/2025/13289/ O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do empresário Wilian Aparecido da Costa Pereira, investigado por suposta lavagem de dinheiro para a facção Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso. A decisão foi proferida pelo ministro Herman Benjamin e publicada nesta segunda-feira (24/02), mantendo Wilian em prisão preventiva […]

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do empresário Wilian Aparecido da Costa Pereira, investigado por suposta lavagem de dinheiro para a facção Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso. A decisão foi proferida pelo ministro Herman Benjamin e publicada nesta segunda-feira (24/02), mantendo Wilian em prisão preventiva no âmbito da Operação Ragnatela 2.

Acusações e Investigações

De acordo com as investigações, o empresário seria responsável por operações financeiras suspeitas realizadas por meio do Dallas Bar, uma casa noturna em Cuiabá, apontada como um dos estabelecimentos usados para lavagem de dinheiro do crime organizado. Os autos indicam que Wilian movimentou grandes quantias entre suas empresas e efetuou transferências diretas para membros do CV.

Os advogados Alynnson Corrêa Fernandes e Weliton de Almeida Santos, que representam a defesa, alegaram constrangimento ilegal na prisão preventiva, argumentando que não há provas concretas de que Wilian seja proprietário do Dallas Bar ou que tenha participado diretamente das operações sob investigação. A defesa também sustentou que outros investigados em situações similares já obtiveram liberdade e solicitaram a revogação da prisão ou a substituição por medidas cautelares.

Decisão do STJ

O ministro Herman Benjamin rejeitou os argumentos da defesa, destacando que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ainda não analisou o mérito do habeas corpus originalmente impetrado no estado. Ele também ressaltou que o pedido feito ao STJ fere a Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal (STF), que impede a análise de habeas corpus contra decisão monocrática que apenas negou uma liminar, sem julgamento do mérito na instância inferior.

Na decisão, o magistrado reforçou que há indícios suficientes da participação de Wilian na organização criminosa, afirmando que o empresário teria efetuado transações financeiras expressivas entre suas empresas em favor do Comando Vermelho.

“O paciente [Wilian] é, em tese, integrante de organização criminosa, efetuando expressiva movimentação financeira com transações realizadas entre suas empresas, em favor da organização criminosa Comando Vermelho”, descreve a decisão.

Além disso, o STJ justificou a manutenção da prisão preventiva como necessária para garantir a ordem pública e evitar reiteração criminosa, considerando a possível influência do empresário dentro do esquema investigado.

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Empresário é Preso em Imperatriz por Crimes Contra a Ordem Tributária e Uso de Identidade Falsa https://campinashoje.com/empresario-e-preso-em-imperatriz-por-crimes-contra-a-ordem-tributaria-e-uso-de-identidade-falsa/2025/13287/ Tue, 25 Feb 2025 17:35:10 +0000 https://campinashoje.com/empresario-e-preso-em-imperatriz-por-crimes-contra-a-ordem-tributaria-e-uso-de-identidade-falsa/2025/13287/ Em cumprimento a uma decisão judicial referente a uma Ação Penal movida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), a Polícia Civil prendeu preventivamente, no dia 30 de janeiro, em Imperatriz, o empresário Braulino de Sousa Ramos Neto, sócio da empresa B. de S. Ramos Neto Comércio. A prisão ocorreu após denúncia formalizada pela 3ª Promotoria […]

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Em cumprimento a uma decisão judicial referente a uma Ação Penal movida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), a Polícia Civil prendeu preventivamente, no dia 30 de janeiro, em Imperatriz, o empresário Braulino de Sousa Ramos Neto, sócio da empresa B. de S. Ramos Neto Comércio.

A prisão ocorreu após denúncia formalizada pela 3ª Promotoria de Justiça Regional de Defesa das Ordens Tributária e Econômica, que ajuizou a ação em 30 de novembro de 2023. O empresário foi acusado de cometer crimes contra a ordem tributária, conforme previsto na Lei nº 8.137/90.

Débito Tributário e Tentativa de Evasão

Segundo a promotora de justiça Glauce Mara Lima Malheiros, responsável pela ação, Braulino Neto deixou de recolher ao Estado do Maranhão o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), causando um prejuízo de R$ 1.160.965,51, conforme apontado nas Certidões de Dívida Ativa.

Diante de uma tentativa de fuga do empresário, a Justiça decretou sua prisão preventiva, conforme decisão do juiz Glender Malheiros Guimarães, atendendo a um pedido do promotor de justiça Sandro Pofahl Bíscaro.

Histórico Criminal e Identidade Falsa

Durante a operação, a Polícia Civil do Maranhão identificou que Braulino de Sousa Ramos Neto já havia sido preso em 2019 por estelionato. Além disso, durante as investigações, foi descoberto que seu nome verdadeiro é Gildino Rodrigues de Oliveira Filho, e que ele havia obtido uma identidade falsa em nome de Braulino de Sousa Ramos Neto.

O caso segue sob investigação para apurar possíveis crimes correlatos.

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