Dentre os pontos ressaltados pelo médico está a importância de monitorar mudanças persistentes no funcionamento intestinal. “Alterações duradouras podem ser sinal crucial para buscar orientação médica. Caso os sintomas se mantenham por duas a quatro semanas, é fundamental consultar um profissional”, enfatizou ele. Indicadores como constipação ou diarreia contínua, variações entre essas condições e dores abdominais frequentes merecem atenção especial.
A presença de sangue nas fezes nunca deve ser considerada normal. “Embora possa ser atribuída a condições benignas como hemorroidas ou fissuras anais, também pode sinalizar câncer colorretal. Outros problemas relacionados ao sangramento incluem diverticulite e doenças inflamatórias intestinais.” Assim sendo, qualquer ocorrência desse tipo deve ser avaliada por um médico qualificado.
O Dr. Leonardo ainda mencionou que o risco da enfermidade tende a aumentar com a idade — especialmente após os 50 anos — mas há uma preocupação crescente quanto ao aumento dos casos entre jovens. “Pesquisas indicam um crescimento alarmante na incidência entre pessoas abaixo dos 50 anos; por isso as diretrizes médicas recomendam iniciar exames aos 45 anos para toda a população”, alertou.
A qualidade da alimentação e o estilo de vida desempenham um papel significativo no desenvolvimento do câncer colorretal. “Fatores como obesidade, sedentarismo e tabagismo estão entre os principais riscos”, afirmou o especialista. Ele também ressaltou os perigos das dietas ricas em carnes processadas e ultraprocessadas combinadas com baixa ingestão de fibras.
Pessoas com histórico familiar devem estar atentas para realizar exames preventivos mais cedo — muitas vezes aos 40 anos ou até antes se houver diagnóstico na família próxima.
A colonoscopia continua sendo o exame padrão para a detecção precoce do câncer colorretal. “Este procedimento não só permite o diagnóstico como também previne a progressão da doença ao remover pólipos antes que se tornem cancerígenos.” Apesar da apreensão comum entre os pacientes sobre este exame, Dr. Leonardo garante sua segurança e eficácia.
A taxa elevada de cura quando o câncer colorretal é diagnosticado precocemente é outro ponto destacado pelo especialista. “Quando detectado logo no início, as taxas superam os 90%, tornando crucial o rastreamento regular para assegurar diagnósticos oportunos”, afirmou ele.
A abordagem terapêutica varia conforme o estágio da doença; frequentemente uma cirurgia é suficiente nos casos iniciais enquanto estágios mais avançados podem exigir uma combinação de tratamentos como quimioterapia ou radioterapia.
Por fim, ele concluiu ressaltando que muitos casos podem ser evitados através da adoção de hábitos saudáveis juntamente com a realização periódica dos exames preventivos adequados.
“As sociedades médicas recomendam iniciar rastreamentos aos 45 anos para indivíduos sem sintomas”, finalizou Dr. Leonardo Emílio enfatizando novamente a importância do diagnóstico precoce na batalha contra esta enfermidade silenciosa.
“Não aguarde até os sintomas aparecerem”, alertou ele sobre as possíveis consequências negativas da demora no tratamento.