Maíra Cardi recorreu às redes sociais para informar aos seguidores sobre a internação de sua filha, Eloah, que tem apenas seis meses. A bebê foi hospitalizada nos Estados Unidos após receber o diagnóstico de bronquiolite. Especialistas em saúde consultados alertaram para os riscos associados a essa condição, que afeta a filha mais nova da empresária e influenciadora.
A pediatra Daniela Piotto, professora associada ao departamento de pediatria da Unifesp, detalhou as causas da bronquiolite. Segundo ela, “os vírus respiratórios são os principais responsáveis, com destaque para o vírus sincicial respiratório (VSR). Esses agentes infecciosos atacam os bronquíolos, que são as pequenas vias aéreas responsáveis por conduzir o ar até os pulmões, resultando em inflamação e secreção excessiva”, explicou.
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A médica enfatizou que essa doença é particularmente frequente entre crianças menores de dois anos. “Os bebês possuem vias aéreas muito estreitas e um sistema imunológico ainda em desenvolvimento. Por conta disso, a inflamação nos bronquíolos pode causar uma grande dificuldade na passagem do ar, além disso eles têm dificuldade em eliminar secreções”, ressaltou.
No mesmo sentido, o pediatra Dr. Iago Vinícius Gonçales Siqueira Oliveira alertou sobre os principais perigos associados à bronquiolite. “O principal risco é que a condição evolua para desconforto respiratório severo, o que pode levar a uma queda na oxigenação e à necessidade de cuidados hospitalares. Em casos mais críticos, pode ser necessário suporte com oxigênio ou até mesmo internação em UTI. Crianças abaixo dos seis meses, prematuros ou aquelas com condições pré-existentes como doenças cardíacas ou pulmonares estão mais propensas a complicações”, afirmou.
Iago também destacou como os pais podem identificar os sintomas dessa enfermidade. “Inicialmente, a bronquiolite apresenta-se como um resfriado comum, com sintomas como coriza, tosse e febre baixa. À medida que avança, podem surgir sintomas respiratórios mais graves como respiração acelerada, chiados no peito e dificuldade respiratória visível aos pais pelo afundamento das costelas ou pela movimentação intensa do nariz. É frequente também a dificuldade para mamar ou se alimentar adequadamente, assim como irritabilidade ou apatia”, elucidou o pediatra.
A abordagem terapêutica da bronquiolite geralmente consiste em cuidados paliativos. “Nosso objetivo é auxiliar o organismo enquanto ele luta contra o vírus. Isso envolve garantir boa hidratação, realizar lavagens nasais frequentes e controlar sintomas como febre, além de monitorar a evolução clínica e respiratória do paciente. Nos casos mais graves, suporte com oxigênio e internação podem ser necessários. Vale lembrar que antibióticos não são utilizados nesse tipo de tratamento rotineiramente porque se trata de uma infecção viral”, concluiu Iago Vinícius Gonçales Siqueira Oliveira.
Por fim, Daniela Piotto destacou quais sinais devem chamar a atenção dos pais em relação à bronquiolite: “É fundamental observar a respiração da criança. Indicadores como respiração rápida, esforço ao respirar com afundamento das costelas ou abdômen distendido, dificuldades alimentares e cansaço excessivo são motivos para buscar avaliação médica imediata. Em qualquer quadro gripal ou resfriado em crianças pequenas é crucial que os pais estejam atentos a mudanças no comportamento e no padrão respiratório da criança. A avaliação precoce por um pediatra é essencial nesses casos”, finalizou.