Na última sexta-feira (3), o Botafogo decidiu entrar com uma ação contra o Lyon, clube francês, para exigir o pagamento de dívidas que ultrapassam R$ 745 milhões.
Essa dívida refere-se a investimentos financeiros feitos pelo Botafogo no Lyon, no contexto da gestão unificada da rede de clubes Eagle Football. O clube carioca afirma que os aportes foram realizados com a expectativa clara de reembolso nas condições previamente acordadas, mas até o momento não houve devolução dos valores.
A colaboração financeira começou quando o Botafogo se integrou ao Grupo Eagle em 2022. No final daquele ano, a rede adquiriu o Lyon, que enfrentava problemas financeiros e tinha dívidas com instituições bancárias. Os investimentos contínuos do Botafogo foram cruciais para que o clube francês evitasse o descenso e conseguisse uma vaga na Europa League. Além disso, esse modelo integrado de gestão também contribuiu para as conquistas do Botafogo na Copa Libertadores e no Campeonato Brasileiro em 2024.
Contudo, a parceria foi desfeita devido a desentendimentos internos. A Eagle não está mais à frente do Lyon, que agora é dirigido por uma nova presidente. Conforme informado pelo Botafogo, a administração do clube francês rompeu unilateralmente o acordo de colaboração e falhou em honrar seus compromissos financeiros, incluindo os pagamentos devidos ao grupo: R$ 745 milhões ao Botafogo e outros €12 milhões ao RWDM Brussels.
Como resultado dessa pendência financeira, o Botafogo enfrentou sanções da FIFA no final de 2025, resultando em um transfer ban que impediu o registro de novos jogadores por um período de 38 dias.
“Com esse movimento, o Botafogo toma uma posição definitiva: A SAF adotará todas as medidas legais necessárias para recuperar integralmente os valores devidos pelo Olympique Lyonnais e garantir a continuidade e a solidez de seu projeto esportivo”, afirmou o clube carioca.