Publicada em 30/3/2026 às 10h12
Por João Silva
Por muito tempo, a violência contra as mulheres era associada principalmente à agressão física. No entanto, nos dias de hoje, uma parcela significativa dessa violência ocorre no ambiente digital.
A internet, que deveria ser um espaço de conexão, informação e liberdade, tem se tornado também um local de exposição, ataques e silenciamento das mulheres. Comentários agressivos, ameaças, perseguições virtuais, vazamento de imagens íntimas e campanhas difamatórias fazem parte de uma dinâmica que afeta milhares de mulheres diariamente.
É importante destacar que essa violência não é aleatória. As mulheres são alvo de ataques de forma desproporcional, especialmente quando ocupam posições de destaque, expressão ou poder. Quanto mais uma mulher se manifesta, maior é a probabilidade de sua mensagem ser deslegitimada através da violência.
Os impactos da violência digital vão além do ambiente virtual. Ela gera medo, ansiedade, insegurança e, em muitos casos, leva as mulheres a se afastarem de espaços profissionais e sociais. Trata-se de uma forma de controle e silenciamento que restringe a presença feminina, inclusive no debate público.
Outro aspecto a ser considerado é a naturalização desse comportamento. Comentários ofensivos são muitas vezes tratados como simples “opiniões” e a exposição indevida da intimidade feminina é compartilhada como se fosse entretenimento. Essa postura não apenas perpetua a violência, mas também protege os agressores.
Além disso, há uma dificuldade real em responsabilizar os agressores. Muitas vítimas enfrentam obstáculos para denunciar, seja por falta de informações, seja pela sensação de impunidade. Embora existam leis que abordam esse tipo de crime, a aplicação dessas leis ainda é um desafio.
Discutir a violência digital é compreender que o ambiente online está intrinsecamente ligado à vida real. O que acontece nas redes sociais tem repercussões reais, profundas e duradouras.
Para combater esse tipo de violência, é necessário agir em várias frentes: educação digital, responsabilização dos agressores, atuação das plataformas e, principalmente, uma mudança cultural. Não se trata apenas de tecnologia, mas de comportamento.
Eu sou João Silva e acredito que enfrentar a violência contra as mulheres também envolve reconhecer e combater as novas formas de agressão que tentam calar suas vozes diariamente. Se você compartilha dessa crença, me siga nas redes sociais @joaosilva.oficial.